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Sistemas de gestão ambiental nas organizações

As questões ambientais só passaram a ocupar algum espaço no cenário político, econômico e social a partir da década de 1970. Porém existem ainda muitas controvérsias a respeito da época exata em que o falso dilema, de que ecologia e desenvolvimento econômico eram rivais, deixou de existir. Alguns autores afirmam que esse dilema já foi desmascarado e ultrapassado, outros acreditam que a mudança de paradigmas ainda está ocorrendo.

Já os anos 80 foram marcados pelo amadurecimento da população, em geral, quanto às questões ecológicas. Essa evolução ocorreu devido à expansão da Ciência Ecológica em nível acadêmico e técnico, e devido ao seu início quanto movimento sócio-político. Essa consciência apesar de ter surgido nos países de primeiro e de terceiro mundo, ao mesmo tempo, era bem mais expressiva nas nações desenvolvidas, isso devido ao fato de que os seus cidadãos possuem um nível de qualidade de vida muito maior, e estão rodeados por uma quantidade extremamente menor de problemas sociais, o que significa espaço livre para um desenvolvimento mais amplo.

A efetivação do movimento ambiental como um movimento político, criou um cidadão consciente, crítico e exigente do ponto de vista ecológico. Esse novo homem passou a exercer pressão sobre a economia, intimando as empresas a produzir e a comercializar produtos ecológicos. Em um primeiro momento, esse novo contexto social gerou um choque entre a ainda não ecológica mentalidade do sistema de produção e serviços e a nova sociedade de consumo.

Além do comportamento exigente dos cidadãos e dos consumidores, por todos os lados começaram a surgir legislações ambientais, regulando e criando padrões para emissões e efluentes. Ao mesmo tempo, as Organizações Não Governamentais (ONGs) começavam a  demonstrar a sua força e o seu forte efeito fiscalizador.

As empresas estavam, então, cada vez mais encurraladas em uma sociedade com consciência ambiental em expansão. A saída foi encontrada através da efetivação de novas medidas que harmonizassem a produção de bens de consumo com a proteção e a conservação dos recursos naturais. Atualmente, as empresas já reconhecem que adotar sistemas de gestão ambiental representa aumentar o lucro e, portanto, a produtividade.

A consciência ambiental ainda é uma idéia relativamente nova, ainda hoje são inúmeras as ações e mudanças que precisam ocorrer para introduzir de vez essa idéia como uma base na nossa sociedade. Entretanto, tais mudanças dependem da transformação da sociedade e de seus paradigmas vigentes, “a mudança dos paradigmas depende de mudanças no campo das idéias”.

Nas últimas três décadas, a sociedade em seu contexto geral foi obrigada a assimilar em um curto espaço de tempo todo um rol de idéias novas e de transformações. Atualmente, já se sabe que é muito mais fácil prevenir os problemas ambientais do que corrigi-los, foi com esse pensamento que foi criado o selo ISO 14000, cuja Norma 14001, “especifica os requisitos relativos a um sistema de gestão ambiental, permitindo a uma Organização formular uma política e objetivos que levem em conta os requisitos legais e as informações referentes aos impactos ambientais significativos”. Dentre os mesmo requisitos estabelecidos pela Norma ISO 14001 está “A Organização deve identificar as necessidades de treinamentos. Ela deve determinar que todo o pessoal cujas tarefas possam criar um impacto significativo sobre o meio ambiente receba treinamento apropriado”.

Essa Norma aponta a educação ambiental como sendo uma perspectiva permanente e efetiva dentro de uma empresa. Em geral nas organizações a consciência ambiental é adquirida através de palavras, atividades de conscientização, seminários e cursos de treinamento, lembrando que “a participação é um comportamento chave para a educação ambiental”.

“Quando uma Organização resolve implantar um SGA dá um passo à frente. Quando implanta junto ao SGA um programa de educação ambiental dinâmico e eficiente garante uma longa caminhada. O processo de alfabetização ecológica propiciada pela educação ambiental acelera as transformações na cultura da organização”.

É fundamental que no futuro a sociedade tenha incorporado a conservação da natureza como uma prioridade e como um padrão de qualidade. Essa incorporação é um processo lento, no qual séculos de padrões históricos e tradições terão que ser revistos. Não é impossível atingir um futuro ambientalmente correto, a sustentabilidade ambiental não é uma utopia, considere que há menos do que 30 anos atrás praticamente não existia Ecologia, note o quanto já progredimos, ainda falta muito, porém é preciso sempre lembrar que os primeiros passos já foram dados.

dezembro 3, 2013   Sem comentários

Recursos Hídricos no Brasil

A quantidade total de água na Terra é distribuída da seguinte maneira: 97,5% de oceanos e mares; 2,5 de água doce; 68,9% (da quantidade geral de água doce) formam as calotas polares, geleiras e neves eternas que cobrem os cumes das montanhas altas da Terra; 29,9% restantes de água doce constituem as águas subterrâneas e 0,9% respondem pela umidade do solo e pela água dos pântanos (AMBIENTE BRASIL).

A água está presente em múltiplas atividades do Homem e, como tal, é utilizada para finalidades muito diversificadas, em que assumem maior importância o abastecimento doméstico e público, os usos agrícola e industrial e a produção de energia elétrica.
A industrialização, a expansão urbanística, a agricultura, a pecuária intensiva, a produção de energia elétrica – que estão estreitamente associadas à elevação do nível de vida e ao crescimento populacional – passaram a exigir o uso de grandes quantidades dos recursos naturais, principalmente da água.

Em termos globais, a água disponível é muito superior ao total consumido pela população. No entanto, a distribuição é extremamente desigual e não esta de acordo, na maioria dos casos, com a população e as necessidades para a indústria e agricultura. (ARAÚJO, 1988). Devemos considerar também a crescente degradação dos recursos hídricos, resultado da ação antrópica, tornado parte da água imprópria para diversos usos.

Como conseqüência da sua utilização irracional, muitas regiões do mundo apresentam problemas relacionados à escassez de água ou à qualidade inadequada. Desta forma é indispensável o planejamento e a gestão dos recursos hídricos, de forma a garantir a água na qualidade e na quantidade desejáveis aos diversos fins.

O Brasil é dotado de uma vasta e densa rede hidrográfica, sendo que muitos de seus rios destacam-se pela extensão, largura e profundidade. Em decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de planalto que apresentam em seu leito rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características.

novembro 28, 2013   Sem comentários

Planejamento e gestão de recursos hídricos

Plano é o resultado do processo de planejamento, é um documento que materializa, em textos, um planejamento, e viabiliza sua materialização em termos de ações. Os planos podem ser temáticos e ter uma maior ou menor abrangência espacial. O plano deve ser sempre atualizado, sempre revisto, para que seja adaptado aos novos cenários.

Abaixo, segue algumas definições de planos formulados visando à gestão de recursos hídricos:

  1. PLANO DE BACIA HIDROGRÁFICA – Mesmo que plano de recursos hídricos no âmbito de uma bacia hidrográfica.
  2. PLANO DE RECURSOS HÍDRICOS – Relatório ou documento de planejamento, definido pela legislação de recursos hídricos, para orientar o uso, recuperação, proteção e conservação dos recursos hídricos.
  3. PLANO DE USO, CONTROLE E PROTEÇÃO DE ÁGUAS – Estudo prospectivo que busca adequar o uso, o controle e o grau de proteção dos recursos hídricos às aspirações sociais e/ou governamentais expressas formal ou informalmente em uma política de águas, através da coordenação, compatibilização, articulação e/ou projetos de intervenções.
  4. PLANO DIRETOR (EM RECURSOS HÍDRICOS) – Relatório ou projeto de engenharia no âmbito de planejamento em recursos hídricos, que compara alternativas, cenários e soluções possíveis em função das mais diversas técnicas disponíveis, levando em consideração o custo e benefício e a viabilidade econômica e financeira de cada possibilidade.
  5. PLANO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS – Relatório ou documento, definido pela legislação de cada estado, de orientação à atuação da administração pública estadual, no que diz respeito ao uso, recuperação, proteção e conservação dos recursos hídricos
  6. PLANO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS – Relatório ou documento, definido pela Lei Nacional 9.433, de orientação à atuação da administração pública estadual, no que diz respeito ao uso, recuperação, proteção e conservação dos recursos hídricos no Brasil.

novembro 27, 2013   Sem comentários

Usos múltiplos e Usos prioritários dos recursos hídricos

Dos recursos naturais, a água talvez seja o mais utilizado pela humanidade, sendo utilizada para inúmeros fins: abastecimento doméstico, comercial e industrial; irrigação; dessedentação de animais; preservação da flora e da fauna; recreação e lazer; geração de energia elétrica; navegação e diluição de despejos. Daí tem-se os usos múltiplos da água. Já o uso prioritário das águas em caso de escassez é para o abastecimento humano e a dessedentação de animais.

Dependendo do uso a que se destina a água deve ter uma qualidade específica, daí a necessidade da classificação da água em classes. Á classe especial pertencem às águas destinadas ao abastecimento público, após simples desinfecção e à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. As águas de classe 2 podem ser utilizadas para abastecimento público, após tratamento convencional. Atualmente, consideram-se 9 classes de águas, sendo 5 para águas doces, 2 para águas salobras e 2 para águas salinas (Resolução CONAMA no. 357/2005) .

Quando são considerados os usos industriais, a água deve atender os requisitos específicos, por exemplo: a água empregada em caldeiras não pode ocorrer carbonato de cálcio ou apresentar dureza, pois estes compostos causarão problemas de incrustações ou obstruções de canais. Águas destinadas a indústrias alimentícias devem possuir características especificas também. Quando o destino da água é irrigação, esta não pode conter alto teor de sais, nem coliformes fecais e, assim, para cada uso, a água deve apresentar qualidade diferente.

novembro 27, 2013   Sem comentários

Resumo Saúde Pública e Saneamento Ambiental

SAÚDE: é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade (Organização Mundial da Saúde).

SAÚDE PÚBLICA: é a ciência e arte de promover, proteger e recuperar a saúde, através de medidas de alcance coletivo e de motivação da população.

SANEAMENTO AMBIENTAL: é o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeito deletério, sobre seu bem-estar físico, mental ou social (Organização Mundial da Saúde).

DIREITO À SAÚDE: o gozo de melhor estado de saúde, constitui um direito fundamental de todos os seres humanos, sejam quais forem sua raça, sua religião, suas opiniões políticas, sua condição econômica e social (Preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde).

novembro 13, 2013   Sem comentários

Usos da água

São os seguintes os principais usos da água e dos recursos hídricos:

- abastecimento doméstico
- abastecimento industrial
- irrigação
- dessedentação de animais
- aqüicultura
-preservação da flora e da fauna
- recreação e lazer
- harmonia paisagística
- geração de energia elétrica
- navegação
- diluição de despejos

Destes usos, os primeiros (abastecimento doméstico, abastecimento industrial, irrigação e possivelmente dessedentação de animal) implicam na retirada da água das coleções hídrica onde se encontram. Os demais usos são desempenhados na própria coleção de água.

Em termos gerais, apenas os dois primeiros usos (abastecimento doméstico e abastecimento industrial) estão freqüentemente associados a um tratamento prévio da água, face aos requisitos de qualidade mais exigentes.

novembro 13, 2013   Sem comentários

Resumo Distribuição da água na terra

A água é o constituinte inorgânico mais abundante na matéria viva: no homem, mais de 60% do seu peso é constituído por água, e em certos animais aquáticos esta porcentagem sobe a 98%. A água é fundamental para a manutenção da vida na Terra, razão pela qual é importante saber como ela se distribui no planeta, e como ela circula de um meio para o outro. Os recursos hídricos do planeta não é nada mais do que o volume de água existente e disponível para uso.

Os 1,36 x 1018 m3 de água disponível existente na Terra distribuem da seguinte forma (vide Tabela 1):

Tabela 1 – Distribuição da água disponível existente na Terra

ÁGUA DO MAR 97%
GELEIRAS 2,2%
ÁGUA DOCE 0,8%
…………………(97% água subterrânea)
…………………(3% água superficial)
TOTAL 100 %

Observa-se que da água disponível, apenas 0,8% pode ser utilizada mais facilmente para abastecimento público. Desta pequena fração de 0,8%, apenas 3% apresentam-se na forma de água superficial, de extração mais fácil. Esses valores ressaltam a grande importância de se preservar os recursos hídricos na Terra, e de se evitar a contaminação da pequena fração mais facilmente disponível.

novembro 12, 2013   Sem comentários

Definição de Hidrologia, Ciclo Hidrológico e Bacia Hidrográfica

Hidrologia: A palavra HIDROLOGIA é originada das palavras gregas HYDOR, que significa “água” e LOGOS, que significa “ciência”. Hidrologia é, pois, a ciência que estuda a água. A Hidrologia estuda as fases do ciclo hidrológico, descrevendo seu passado, tentando prever seu futuro.

Definição: Hidrologia é a ciência que trata da água na Terra, sua ocorrência, circulação e distribuição, suas propriedades físicas e químicas, e sua reação com o meio ambiente, incluindo sua relação com as formas vivas relacionada com toda a água da Terra, trata também do efeito da água sobre o meio ambiente e sobre todas as formas da vida. (Definição proposta pelo US Federal Council for Sciences and Technology (Chow, 1959)). Por ser muito ampla, é difícil pensar numa ciência que não esteja incluída nesta definição. A Botânica, ao estudar o transporte de água através dos vegetais ou a Medicina, ao estudar a água no corpo humano, fariam parte da Hidrologia.

Ciclo hidrológico: Devido às diferentes e particulares condições climáticas, em nosso planeta a água pode ser encontrada, em seus vários estados: sólido, líquido e gasoso. O movimento da água entre os continentes, oceanos e a atmosfera é chamado de ciclo hidrológico. Na atmosfera, o vapor da água em forma de nuvens pode ser transformado em chuva, neve ou granizo, dependendo das condições do clima. Essa transformação provoca o que se chama de precipitação. A precipitação ocorre sobre a superfície do planeta, tanto nos continentes como nos oceanos. Nos continentes, uma parte das precipitações é absorvida pelos seres vivos e plantas e depois devolvida para a atmosfera, sob a forma de evaporação, uma segunda parte escoa superficialmente até atingir as redes de drenagem e finalmente acabam desaguando nos oceanos depois de percorrer os caminhos recortados pelos rios, enquanto uma terceira parte das precipitações é infiltrada no solo e irá abastecer as reservas de água subterrâneas. Os oceanos, portanto, recebem água de duas fontes: das precipitações e do desaguamento dos rios, e perdem pela evaporação.

Bacia Hidrográfica: “Área geográfica, delimitada pelos divisores de água (parte mais alta do terreno) e drenada por um curso de água perene ou temporário e seus eventuais afluentes. Constitui em ecossistema onde deve ser planejado o sistema de gestão ambiental em áreas urbanas e rurais. Área de drenagem de um curso de água ou lago” (SETTI, 1996).

“Conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes” (GUERRA, 1978).

“São grandes superfícies limitadas por divisores de águas e drenadas por um rio e seus tributários” (CARVALHO, 1981).

Divisor de águas: Divisor que demarca os limites da área que fornece o escoamento superficial a uma bacia hidrográfica. É o perímetro de uma bacia hidrográfica. Em uma carta de topografia é a linha de separação que divide as precipitações que caem em bacias vizinhas e que encaminha o escoamento superficial resultante para um ou outro sistema fluvial. Ele atravessa o curso d’água apenas no ponto de saída.

Curvímetro: Instrumento utilizado para medir o comprimento de curvas e retas em uma superfície plana.

Planímetro: Instrumento que serve para medir uma área plana com qualquer formato, limitada por uma curva fechada, que, por simplicidade, supomos que não se auto-intersecta. Para tal percorre-se com o instrumento o traçado do perímetro da área a determinar. Um planímetro digital indica no display a distância real percorrida sobre o mapa, ele pode trabalhar em qualquer escala, bastando para isso pressionar o botão scale e digitar a escala desejada para conversão.

novembro 11, 2013   Sem comentários

Processos geradores de elfuentes comumente utilizados na indústria

Existem processos que são comumente utilizados na indústria que são grandes geradores de efluentes líquidos (descarte de água contaminada) e portanto possuem grande potencial poluidor e de geração de impactos ambientais e poluição.

 Processos comumente utilizados na indústria, que são geradores de efluentes:

• Decapagem química

  • Diversos processos de fabricação que envolvem partes metálicas incluem uma etapa de remoção de produtos da corrosão depositados sobre as mesmas.
  • Isto é feito pela imersão destas partes metálicas num banho de uma solução aquosa ácida (ácido sulfúrico) ou básica (hidróxido de sódio).
  • Após, se faz necessário uma lavagem para remover o residual ácido ou cáustico.
  • No caso de banho de ácido sulfúrico para a decapagem de metais ferrosos, parte do ferro é dissolvido no ácido na forma de FeSO4, que acaba por comprometendo a efetividade do banho.
  • O banho pode ser trocado totalmente ou de forma gradativa gerando a necessidade de tratamento da solução gasta.
  • O tratamento envolve neutralização e precipitação dos metais dissolvidos devendo-se ter o cuidado de garantir a completa precipitação dos metais antes da lançamento do efluente.
  • Assim como em outros processos de imersão, deve-se ter cuidado com o “dragout”, isto é, parcela da solução de decapagem que deixam o sistema aderidas as peças.

• Desengraxe com vapor

  • Industrias que trabalham, conformam, niquelam ou soldam metais, estão sempre aplicando às superfícies metálicas e, então removendo, substâncias que contenham óleos e graxas.
  • Na remoção destas substâncias pode ser utilizada a técnica do desengraxe com vapor, entre outros (por exemplo lavagem com solução cáustica quente com ou sem detergente).
  • O processo de desengraxe com vapor consiste dos seguintes elementos:
  1. Tanque aquecido para conter e volatilizar a substância desengraxante líquida;
  2. Câmara aberta para conter os vapores acima do tanque aquecido;
  3. Sistema de condensação de vapores;
  4. Sistema de cestas ou ganchos que transportem as peças a serem desengraxadas pelo ambiente acima do tanque aquecido.
  • Substâncias desengraxantes líquidas usadas: cloreto de metileno, metilclorofórmio, percloroetileno, tricloroetileno, tricloroeteno, percloroetano, propilbrometo, etc.
  • Diversas fontes de contaminação do banho quente acabam por tornar necessária a sua troca (banho gasto), são elas:
  1. Substância desengraxante contaminada que retorna ao tanque;
  2. Água condensada no ar ambiente;
  3. Água contida no dragout de processos anteriores;
  4. Água que permaneceu no tanque após sua lavagem;
  5. Vazamentos de radiadores de água e de vapor.
  • Periodicamente é necessário esvaziar o tanque, retirando-se a borra de fundo e tratando-se o banho gasto para disposição final.
  • A melhor forma de dispor do banho gasto é fazendo-se a recuperação da substância desengraxante original (destilação fracionada).
  • O que sobra da destilação fracionada, e a borra de fundo devem ser incineradas ou colocadas em aterros de resíduos perigosos.
  • Deve-se ter o cuidado de não colocar diretamente em aterros de resíduos perigosos o banho gasto (quando não tratado), por causa de suas propriedades tóxicas e por ser praticamente impossível garantir a sua contenção.

• Enxágüe

  • Processo comum em muitos processos de fabricação.
  • Tipicamente, partes e peças que passam por etapas de fabricação de onde emergem de banhos, acabam passando também por um banho de água para remover os resíduos do processo anterior.
  • Comumente se tem 3 enxágües em seqüência, com um sistema de lavagem contra-corrente.
  •  Exemplo de um processo de enxágüe em galvanoplastia.
  • Tratamento dos banhos gastos (niquelamento ou de lavagem) envolve a remoção das substâncias usadas no processo de galvanoplastia, além dos íons dissolvidos do objeto sendo trabalhado.

novembro 8, 2013   Sem comentários

Problemas Ambientais dos Efluentes Líquidos Industriais

Fontes principais de Efluentes Líquidos Industriais: a) águas ácidas de minas; b) agricultura e criação de animais; c) processos de manufatura (química, metais, papel e petróleo);

O principal problema ambiental causado pelos efluentes líquidos industriais é a poluição dos recursos hídricos, causada principalmente por:

a) Metais pesados

  • As industrias que mais contribuem são a de recobrimento de metais, curtumes, tintas e baterias;
  • A fusão de minérios é a fonte primária de arsênico, níquel e selenium;
  • Cádmio advém da manufatura de metais e da indústria química;
  • Antimônio, cromo, chumbo, cobre e mercúrio provém principalmente da manufatura de metais;
  • Cianeto é preocupante em relação a indústria de acabamentos de metais.

b) Nutrientes

  • Poluição difusa das águas naturais advinda da agricultura e da pecuária;
  •  Uso de detergentes a base de fosfatos (substituição);

c) Solventes e óleos

  • Muitos processos industriais são dependentes do uso de solventes orgânicos. Estes solventes produzem: toxicidade, redução da camada de ozônio e formação de nevoeiro fotoquímico;
  • Na indústria metal-mecânica é utilizado para remover ferrugem, graxas e outros contaminantes da superfície dos metais;
  • Exemplo de substituição: Best Lock Corporation – 94% de redução – (usava o cloreto de metileno – poluente prioritário): a) áreas limpas para armazenagem; b) redução das quantidades usadas a partir de balanço de massa; c) a solução que cobria protetivamente a superfície a ser tratada foi modificada de forma a necessitar menos solvente para remove-la.

d) Compostos orgânicos

  • Diferem dos anteriores por se tratar de um componente do produto final, enquanto solventes são componentes do processo (a perda como efluente afronta a ecologia industrial);
  • Poderão causar nevoeiro fotoquímico;
  • Muitos orgânicos vem do petróleo (reservas cada vez menores – preços cada vez maiores);

e) Ácidos

  • São usados largamente na indústria química (ácidos minerais fortes), além de serem produto final de algumas outras;
  • Objetivo do engenheiro ambiental é minimizar o seu uso e neutralizar os efluentes ácidos com outros básicos;
  • Mais difícil é controlar a drenagem ácida de mina (prevenir o contato do ar e da água com a pirita).

f) Sólidos suspensos

  • Causam problemas de transparência das águas naturais, que além de pouco estéticas, as águas turvas não são lugares adequados para a vida aquática;
  • As substâncias químicas tóxicas são absorvidas ou adsorvidas por partículas finas, assim como bactérias e vírus;
  • Deve-se levar em conta os problemas acarretados pelo assoreamento dos cursos d’água;
  • Para tratar água turvas, seja para uso doméstico ou industrial, é necessário uma ETA convencional.

Oportunidades de redução da poluição dos recursos hídricos:

a) segregação de despejos;

b) conservação de água;

c) mudanças no processo de fabricação;

d) reuso de esgotos municipais e industriais;

e) eliminação e descargas em batelada;

f) mudança de equipamento;

g) equalização e neutralização;

h) recuperação de subprodutos;

i) disposição como sólido; etc.

novembro 8, 2013   Sem comentários