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Tipos de erosão

Tipos de Erosão:

  • natural / geoglógico / normal ou acelerado / antrópico
  • erosão hídrica: laminar e lineares (sulcos, ravinas e boçorocas)

EROSÃO NATURAL, GEOLÓGICA OU NORMAL
Processo natural de denudação e evolução da superfície dos terrenos, desenvolvendo-se de forma lenta e contínua.

EROSÃO ACELERADA OU ANTRÓPICA
Processo induzido pela intervenção humana, altamente destrutivo, desenvolvendo-se rapidamente.

EROSÃO HÍDRICA

EROSÃO LAMINAR (EM LENÇOL OU SUPERFICIAL)
Processo de remoção de uma delgada e uniforme camada superficial do solo, provocada por fluxo hídrico não concentrado (difuso).

EROSÃO LINEAR
Decorrente da ação do escoamento hídrico superficial concentrado, apresentando três tipos:
- sulcos
- ravinas
- vossorocas ou boçorocas

SULCOS

• Pequenas incisões na superfície (na forma de filetes muito rasos), perpendiculares às curvas de nível.
• Podem ser eliminados por operações normais de preparo de solo.
• Desenvolvem-se em áreas nas quais a erosão laminar é mais intensa.

RAVINAS

• Ocorrem quando a água do escoamento superficial escava o solo atingindo seus horizontes inferiores e, em seguida, a rocha.
• Apresentam profundidade maior que 0,5m, diferenciando-se dos sulcos por não serem obliteradas pelas operações normais de preparo do solo.
• Também ocorrem movimentos de massa devido ao abatimento de seus taludes.
• Possuem forma retilínea, alongada e estreita. Raramente se ramificam e não chegam a atingir o nível freático.
• Apresentam perfil transversal em “V” e geralmente ocorrem entre eixos de drenagens, muitas vezes associadas a estradas, trilhas de gado e carregadores.

VOSSOROCAS ou BOÇOROCAS

• Formas mais complexas e destrutivas do quadro evolutivo da erosão linear.
• Devem-se à ação combinada das águas do escoamento superficial e subterrâneo, desenvolvendo processos como o “piping” (erosão interna), liquefação de areias, escorregamentos, corridas de areia, etc.
• Em geral são ramificadas, de grande profundidade, apresentando paredes irregulares e perfil transversal em “U”.
• Quando Se instalam ao longo dos cursos d’água, principalmente nas cabeceiras, são denominadas boçorocas de drenagem. Também podem se formar pelo aprofundamento de ravinas até o nível freático, sendo denominadas boçorocas de encosta.
• O inadequado uso do solo é considerado fator principal e decisivo no surgimento das boçorocas.
• São formas erosivas de difícil controle.

março 10, 2015   Sem comentários

Problemas ambientais acarretados pela Erosão

  • Repercussão na produção agrícola: 
  • A erosão causa diminuição da fertilidade dos solos, aumentando os custos de produção. Podendo tornar os solos completamente improdutivos, ou ainda em casos extremos levar a desertificação (Ceará – 14% – desmatamento da cobertura vegetal nativa, solos rasos, mal utilizados, alta temperatura, com pouca precipitação, mal distribuídas).
  • Assoreamento das redes de drenagem, que além das inundações, provoca outros impactos:
  1. Aterramento gradual dos mananciais, com redução na capacidade de fornecer água para seus diversos usos;
  2. Soterramento de ovos de peixe e outros organismos que se reproduzem no fundo os manaciais.
  3. Aumento da turbidez da água, ocasionando a diminuição da penetração da luz solar, reduzindo a atividade fotossintética das algas e, em consequência, sua produção de oxigênio.
  • Deslizamento de encostas muitas vezes são originados por processos erosivos.

 

março 10, 2015   Sem comentários

Definição de Erosão

DEFINIÇÃO: remoção de partículas do solo ou de fragmentos e partículas de rochas, pela ação combinada da gravidade com a água, vento, gelo e organismos (plantas e animais).

“É o processo de desagregação e remoção de partículas do solo, como consequência do escoamento da água (erosão hídrica) e do vento (eólica). Este processo ocorre de forma natural, lenta, seno geralmente, intensificado pelo ação do homem.” Salomão e Iwasa, 1995

Na realidade, os problemas mais graves resultam da forma incorreta como o homem utiliza o solo, a água e a vegetação. O agente de erosão mais importante é a água, e a ação do homem que mais contribui para a ocorrência desse processo é o desmatamento. A água, ao escoar pela superfície descoberta do solo, arrasta sua camada superficial. O vento também causa erosão, através da abrasão provocada pelas partículas de areia que carreia.

CONDICIONANTES NATURAIS:

  • Chuvas (impacto, escoamento) – intensidade, duração e frequência das chuvas.
  • Relevo (declividade, comprimento de rampa, forma da vertente) – quanto maior for a extensão do declive, mais a água se acumulará o longo do mesmo e maior será a velocidade de escoamento, resultando no incremento da erosão.
  • Solo (características morfológicas, físicas, químicas, biológicas e mineralógicas)
  • Substrato rochoso – profundidade dos solos
  • Cobertura vegetal – a vegetação constitui a melhor proteção aos solos. O solo precisa da vegetação e vice-versa.

CONDICIONANTES ANTRÓPICOS:

  • Desmatamento – remoção da proteção representada pela cobertura vegetal.
  • Queimadas
  • Movimentos de terra – áreas de empréstimo, outras escavações e aterros.
  • Concentração de água – alterações no escoamento natural das águas; drenagem artificial.
  • Inadequado uso do solo agrícola e urbano – tipo de prática agrícola – sobrepastoreio – tipos de uso dos solos.
  • Impermeabilização do solo – construções, pavimentações, compactação, atuando na concentração e escoamento das águas.

março 10, 2015   Sem comentários

Razões que justificam o tratamento dos esgotos

A solução em geral empregada para o destino das águas residuárias é o seu lançamento em curso d’água. Contudo, devido à dualidade do uso das águas que recebem os despejos, este proceder tem resultado em sérios inconvenientes para a Saúde Pública.

As águas residuárias, sendo lançadas sem qualquer tratamento depurador no curso d’água, constituem uma carga de poluição que o rio recebe, e da qual procura livrar-se com o tempo (processo de autodepuração).

Os efeitos do lançamento de águas residuárias nos cursos de água podem ser de natureza bacteriológica, física, química e bioquímica.

Os efeitos de natureza bacteriológica podem se dar pela contaminação por germes patogênicos presentes nos esgotos, trazendo dificuldades ou mesmo impedindo o aproveitamento das águas a jusante do lançamento para abastecimento público ou para uso para recreação de contato primário, ou contaminando hortas irrigadas.

Os efeitos de natureza química e bioquímica se manifestam pela redução do teor de oxigênio dissolvido na água, devido à ação dos organismos responsáveis pela decomposição, oxidação e mineralização da matéria orgânica, e pela agressividade ou impropriedade das águas, em conseqüência de lançamentos industriais; podem interferir causando danos aos abastecimentos públicos e aos abastecimentos industriais situados à jusante do lançamento, causando danos à indústria da pesca, inconvenientes à utilização das águas receptoras para fins recreativos ou práticas desportivas, prejuízos à agricultura e à pecuária, danos às aves migratórias e outros animais selvagens; ataques a estruturas de concreto, a canalizações, etc.

Desta forma podem-se relacionar sinteticamente as razões que justificam o tratamento dos esgotos, da seguinte forma:

  • Razões sanitárias: para evitar a contaminação direta (banhista) e indireta (legumes, etc.); para evitar efeitos indesejáveis sobre o abastecimento de água a jusante.
  • Razões econômicas: efeitos indesejáveis sobre os abastecimentos de água situados a jusante; implicações sobre o valor da terra.
  •  Razões estéticas e de conforto: prevenir mal-aspecto e mal-cheiro.
  • Razões legais: relacionadas aos direitos dos proprietários marginais, prejudicados pela poluição das águas.
  • Razões ambientais: manter a qualidade das águas do corpo receptor e a sua biodiversidade.

janeiro 28, 2015   Sem comentários

Sintomas de exposição a agrotóxicos

A exposição a agrotóxicos principalmente através de resíduos de agrotóxicos em alimentos contaminados pode gerar uma série de malefícios a saúde humana.

Geralmente todas as pessoas tem exposição constante a relativamente baixas doses de agrotóxicos, através da água ou dos alimentos.

Os principais sintomas da exposição a agrotóxicos são:

  • lesões hepáticas;
  • lesões renais;
  • neurite periférica;
  • ação neurotóxica retardada;
  • atrofia testicular;
  • cistite hemorrágica;
  • hiperglicemia ou diabetes transitória;
  • hipertermia;
  • diminuição das defesas orgânicas;
  • fibrose pulmonar irreversível;
  • reações de hipersensibilidade (urticária, alergia, asma);
  • teratogênese e carcinogênese causando diversos tipos de cancêr.

janeiro 24, 2015   Sem comentários

Desarenação e Medidor de Vazão

Basicamente, a desarenação, ou remoção de areia, tem por finalidade ou abrandar os efeitos adversos ao funcionamento das instalações a jusante, bem como impactos nos corpos receptores, principalmente devido a assoreamento. Entre outras finalidades da remoção de areia é importante destacadcar as seguintes (WEF, 1992):

  • Evitar abrasão nos equipamentos e tubulações;
  • Reduzir a possibilidade de avarias e obstrução nas unidades da ETE, tais como: canalizações, caixas de distribuição ou manobra, poços de elevatórias, tanques, sifões, orifícios, calhas etc; e
  • Facilitar o manuseio e transporte das fases líquida e sólida, ao longo das unidades componetes da ETE.

Caixas de Areias:

A unidade de remoção de areia é comumente chamada de Caixa de Areia ou Desarenador. Será projetada pra realizar as seguintes operações (JORDÃO, 2005):

  • Retenção da areia com características, qualitativa e quantitativa, indesejáveis ao efluente ou ao corpo receptor;
  • Armazenamento do material retido durante o período entre limpezas; e
  • Remoção e transferência do material retido e armazenado para dispositivos de transporte para o destino final, dotando de condições adequadas o efluente líquido para as unidades subsequentes.

Medidor de Vazão:

Uma das principais dificuldades no projeto e na operação da caixa de areia está em se conseguir manter a velocidade desejada com a variação da vazão. Para se contornar esta dificuldade usa-se projetar uma “seção de controle”, no final da caixa de areia, que faça com que a altura da lâmina d’água varie de acordo com a vazão, mantendo assim aproximadamente constante a velocidade do fluxo na câmara de sedimentação. Um dos medidores mais usados em ETE é a calha Parshall, definido como “dispositivo de medição de vazão na forma de um canal aberto com dimensões padronizadas”.

A água é forçada por uma garganta estreita, sendo que o nível da água a montante da garganta é o indicativo da vazão a ser medida, através de fórmula consagrada (CETESB, 1986). Será instalado após a caixa de areia, fabricado em concreto armado com válvulas de bloqueio de vazão a montante e a jusante do sistema com o objetivo de executar manutenções e bloquear possíveis refluxos. O sistema deverá possuir pisos, em volta da calha, com inclinação, de forma que os resíduos possam escoar para o seu interior, e ainda possuir torneira e mangueira para a limpeza geral. Cada medidor apresenta uma faixa de vazões fixas para as quais está apto a medi-las com precisão.

janeiro 22, 2015   Sem comentários

Impactos Ambientais do Uso de Agrotóxicos

Os uso de agrotóxicos acarreta em diversos impactos ambientais, principalmente, sobre os insetos e animais.

Veja a lista dos impactos ambientais do uso de químicos na agricultura:

  • Aumento do número de pragas resistentes, criando a necessidade de produtos cada vez mais tóxicos;
  • Destruição de animais, como peixes, invertebrados aquáticos, aves e mamíferos silvestres;
  • Alterações nas populações de insetos;
  • Desenvolvimento de pragas secundárias, consequência da eliminação de insetos benéficos;
  • Destruição de animais que constituem alimentos para outras espécies, quebrando a cadeia alimentar;
  • Contaminação de animais que se alimentam de insetos, minhocas e outros que receberam inseticidas;
  • Interferência na formação das cascas dos ovos das aves, enfraquecendo-os, e contribuindo para a extinção das espécies;
  • Destruição de plantas úteis;
  • Contaminação dos alimentos de origem vegetal e animal, os resíduos de agrotóxicos se acumulam na cadeia alimentar, alcançando o homem;
  • Danos à saúde do homem.

janeiro 21, 2015   Sem comentários

Controle das Fontes Poluidoras do Ar

A poluição do ar tem origem nas fontes poluidoras como indústrias (fontes estacionárias) e veículos automotores (fontes móveis). A melhor forma de diminuir a poluição atmosférica é através do controle destas fontes poluidoras.

Medidas para o controle das fontes de poluição do Ar:

  • Altura adequada das chaminés das indústrias: deve ser planejada em função das condições de dispersão dos poluentes, os modelos de dispersão podem ser usados na determinação de alturas apropriadas para as chaminés;
  • Uso de matérias primas e combustíveis que resultem em resíduos gasosos menos poluidores;
  • Operação e manutenção adequada dos equipamentos das indústrias e veículos automotores, visando garantir o bom funcionamento dos mesmos;
  • Melhoria da combustão dos veículos automotores: quanto mais completa a queima do combustível, menor a emissão de poluentes;
  • controle da emissão de poluentes pelos veículos;
  • Uso de combustíveis menos poluidores (gás natural);
  • Instalação de filtros e equipamentos para retenção das partículas e gases.

 Exemplos de filtros e equipamentos para retenção das partículas e gases:

  1. Equipamentos que fazem controle da emissão de partículas:
  • requeimadores
  • câmaras de sedimentação gravitacional
  • ciclones precipitadores (coletores centrífugos)
  • coletores úmidos
  • lavadores venturi
  • precipitadores eletrostáticos
  • filtros (tecido, material granulado ou fibroso)

2.Equipamentos que fazem controle da emissão de partículas:

  • requeimadores
  • absorção (contato do gás ou vapor com um líquido no qual é solúvel)
  • adsorção (em carvão ativado, silicatos, alúmens ou géis especiais)
  • condensadores de vapores

janeiro 17, 2015   Sem comentários

Fatores que influenciam a dispersão de poluentes atmosféricos

Existem 3 fatores que influenciam a dispersão de poluentes atmosféricos: Emissão, Dispersão e Recepção.
  1. Emissão: tipo e concentração do poluente na fonte. Exemplo fonte estacionária ou fonte móvel. 
  2. Dispersão: A forma que o poluente se espalha. Depende da altitude, obstáculos, velocidade e direção do vento, estabilidade atmosférica e topografia do terreno.
  3. Recepção: Local onde o poluente foi disperso. Concentração do poluente que irá chegar na área receptora.

janeiro 17, 2015   Sem comentários

Fontes de poluição orgânica

Fontes de poluição orgânica incluem principalmente esgoto doméstico e efluentes agro-industriais e industriais.

Os resíduos orgânicos despejados nos corpos d’água são decompostos por microorganismos que utilizam o oxigênio na respiração. Assim, quanto maior a carga de matéria orgânica, maior o número de microorganismos decompositores e, conseqüentemente, maior o consumo de oxigênio.

Do ponto de vista ecológico, o oxigênio dissolvido é uma variável extremamente importante, pois é necessário para a respiração da maioria dos organismos que habitam o meio aquático. A determinação do oxigênio dissolvido é de fundamental importância para avaliar as condições naturais da água e detectar impactos ambientais como eutrofização e poluição orgânica. Geralmente o oxigênio dissolvido se reduz ou desaparece, quando a água recebe grande quantidade de substâncias orgânicas biodegradáveis encontradas em efluentes como o esgoto doméstico, e certos resíduos industriais, como o vinhoto e outros.

A Demanda Bioquímica do Oxigênio, avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) em mgO2.L-1, que será consumida pelos organismos aeróbios ao degradarem a matéria orgânica. O teste é realizado à temperatura padrão de 20°C durante cinco dias, no escuro, sem fonte externa de OD, com diluições e semeaduras apropriadas. Por durar cinco dias, os resultados são expressos em termos de DBO5,20. Através da DBO5,20 estima-se a carga orgânica de corpos d’água, de efluentes e as necessidades de aeração para degradá-las em estações de tratamento de esgotos.

A Demanda Química do Oxigênio, é um teste indireto de medida, pelo qual se avalia a quantidade de oxigênio consumido em meio ácido para degradar a matéria inorgânica e orgânica, biodegradável ou não. O teste tem a duração de 2 horas e tem sido empregado, principalmente, para operação de sistemas de tratamento de esgotos e para a caracterização de efluentes industriais.
O nitrogênio também é um dos elementos importantes no metabolismo de ecossistemas aquáticos. Esta importância deve-se à sua participação na formação de proteínas, um dos componentes básicos da biomassa (Esteves e Sendacz, 1988). Os esgotos domésticos, fertilizantes e excrementos de animais são as causas do aumento do nitrogênio na água. As águas naturais, em geral, contêm nitratos em solução e, além disso, tratando-se de águas que recebem esgotos, podem conter quantidades variáveis de compostos mais complexos, ou menos oxidados, tais como: compostos orgânicos quaternários, amônia e nitritos. A amônia é tóxica aos peixes. Em geral, a presença desta em elevadas concentrações denuncia a existência de poluição recente, uma vez que essas substâncias são oxidadas rapidamente na água, graças principalmente à presença de bactérias nitrificantes. Por essa razão, constituem um importante índice da presença de despejos orgânicos recentes.

Outros compostos associados com a poluição orgânica incluem o gás sulfídrico e o metano, produzido em condições anóxicas; são tóxicos para a vida aquática.

dezembro 30, 2014   Sem comentários