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Category — Consumismo

Componentes tóxicos em cosméticos

O Projeto Story of Stuff demonstra e comenta sobre vários problemas ambientais encontrados no cotidiano. Em seu vídeo mais recente foi analisado o problema dos componentes tóxicos nos cosméticos, algo que todos consideram seguros e na maioria das vezes nem imaginam que possam fazer mal a saúde.

Segue o vídeo:

agosto 30, 2010   No Comments

Perda de biodiversidade não foi reduzida conforme era esperado

A perda de biodiversidade é um dos problemas ambientais recorrentes no Brasil, atinge os ecossistemas de maneira muito forte, impedindo o correto funcionamento de seus ciclos naturais, e, além da retirada de diversas espécies, afeta diversas outras de maneira negativa, alterando o equilíbrio natural.

Aumenta a perda de biodiversidade no planeta

Por Soledad Ghione
Os governos não conseguiram cumprir sua promessa de chegar a 2010 com uma redução significativa da perda de diversidade biológica. Isso é o que acaba de reconhecer o Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial, ligado às Nações Unidas. A notícia não causou nenhum escândalo. Pelo contrário, passou desapercebida. Os resultados são conclusivos em demonstrar que a biodiversidade declinou nas últimas quatro décadas. Essa diminuição pode ser observada em distintos grupos animais, como mamíferos ou aves, e na extensão de bosques, manguezais e arrecifes de corais.

A medida que a atenção se concentra cada vez mais nos temas ambientais globais, como a mudança climática, esquecem-se problemas locais como a alarmante perda de biodiversidade. Os governos não conseguiram cumprir sua promessa de chegar a 2010 com uma redução significativa da perda de diversidade biológica. Isso é o que acaba de reconhecer o Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial, ligado às Nações Unidas. A notícia não causou nenhum escândalo. Pelo contrário, passou desapercebida.

Os países signatários do Convênio sobre a Diversidade Biológica acordaram em 2002 que deveriam obter uma significativa redução no ritmo da perda de biodiversidade para 2010, Ano Internacional da Diversidade Biológica. A recente avaliação dessa meta, encabeçada por Stuart H. M, Butchart, do Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), baseou-se em uma série de indicadores, tais como a apropriação de recursos naturais, o número de espécies ameaçadas, a cobertura de áreas protegidas, a extensão de bosques tropicais e manguezais e o estado dos arrecifes de coral. O período avaliado foi amplo: de 1970 a 2006.

Os resultados são conclusivos em demonstrar que a biodiversidade declinou nas últimas quatro décadas. Essa diminuição pode ser observada em distintos grupos animais, como mamíferos ou aves. Reduziu-se também a extensão dos bosques e manguezais e se deterioraram as condições marinhas, por exemplo, nas zonas com arrecifes de coral. As tendências agregadas dos indicadores de estado também pioraram. Em nenhum caso, se identificaram reduções dos ritmos de perdas.

A informação parcial disponível também aponta que os ambientes naturais estão se subdividindo e se fragmentando, com o que sua qualidade de reservatório de fauna e flora se deteriora. Um exemplo disso é o caso da Mata Atlântica brasileira que, no passado, foi o segundo bosque mais extenso da América do Sul e do qual se conservam aproximadamente 10%, numa área fragmentada em parcelas diminutas (80% dos remanescentes têm uma extensão inferior a 0,5 quilômetro quadrado).

O estudo mostra também o agravamento de outros processos, como um maior consumo dos bens que os ecossistemas produzem ou a invasão de espécies exóticas que substituem as nativas. Em nenhum caso se identificaram reduções nas pressões sobre os ecossistemas.

Essa avaliação não desconhece alguns avanços e tendências positivas, como o aumento na cobertura das áreas protegidas, a inclusão sob proteção de novas áreas chave para a biodiversidade ou o aumento da superfície de bosques manejados de forma sustentável (1,6 milhões de quilômetros quadrados). No entanto, o balanço final indica que, em escala global, é altamente improvável que se cumpram os objetivos de conservação fixados para 2010. Os esforços realizados para conservar a biodiversidade têm sido claramente inadequados, com uma defasagem importante entre as crescentes pressões humanas e uma série de respostas lentas e insuficientes.

Estes resultados são consistentes com a avaliação preliminar da situação ambiental sulamericana, divulgada recentemente pelo Centro Latinoamericano de Ecologia Social (CLAES), onde se alerta que o resultado final entre as pressões e os usos da natureza e as medidas de conservação é um contínuo aumento da deterioração ecológica.

Essa grave situação está passando desapercebida enquanto a discussão latinoamericana sobre temas ambientais está cada vez mais absorvida pelos temas da mudança climática global. É necessário alertar sobre estas tendências e redobrar os esforços para que os governos e as sociedades promovam medidas mais efetivas de conservação, incluindo realmente essa dimensão nas estratégias de desenvolvimento, e garantindo o financiamento e respaldo necessários para cumprir com os compromissos assumidos anos atrás.

*Soledad Ghione é pesquiadora do CLAES (Centro Latino Americano Ecología Social) – http://www.ecologiayconservacion.com


Tradução: Katarina Peixoto

(Envolverde/Carta Maior)

agosto 6, 2010   No Comments

Pesquisa Você e o Meio Ambiente

Em pesquisa realizada entre os dias 26 de novembro e 01 de dezembro, em 2009, através de convites por e-mail pelo site Problemas Ambientais obteve resultados interessantes sobre o comportamento e as opiniões do público alvo perante algumas questões ambientais.

O público alvo foram pessoas com nível superior, ou pós graduação, com formação relacionada com a área ambiental. A idade média foi de 20 a 30 anos, com divisão igual entre sexos.

Em sua maioria, os entrevistados demonstram grande preocupação com as mudanças climáticas, e procuram conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar do meio ambiente.

Apesar disso, analisando as atividades ambientalmente corretas adotadas pelos entrevistados, nota-se que as mais corriqueiras são aquelas que demandam pouco esforço, e quase nenhum gasto extra (na maioria das vezes, economizando), como demonstrado no gráfico abaixo:

Atitudes que envolvem grandes custos iniciais não são adotadas pela maioria, como usar aquecedor solar. Assim como atitudes que envolvem significativo aumento no orçamento, como comprar produtos de origem local. Hábitos de conveniência, como a facilidade do transporte por automotores, retirar carregadores da tomada quando não estão em uso, ou recusar sacolas plásticas, apresentam equilíbrio entre quem faz ou não. Talvez pela época de transição de hábitos mais impactantes para hábitos mais responsáveis ambientalmente.

Uma das ferramentas mais eficientes para incentivar os hábitos ecológicos é através das campanhas em diversas mídias, como jornais, revistas e etc. Alguns comportamentos, como recusar produtos embalados no isopor, não são atitudes incentivadas nestas campanhas, e, talvez por isso seja baixa a porcentagem de pessoas a adotar essa atitude.

A maioria dos entrevistados, cerca de 74%, aceitaria pagar mais por um produto ecologicamente sustentável, mas os comentários indicam que o valor pago a mais não poderia ser abusivo, menos de 10% do valor do produto.

Quanto a neutralização de carbono, a maioria aceitaria pagar para neutralizar suas emissões, mas um valor baixo, menos de R$ 100,00 por ano.

Conclusão

As pessoas estão preocupadas com as mudanças climáticas, e tem consciência dos impactos que causam ao meio ambiente. Por isso, aos poucos passam a adotar algumas atitudes pró-ativas com relação ao tema. Nota-se que as ações bombardeadas pela mídia são mais adotadas, e que apesar da preocupação e a da postura pró-ativa, o fator limitante é o custo, e o grande esforço demandado por algumas das atitudes. Por outro lado, atitudes que representem economia ou corte de custos, também são as primeiras a serem adotadas.

O público alvo da pesquisa tem em sua grande maioria formação na área ambiental, e por isso, espera-se que para a grande massa obtenham-se opiniões diferentes, e principalmente, que as atitudes ambientalmente sustentáveis sejam adotadas pela minoria apenas.

maio 14, 2010   1 Comment

Consumo Consciente: a nova onda pós-sociedade de consumo

Extrato da reportagem “Corrida para Onde?” de Eduardo Shor publicada na edição de fevereiro de 2010 da revista Página 22:

“Homens e mulheres poderiam ter feito outra opção. No lugar da sociedade de consumo, a sociedade da abundância, na qual se preserva e economiza mais do que se destrói e se gasta. Mas isso não ocorreu. Trabalhamos cada vez mais, porque é fundamental ter cada vez mais. Por comprarmos itens além do necessário, precisamos aumentar a produção sempre. Quando as pessoas entram na lógica do consumo, elas perdem a figura do  ”ser humano integral“, aquele que decide o que quer sem se atrelar ao último modelo de carro, à grife mais famosa, aos apelos do marketing e da propaganda.”

Podemos concluir então que a bola da vez é o consumo consciente! Saber o quê e porquê se compra, reconectar com a família, com os valores familiares, com a natureza, e não se deixar levar pelo consumismo desenfreado, que não aumenta a felicidade de ninguém, ao contrário, dívidas só trazem tristeza e desilusão.

fevereiro 21, 2010   1 Comment

Informação: o caminho para um mundo melhor!

Entrevista  com Jerome Kagan publicada na Revista Veja de 03/02/10

Veja perguntou: O nível educacional e a classe social dos pais têm muita influência sobre o futuro dos filhos?

Jerome respondeu: Tem mais influência que a genética. O melhor indicador de doença mental, de qualquer doença mental, é a classe social, e não os genes. Por hipótese, suponhamos que há um grupo de 1.000 bebês lá fora. Você e eu vamos pesquisá-los para determinar quais bebês poderão estar sofrendo de depressão aos 30 anos de idade. Você só pode examinar os genes dos bebês. Eu só posso examinar a eduação e o nível de renda dos pais dos bebês. Meu resultado será mais exato do que o seu. Os que ocupam o topo da pirâmide social, em termos de educação, trabalho e renda, têm menos doença mental, vivem sete anos a mais e seus filhos são mais saudáveis. Em resumo, são pessoas mais felizes.

O que podemos concluir desta pergunta e desta resposta:

A informação de qualidade e a educação são os caminhos para a construção de uma sociedade mais feliz, mais produtiva, e com menos problemas, o que irá levar também a menos problemas ambientais.

fevereiro 8, 2010   No Comments

Conceito de Poluição

Com o homem e sua atividade industrial, apareceu a poluição ambiental. O descobrimento do fogo e a consequente poluição do ar, assim como a salinização e o esgotamento de terras agrícolas foram as causas do primeiros impactos negativos do homem sobre o meio ambiente. Durante o Império Romano, com a construção da “Cloaca Máxima”, sistema de evacuação de esgotos de Roma, o homem fez o primeiro intento de atenuar o efeito negativo da civilização sobre o meio ambiente. Etapas posteriores de descaso ambiental caracterizaram-se por epidemias de pestes e frequentes episódios de poluição em Londres, o berço da revolução industrial, com milhares de mortes. Embora não tenha sido até meados deste século quando a carga de poluentes ultrapassou a capacidade natural de “tratamento” da natureza e começaram a se agravar os problemas ambientais, passando de locais e regionais, a problemas de caráter global.

Vamos definir, primeiramente, o conceito de poluição:

Poluição ambiental: É a degradação do ambiente, ou seja, mudanças nas características físico-químicas ou biológicas do ar, água ou solo, que afetam negativamente a saúde, a sobrevivência ou as atividades humanas e de outros organismos vivos.

A Lei n° 6.938, de 31/07/81, que trata da Política Nacional de Meio Ambiente, define a poluição como sendo “A degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, criem condições adversas às atividades sócio-econômicas, afetem desfavoravelmente a biota, afetem condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente e lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos”.

Tipos de poluição (em função do tipo de poluente):

  • Poluição física;
  • Poluição química;
  • Poluição físico-química;
  • Poluição bioquímica;
  • Poluição radiativa.

É indiscutível que a aplicação da ciência e da tecnologia tem conduzido à melhora no nível de vida da população, pelo menos para uma parte da população do planeta, o que caracteriza-se por:

  • Acréscimo da quantidade e qualidade da produção de alimentos.
  • Desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação.
  • Desenvolvimento da construção de moradias.
  • Mecanização e automação dos processos produtivos (aumento da produtividade e redução do tempo de trabalho).
  • Desenvolvimento de sistemas para o fornecimento de água potável e para o tratamento de efluentes líquidos.
  • Eliminação de muitas doenças contagiosas e desenvolvimento de tratamentos efetivos para outras.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, tem provocado efeitos nocivos sobre o meio ambiente:

  • Mudanças climáticas.
  • Perda de terras cultiváveis (desertificação).
  • Desmatamento
  • Poluição de rios, lagos e mares.
  • Poluição do solo e das águas subterrâneas.
  • O smog fotoquímico e a poluição do ar nas cidades.

Assim, aparece como um problema vital, conciliar o desenvolvimento e as vantagens de um modo de vida aceitável, com a conservação do meio ambiente.

janeiro 18, 2010   2 Comments

Analfabetismo Científico e os Problemas Ambientais

… As conseqüências do analfabetismo científico são muito mais perigosas em nossa época do que em qualquer outro período anterior. É perigoso e temerário que o cidadão médio continue a ignorar o aquecimento global, por exemplo, ou a diminuição da camada de ozônio, a poluição do ar, o lixo tóxico e radioativo, a chuva ácida, a erosão da camada superior do solo, o desflorestamento tropical, o crescimento exponencial da população…

Carl Sagan, “O mundo assombrado pelos demônios”, Companhia das Letras, 1997

Conhecer o que acontece em nosso planeta faz parte da solução dos problemas ambientais que nos afligem. O aquecimento global, a poluição marinha, a disposição incorreta dos resíduos sólidos nos solos e o consumismo desenfreado causam impactos, e são agravados por eles mesmos, num círculo vicioso, e completamente distante do conceito de desenvolvimento sustentável.

Ignorar o que acontece (o tal do analfabetismo científico citado por Sagan) pode parecer a solução mais fácil, pois dispensa-nos das resposabilidades pelo que fizemos e fazemos na nossa casa, no nosso planeta TERRA. Mas não é a solução correta, como a consciência de cada um diz.

O correto é erguer a cabeça, aceitar nossos deveres, e lutar para resolver  os problemas ainda passíveis de solução. Mesmo em pequenos gestos, com pequenas mudanças na nossa rotina, podemos fazer algo para mudar nosso futuro comum.

janeiro 15, 2010   No Comments

Pequenas ações fazem a diferença

Os impactos provocados por pequenas ações podem ser significativos para o planeta. Mas pequenos atos, como retirar os carregadores de celular da tomada quando não em uso, e reciclar os componentes eletrônicos, podem ser positivos:

Sustentabilidade móvel

Diante do aumento de vendas de aparelhos celulares, a União Européia desenvolveu um projeto piloto de Política Produtiva Integrada da Comissão Européia (IPP) em telefonia móvel para avaliar o impacto ambiental de telefones móveis através de seu ciclo de vida. A iniciativa envolveu produtores, operadoras, organizações governamentais e grupos de interesse ambiental.

O documento final destacou medidas que incluem: um índice ambiental para celulares similar ao índice de eficiência energética para linha branca e campanhas para encorajar usuários a adotar hábitos sustentáveis, tais como desplugar carregadores de bateria e descartar de forma responsável.

Os consumidores serão beneficiados por preços mais baixos na medida em que essa reutilização significará não ter que comprar novas baterias, prevenindo o aumento do lixo eletrônico.

Diante da pressão dos stakeholders para reduzir o impacto ambiental de celulares, os produtores desses aparelhos estão se movendo para atender as demandas de uma sociedade mais consciente.

A organização de pesquisa de mercado Gartner estima que 1,22 bilhões de itens foram vendidos em 2008. Nesse contexto, produtores de telefone celular agora estão introduzindo novos modelos visando reduzir os impactos ambientais.

A Nokia, uma das empresas líderes no segmento, estima que se apenas 10% dos usuários de celulares do mundo desplugassem os carregadores de bateria da tomada após o uso, a energia economizada seria suficiente para abastecer 60.000 lares europeus anualmente.

Fonte: Revista Idea Sócio Ambiental, Edição n° 18, pág. 13

janeiro 15, 2010   No Comments

Combater o consumismo é crucial para preservar o planeta

Usar os recursos naturais do planeta, como se eles fossem infinitos, pode levar  a natureza ao colapso, juntamente com a humanidade. Mudar os paradigmas de consumo é necessário para termos um futuro melhor. Segue notícia sobre o relatório “State Of The World”, que aponta esse problema crucial:

Fim do consumismo seria a única saída para o planeta

Por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil

A edição de 2010 do renomado relatório “State Of The World” afirma que sem uma alteração nos hábitos comportamentais e de consumo de nada adiantarão políticas públicas e avanços tecnológicos no combate ao aquecimento global e a outros desafios contemporâneos

As 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo, cerca de 7% da população, são responsáveis por 50% das emissões de gases do efeito estufa, enquanto os três bilhões de pessoas mais pobres emitem apenas 6%. Com dados como esse, o relatório “State of the World 2010, Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability”, do Worldwatch Institute, publicado nesta terça-feira (12/01), traz como principal mensagem que sem uma mudança cultural que coloque valores sustentáveis acima do consumismo, não há milagre tecnológico ou política pública que resgatem a humanidade de graves problemas climáticos, sociais e ambientais.

O relatório chama de consumismo a orientação cultural que leva as pessoas a acharem contentamento, aceitação e significado para as suas vidas através do que possuem e utilizam.

“Nós vimos alguns esforços encorajadores nos últimos anos no combate a crise climática. Porém fazer políticas ou mudanças tecnológicas enquanto a cultura segue centrada no consumismo e no crescimento não podem ir muito longe. Para que se consiga um avanço duradouro, é preciso que a sociedade mude sua cultura para que a sustentabilidade vire a norma e o consumo em excesso um tabu”, afirmou Erik Assadourian, diretor do projeto State of the World.

Em 2006, a humanidade consumiu US$ 30,5 trilhões em mercadorias e serviços, 28% a mais do que apenas 10 anos antes. O aumento do consumo resultou em um crescimento dramático da extração de recursos naturais. Os norte-americanos, por exemplo, consomem aproximadamente 88 quilos de recursos por dia.  Se todos vivessem dessa maneira, a Terra sustentaria 1,4 bilhões de pessoas, apenas um quinto da atual população mundial.

“O padrão cultural é a raiz para a convergência sem precedentes de diversos problemas ecológicos e sociais; como as mudanças climáticas, epidemias de obesidade, declínio da biodiversidade, perda das terras cultiváveis e desperdícios de produção”, disse Assadourian.

Os 60 autores do relatório apresentam em 26 artigos algumas estratégias que já estão em funcionamento para a reorientação cultural. Algumas abrangem uma visão social do mercado, através da formação de cooperativas de agricultores, por exemplo. Outras avaliam modelos de planejamento familiar e esforços de marketing social. Há ainda a sugestão de que as escolas primárias sejam utilizadas na formação de uma nova cultura, com iniciativas simples como a alteração dos itens da merenda para uma alimentação mais saudável e baseada em produtos locais.

“Com o mundo lutando para se recuperar da mais séria crise econômica desde a grande depressão, nós temos uma oportunidade história para nos afastarmos do consumismo. No fim, o instinto de sobrevivência deve triunfar sobre a compulsão do consumo a qualquer custo”, concluiu Christopher Flavin, presidente do Worlwatch Institute.

Fonte: Envolverde/CarbonoBrasil

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janeiro 14, 2010   1 Comment