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Category — Poluição

Como resolver os engarrafamentos e o trânsito? Problemas ambientais das cidades

O trânsito e os engarrafamentos são grandes problemas ambientais dos grandes centros urbanos de todo o mundo, e são responsáveis pela morte de milhares de pessoas no mundo todo, todos os anos, devido a poluição do ar, a qual causa uma série de doenças.

Assim, diminuir o número de carros nas cidades é muito importante, e isto pode ser feito através de transporte público eficiente e de preferência não poluente, mas também através de iniciativas simples, como:

- Planeje o seu trajeto antes de sair para andar menos e poluir menos.

- Mantenha seu carro com boa manutenção, para diminuir as emissões. Principalmente se seu veículo é movido a diesel. O diesel é extremamente poluente se o motor não estiver bem regulado.

- Vá a pé ou de bicicleta para o trabalho.

- Combine um sistema de carona com os seus colegas, como o site caronetas.

Saiba mais sobre a iniciativa do Caronetas – Caronas inteligentes:

Caronetas é um site de caronas que integra colaboradores de empresas e centros comerciaiscom trajetos similares,compartilhando custos e ajudando o trânsito e o meio ambiente.

Após o cadastro e a aprovação da empresa, seus colaboradores podem se inscrever, sendo aprovados pelo e-mail corporativo ou por um responsável, aumentando a segurança. O cadastro é gratuito para a empresa e para o usuário.

http://caronetas.com.br/

Moral da história: trabalhar por cidades menos poluídas e mais limpas é um dever de todos!

outubro 9, 2011   No Comments

Reciclagem: o que é reciclar e quais seus benefícios?

A reciclagem é um processo industrial (pois é realizado nas indústrias de reciclagem) que converte o lixo em matéria-prima novamente. Por exemplo, uma lata de alumínio usada, quando reciclada se torna novamente alumínio para a produção de outra lata.

Reciclar tem o seguinte significado: Re (repetir) + cycle (ciclo, indicando o ciclo do lixo e das matérias primas).

Benefícios da reciclagem:

  • Contribui para diminuir a quantidade de lixo nos aterros sanitários e lixões;
  • Prolonga a vida útil dos aterros sanitários;
  • Gera empregos para a população não qualificada;
  • Gera receita com a comercialização dos recicláveis;
  • Economiza energia e poupa recursos naturais.

Dica esperta:

Em vez de reciclar, tente pré-ciclar, isto é, adote uma p0stura de consumo consciente e evite comprar produtos com excesso de embalagens ou embalagens não recicláveis (como o isopor).

junho 2, 2011   1 Comment

Poluição Ambiental – conceito e importância do tema

A poluição ambiental é qualquer alteração de um ambiente (ar, água e solo) que resulte em prejuízos aos organismos vivos ou prejudique um uso deste ambiente.

Os impactos ambientais são consequência das ações do homem, da interação entre o homem e o meio ambiente.

A definição de impactos ambientais é “cadeia de efeitos que se produzem no meio natural e social (antrópico), como consequência de determinada ação.”

Os impactos ambientais podem ser reversíveis ou irreversíveis, positivos ou negativos, diretos ou indiretos, temporários, permanentes ou cíclicos.

A pesquisa cientifica sobre a natureza e biodiversidade é muito importante, para que o homem compreenda como os recursos naturais se recuperam antes de utilizá-los.

abril 28, 2011   1 Comment

Impacto do derramamento de petróleo em organismos aquáticos amazônicos será avaliado por pesquisa do INPA

É uma pena que a avaliação dos impactos provocados pelos empreendimentos seja feita depois, e não antes. Porém, estudos desse tipo são louváveis, pela dedicação e esforço que exigem, e grande contribuição que trazem para a ciência.

Estudo avaliará impacto de derramamento de Petróleo em organismos aquáticos amazônicos

Por Wallace Abreu, do Inpa

A área estudada é explorada para obtenção de petróleo e gás natural.

Avaliar a toxidade do petróleo e do petróleo dispersado nas águas branca e preta da região amazônica e os efeitos destes sob o Tambaqui (Colossoma macropomum) são os principais objetivos da tese de doutorado de Helen Sadauskas Henrique, intitulada “Aspectos ecofisiológicos e ecomorfólógicos da espécie Colossoma macropomum exposta ao petróleo e ao petróleo quimicamente dispersado em água branca e preta da Bacia Amazônia”.

A pesquisa será realizada pelo Programa de Pós Graduação em Ecologia (PPG-Eco) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), sob orientação da pesquisadora Vera Val do Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM) e co-orientação de Marisa Narciso Fernandes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

“O estudo contribuirá com importantes informações para futuros planos de manejo e conservação de recursos naturais. Esperamos fazer uma revisão geral dos dados gerados em laboratório e coletados em campo, a fim de traçar perspectivas de manejo ambiental e tomada de decisões frente a possíveis efeitos em grande escala de derrames de petróleo, levando em consideração a crescente exploração de petróleo na região”, comenta Helen.

De acordo com Helen, serão realizadas pesquisas em laboratório e coleta em campo nas proximidades da Província Petrolífera do Urucu (PPU), localizada no município de Coari, interior do Amazonas. “Esta área é uma das maiores responsáveis pela produção de gás natural e petróleo do país. Tanto os rios de água preta quanto os rios de água branca estão propícios aos efeitos de derramamentos crônicos ou agudos de petróleo”, afirma.

A doutoranda declara que o tambaqui foi escolhido como espécie modelo por quatro motivos: presença nos dois ambientes a serem estudados, grande importância econômica, alta sensibilidade ao petróleo, e existência de pesquisas sobre os efeitos do petróleo na espécie. O início das pesquisas de laboratório está previsto para começar a partir do ano que vem.
Fonte: (Envolverde/Inpa)

dezembro 16, 2010   No Comments

24 de novembro é o Dia do Rio. Vamos preservar!

Rio, riacho, ribeirão, córrego, curso d’água. Até mesmo quem não cresceu perto de um rio reconhece a importância deste recurso hídrico, tanto para consumo, quanto para prática de atividades de aventura, pesca, geração de energia, etc. Um rio considerado próprio para banho é quase sinônimo de diversão e lazer. O Brasil é privilegiado neste quesito e conta com bacias hidrográficas relevantes, como a Bacia do Paraná e do Paraguai, além de abrigar o Rio Amazonas, considerado o maior rio do mundo.

Para preservar a qualidade da água dos rios é necessário que as Matas Ciliares sejam preservadas. Localizadas nas margens de rios, lagos, represas e nascentes, contribuem para diminuir a erosão nas margens, facilitam a infiltração da água das chuvas no solo e melhoram a qualidade das águas. Sua importância é tamanha, que as áreas de matas ciliares são consideradas Áreas de Preservação Permanente – APP, pelo Código Florestal.

Pelo Código Florestal, todas as nascentes devem ter 50 metros de matas ciliares preservadas, e rios até 50 metros de largura devem ter 30 metros de matas ciliares. A largura da mata ciliar cresce conforme aumenta a largura do rio, chegando até o mínimo de 500 metros de APP nos rios com mais de 600 metros de largura.

Outro ponto importante na preservação dos recursos hídricos são os limites de lançamento de resíduos pelas indústrias e cidades. Por muito tempo o lançamento era indiscriminado, porém nas últimas décadas foram publicadas leis e resoluções que definem limites para os lançamentos, de maneira que os recursos hídricos não sejam afetados de maneira irreversível, e possam se recuperar naturalmente.

Um grande ganho se deu com a aprovação da Lei que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/97) e a criação da Agência Nacional de Águas (ANA) em 200, que tem como um dos objetivos gerir os recursos hídricos e promover o uso sustentável da água.

O próprio Dia do Rio, comemorado anualmente no dia 24 de novembro, foi instituído como um alerta para a escassez da água no planeta e para incentivar ações de preservação e proteção desse recurso natural.

dezembro 1, 2010   No Comments

Mortes e doenças relacionadas à Produção de Etanol no Brasil

Por Doutora Sônia Corina Hess

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar – UNICA anunciou que, na Região Centro-Sul, onde se concentram 86% da produção nacional, na safra 2008/2009 a cana moída deverá atingir 498,1 milhões de toneladas, um crescimento de 16% em relação à safra 2007/08, quando foram moídas 431,2 milhões de toneladas de cana. A partir desta safra, 32 novas usinas entrarão em operação na região centro-sul, das quais treze em São Paulo, dez em Goiás, quatro em Minas Gerais, quatro em Mato Grosso do Sul e uma no Paraná. Na última safra, 47% da colheita no Estado de São Paulo foi mecanizada, contra 34% registrados na safra 2006/07 (UNICA, 2008). Segundo Ribeiro (2008), o corte da cana é mecanizado em 25% da produção brasileira.

Durante o período de safra, os canaviais que são colhidos manualmente sofrem a queima pré-corte, para facilitar o trabalho dos cortadores, evitar a sua exposição a animais peçonhentos e, também, aumentar o teor de açúcar da cana, decorrente da evaporação da água (GODOI et al, 2004).

Segundo Alves (2006), “a produtividade média do trabalho no corte de cana, que em 1950 era de 3 toneladas de cana cortadas por dia/homem, no final da década de 1990 e início da presente década atingiu 12 toneladas de cana por dia. Ao cortar esta quantidade de cana, um trabalhador, em média, realiza as seguintes atividades em um dia: caminha 8.800 metros; despende 133.332 golpes de podão; carrega 12 toneladas de cana em montes de 15 kg; faz 800 trajetos e 800 flexões, levando 15 kg nos braços por uma distância de 1,5 a 3 metros; faz aproximadamente 36.630 flexões e entorses torácicos para golpear a cana; perde, em média, 8 litros de água por dia, por realizar toda esta atividade sob sol forte, sob os efeitos da poeira, da fuligem expelida pela cana queimada e trajando uma indumentária que o protege da cana, mas aumenta sua temperatura corporal”. Segundo apontam este e outros autores (SILVA, 2005; RIBEIRO, 2008), o excesso de trabalho e as condições em que este ocorre explicariam as mortes súbitas vitimaram, pelo menos, 19 trabalhadores rurais cortadores de cana em São Paulo desde 2004. Ainda, segundo Silva (2008), as condições de trabalho dos cortadores de cana têm encurtado o seu ciclo de vida útil na atividade, que passou a ser inferior ao do período da escravidão, que era de 10 a 12 anos, até 1850.

Muitos trabalhos científicos têm destacado que, em queimadas de biomassa, a combustão incompleta resulta na formação de substâncias potencialmente tóxicas, tais como monóxido de carbono, amônia e metano, entre outros, sendo que o material fino, contendo partículas menores ou iguais a 10 m (PM10) (partículas inaláveis), é o poluente que apresenta maior toxicidade e que tem sido mais estudado. Ele é constituído em seu maior percentual (94%) por partículas finas e ultrafinas, ou seja, partículas que atingem as porções mais profundas do sistema respiratório, transpõem a barreira epitelial, atingem o interstício pulmonar e são responsáveis pelo desencadeamento de doenças graves (ARBEX et al, 2004; GODOI et al, 2004).
Um estudo realizado em Piracicaba/SP (CANÇADO et al, 2006a) comprovou que a queima da cana-de-açúcar nos canaviais da região ocasionou o aumento da concentração de PM10 na atmosfera, e que este repercutiu no em um maior número de atendimentos de crianças e idosos em hospitais, para tratamento de problemas respiratórios. Em Araraquara/SP, pesquisadores revelaram que a poluição atmosférica gerada pela queima da cana-de-açúcar levou a um significativo aumento dos atendimentos hospitalares para tratamento de asma (ARBEX et al, 2007).

É importante destacar os dados apresentados por Cançado e colaboradores (2006b) entre outros pesquisadores brasileiros (CENDON et al, 2006; MARTINS et al, 2006), segundo os quais “estudos experimentais e observacionais têm apresentado evidências consistentes sobre os efeitos da poluição do ar, especialmente do material particulado fino, na morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares (cardíacas, arteriais e cerebrovasculares). Tanto efeitos agudos (aumento de internações e de mortes por arritmia, doença isquêmica do miocárdio e cerebral), como crônicos, por exposição em longo prazo (aumento de mortalidade por doenças cerebrovasculares e cardíaca) têm sido relatados. O aumento da poluição do ar tem sido associado ao aumento da viscosidade sangüínea, de marcadores inflamatórios e da progressão da arteriosclerose, a alterações da coagulação, à redução da variabilidade da freqüência cardíaca (indicador de risco para arritmia e morte súbita), à vasoconstricção e ao aumento da pressão arterial, todos fatores de risco para doenças cardiovasculares. Ainda, um abrangente estudo encontrou risco aumentado de mortalidade relacionada à poluição do ar que variou de 8% a 18%, para diversos tipos de doenças cardíacas”. Portanto, tais dados levam a inferir-se que a exposição dos cortadores a materiais particulados gerados durante a queima da cana, é um fator importante a ser considerado como possível causa da morte súbita de alguns destes trabalhadores.

Uma equipe de pesquisadores do Instituto do Coração (INCOR), da Universidade de São Paulo, sob a coordenação do Dr. Ubiratan de Paula Santos, concluiu, na primeira semana de maio de 2008, levantamentos de parâmetros relativos às condições de trabalho e saúde de um grupo de cortadores de cana, que deverá resultar em novas e importantes conclusões sobre os efeitos dos poluentes atmosféricos gerados pela queima da cana-de-açúcar, na saúde destes trabalhadores.

Em 1991, o pesquisador britânico Phoolchund ressaltou que “os trabalhadores das plantações de cana-de-açúcar apresentam elevados níveis de acidentes ocupacionais e estão expostos à alta toxicidade dos pesticidas. Eles também podem apresentar um risco elevado de adoecerem por câncer de pulmão (mesotelioma), e isto pode estar relacionado à prática da queima da palha, na época da colheita da cana.” Estudos recentes têm comprovado as suspeitas daquele pesquisador.

Dentre as substâncias presentes nos materiais particulados finos liberados durante a queima de biomassa (vegetação), os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) são os mais danosos à saúde, apresentando atividades mutagênicas, carcinogênicas e como desreguladores do sistema endócrino (ZAMPERLINI et al, 1997; GODOI et al, 2004). Em um estudo realizado em Araraquara/SP, durante a época da colheita da cana, foi encontrada uma concentração do HPA benzo-a-pireno (carcinogênico), maior do que em Londres e em outras grandes cidades, e foi sugerido que tal substância provinha de queimadas em canaviais existentes na região. A mesma fonte de poluição atmosférica foi apontada como responsável pela elevada concentração das partículas totais em suspensão encontradas no estudo, que atingiram a média de 103 microgramas por metro cúbico, valor superior ao limite de 80 microgramas por metro cúbico, estabelecido pela resolução 03 de 1990, do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA (GODOI et al, 2004).

Em um estudo divulgado em 2006 (BOSSO et al, 2006) foi constatado que cortadores de cana saudáveis e não-fumantes que trabalhavam em canaviais do Estado de São Paulo, na época da colheita, apresentavam na urina substâncias que indicavam que estes trabalhadores haviam sido intensamente expostos a HPAs genotóxicos e mutagênicos, e que fora do período de colheita, estes teores eram bem menores. Segundo os autores, o estudo comprovou que as condições de trabalho expõem os cortadores de cana a poluentes que levam ao risco potencial de adoecimento, principalmente, por problemas respiratórios e câncer de pulmão.
Diante do exposto, conclui-se que os estudos científicos já divulgados comprovam que a poluição atmosférica originada pela prática da queima da cana-de-açúcar, como parte do processo produtivo do etanol, no Brasil, repercute em riscos severos à saúde dos trabalhadores e da população em geral, devendo ser abolida imediatamente.

Também é urgente a reformulação da legislação trabalhista que regula a contratação dos cortadores de cana, para evitar-se que estes continuem a trabalhar em condições de esforço físico muito superiores àquelas que um ser humano pode suportar.

REFERÊNCIAS
ALVES, F. Por que morrem os cortadores de cana? Saúde e Sociedade. V. 15, p. 90-98, 2006.

ARBEX, M. A.; CANÇADO, J. E. D.; PEREIRA, L. A. A.; BRAGA, A. L. F.; SALDIVA, P. H. N. Queima de biomassa e efeitos sobre a saúde. Jornal Brasileiro de Pneumologia. V. 30, p 158-175, 2004.

ARBEX, M. A.; MARTINS, L. C.; OLIVEIRA, R. C.; PEREIRA, L. A. A.; ARBEX, F. F.; CANÇADO, J. E. D.; SALDIVA, P. H. N.; BRAGA, A. L. F. Air pollution from biomass burning and asthma hospital admissions in a sugar cane plantation area in Brazil. Journal of Epidemiology and Community Health. V. 61, p. 395-400, 2007.

BOSSO, R. M. V.; AMORIM, L. M. F.; ANDRADE, S. J.; ROSSINI, A.; MARCHI, M. R. R.; LEON, A. P.; CARARETO, C. M. A.; CONFORTI-FROES, N. D. T. Effects of genetic polymorphisms CYP1A1, GSTM1, GSTT1 and GSTP1 on urinary 1-hydroxypyrene levels in sugarcane workers. Science of the Total Environment. V. 370, p. 382-390, 2006.

CANÇADO, J. E. D.; BRAGA, A. L. F. ; PEREIRA, L. A. A

novembro 20, 2010   Comentários desativados

O valor da biodiversidade

Fonte: revista Página 22 núm. 47 pág. 7

Durante a COP 10, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente apresentou uma forma de calcular o valor dos serviços prestados pela natureza, também conhecidos como serviços ecossistêmicos.

O estudo indica que os insetos sozinhos prestam um serviço avaliado em U$210 bilhões por ano. O ambiente marinho com corais proporciona, por exemplo, U$172 bilhões anuais. O levantamento também informa que cerca de 30 milhões de pessoas dependem diretamente de recursos vindos dos corais para viver.

Os danos ao capital natural, isto é aos recursos naturais, incluindo florestas, mangues e oceanos chegam a U$4,5 bilhões por ano. O relatório “A economia dos ecossistemas e da biodiversidade” (sigla Teeb, em inglês) revela que a perda de biodiversidade custa cerca de U$5 trilhões anuais.

Os ecossistemas representam entre 47% e 89% do chamado “PIB dos pobres”, de onde as populações agrícolas e ribeirinhas retiram seus alimentos e matéria-prima para ter condições de sobrevivência.

O que podemos entender deste texto:

- Tudo que temos de conforto e tecnologia vem da transformação das matérias primas da natureza através de processos. Nestes processos ocorrem impactos ambientais que prejudicam a biodiversidade, como o desmatamento,  poluição da água e do solo, que acarretam na perda dos habitats naturais.

- Principalmente a população mais pobre depende dos recursos naturais diretos para sobreviver, como a pesca, e plantações de subsistência, assim, em geral, são os mais afetados pela perda da biodiversidade.

- Resumindo, é preciso fazer o uso sustentável das paisagens, ou seja, ter as matas ciliares preservadas protegendo os rios, ter as reservas legais e fragmentos florestais conectados para que se formem os corredores de biodiversidade. Usar técnicas de manejo adequadas nas plantações e na pecuária, com curvas de nível e planejamento para prevenção a erosão. As indústrias devem ter sistemas de tratamento de esgotos eficientes. As cidades devem possuir planos diretores que protejam áreas frágeis. E deve-se incentivar a proteção de áreas naturais, através da criação de unidades de conservação como as RPPNs – Reservas Particulares do Patrimônio Natural.

novembro 18, 2010   No Comments

“The Story of Stuff”

O Projeto “The Story of Stuff” foi criado por Annie Leonard com o objetivo de ampliar a discussão sobre diversos aspectos ambientais, sociais e econômicos. Segue uma série de vídeos produzidos pelo projeto:







Você pode saber mais e assistir outros vídeos no site do projeto: http://www.storyofstuff.com/

outubro 9, 2010   No Comments

Aproveitamento de lixo para gerar energia elétrica

Os resíduos que produzimos podem ser reaproveitados para inúmeras atividades. Além da mais conhecida reciclagem de papeis, plásticos e metais, o reaproveitamento dos resíduos orgânicos gera inúmeros subprodutos, como adubos, fertilizantes, e energia elétrica!

Rio pode ter usina para transformar o lixo dos cariocas em energia elétrica

Por Carolina Gonçalves, da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe) começa a elaborar a proposta de construção de uma usina para transformar o lixo da capital fluminense em energia elétrica. O anúncio foi feito hoje (17) pelo coordenador técnico do projeto e pesquisador do Coppe, Luciano Basto, durante a assinatura do convênio entre o instituto e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb).

Com o acordo, pesquisadores das duas instituições vão analisar a viabilidade técnica e ambiental da instalação de uma unidade de tratamento no bairro do Caju, na zona portuária da cidade, por onde passa metade do lixo produzido pelos fluminenses. Luciano Basto acredita que o estudo, com o cálculo de custos e identificação de tecnologia, seja entregue à prefeitura do Rio em dois meses.

“O investimento pode ser até mais caro do que as tradicionais soluções para destinação de lixo e oferta de eletricidade. Mas como lixo é um combustível a custo negativo, pelo qual a sociedade paga para se livrar do problema, e o tratamento energético do lixo evitaria emissões de gases de efeito estufa, essas receitas adicionais podem ser contabilizadas como benefícios para esse tipo de aproveitamento energético”, estimou o pesquisador.

Basto disse ainda que o aproveitamento energético seria de 100%, considerando que a usina será instalada dentro da cidade, diferente, segundo ele, das hidrelétricas que atendem 80% da matriz energética do país. Por estarem distantes dos grandes centros urbanos, as hidrelétricas registram perda de cerca de 15% da eletricidade gerada.

Atualmente, o Rio de Janeiro produz 9 mil toneladas de lixo por dia. Os detritos são encaminhados a três estações de transferência da cidade: Caju (zona portuária), Irajá (zona norte) e Jacarepaguá (zona oeste). Dessas estações, o lixo é transportado para dois aterros sanitários.

A usina na estação do Caju, que recebe o maior volume de detritos da cidade, poderia chegar a 500 megawatts de potência instalada. Pelos cálculos do Coppe, a transformação de 9 mil toneladas de lixo em energia seria suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências, com consumo médio de 200 quilowatt-hora por mês.

A presidente da Comlurb, Ângela Nóbrega Fonte, garantiu que a empresa vai fornecer todo o material para os estudos e espera abrir o processo de licitação para a construção da usina em seis meses. “Além do que já temos feito no aterro [sanitário] de Gramacho, minimizando a emissão de gases de efeito estufa, e em Seropédica, onde será construído um aterro sanitário controlado com licenciamento ambiental, essa novidade é muito importante para a população. Isso vai trazer mais recursos para a cidade e o meio ambiente vai agradecer”, comemorou Ângela Nóbrega.

Edição: Vinicius Doria
Fonte: (Envolverde/Agência Brasil)

agosto 24, 2010   4 Comments

Saneamento Básico na Amazônia

Ter Saneamento Básico é um direito de qualquer cidadão, e mesmo em regiões que não apresentam problemas com a escassez, é necessário garantir que a água oferecida seja tratada e tenha boa qualidade. No Amazonas algumas famílias, apesar de morarem ao lado dos rios, abastecem-se com água da chuva.

Na Amazônia sobra água e falta saneamento
Por Mario Osava, da IPS

Altamira, Brasil, 16/8/2010 – Parece um contrassenso adotar na úmida Amazônia uma solução desenvolvida para as secas do Nordeste brasileiro. Mas as águas pluviais, captadas no teto e armazenadas em cisternas, estão melhorando a saúde e a vida em comunidades rurais da região. O governo do Estado do Amazonas promove, desde 2006, o Programa de Melhorias Sanitárias e Armazenagem de Água da Chuva (Pró-Chuva), que já beneficiou dez mil famílias em 77 comunidades, com telhados, cisternas e sistema de esgoto.

Sua segunda fase, iniciada em maio, se estenderá a outros povoados e distribuirá equipamentos de saneamento. Na Amazônia há excesso de água, que, em geral, não é potável e muitas vezes está contaminada pelo dejeto dos próprios moradores, espalhando diarreia, hepatite e outras doenças. E nem sempre a água é de fácil acesso. Aos 69 anos, hipertenso e diabético, com 14 filhos espalhados pela Amazônia, Osvaldo Pantoja Ferreira já quase não tem forças para carregar a lata com 20 litros de água do rio até sua casa, onde vive com a mulher.

São cerca de cem metros de subida íngreme e escorregadia. “No verão fica mais difícil”, por que o rio se afasta, disse. Caracol, como todos o chamam, precisou apelar para a criatividade. Há quatro anos instalou seu próprio sistema de recolher água da chuva, com canos à beira do telhado que a leva a um depósito de mil litros em um canto da casa e a outro menor, do outro lado. Mas continua carregando água do rio, por achar que é mais potável.

Onde vive, no Estado do Pará, a leste do Estado do Amazonas, não há nenhum plano como o Pró-Chuva, que se inspirou no Programa Um Milhão de Cisternas que existe no semiárido nordestino desde 2003, graças a uma rede de 700 organizações sociais. Com uma forte participação comunitária, esse programa já instalou quase 300 mil unidades. Antes, Caracol tentou a tecnologia industrial, mas as duas bombas que comprou não aguentaram o esforço. “O motor era muito fraco, perdi dinheiro”, lamentou. Depois, seu gerador de eletricidade quebrou, inutilizando também seu televisor, “que com antena parabólica pegava bem”.

A Volta Grande do Rio Xingu, o trecho em curva de cem quilômetros em cuja margem construiu sua casa de madeira, terá a maior parte de suas águas desviada para alimentar a hidrelétrica de Belo Monte, que enfrenta a insistente resistência de indígenas, movimentos sociais e ambientalistas. A conclusão do projeto, prevista para 2015, deixará Volta Grande em um eterno verão. Na Amazônia, as águas determinam os ciclos de vida e do ano. O inverno, de dezembro a abril, é quando mais chove, quase todos os dias. No verão, o Rio Xingu baixa muito e deixa descobertas suas praias, cascatas e milhares de ilhotas de pedras.

Antes que o rio se afaste definitivamente, Caracol, exímio caçador que acertava o olho de jaguares e ariranhas (nutria gigante) para garantir bom preço pelas peles intactas, espera ser ligado ao sistema elétrico nacional e recuperar seu televisor, a geladeira e a possibilidade de bombear água do Xingu. “A luz fica a 15 quilômetros e deve chegar nos próximos meses”, disse Caracol, diante da expansão do programa Luz Para Todos, com que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva levou eletricidade a 2,5 milhões de famílias rurais.

Com geradores próprios, os indígenas dos grupos Arara e Juruna, também ribeirinhos da Volta Grande, bombeiam água para suas aldeias do Xingu, um dos principais e mais longos afluentes da vertente meridional da bacia amazônica. Entretanto, temem que a construção da represa e dos canais para desvio parcial do rio suje suas águas.

“Não sabemos como ficará a qualidade da água que consumimos”, disse Arlete Juruna, filha do líder da reserva indígena Paquiçamba, onde vivem 92 pessoas. Ela também teme redução dos peixes, principal alimento dos indígenas, junto com o tracajá, espécie de quelônio abundante na bacia. “Aqui não tem lençol freático, apenas poucas rochas, não se encontra água nem com perfurações de 200 metros”, disse José Carlos Arara, que lidera o grupo Arara da Volta Grande, de 150 membros, e se opõe decididamente à hidrelétrica.

Monitorar a qualidade da água será indispensável, porque cimento e produtos químicos usados na construção poderão contaminar os peixes, matá-los ou provocar intoxicações em seus consumidores, acrescentou José Carlos. Muitas espécies de peixes se alimentam no lodo onde se depositam os sedimentos, explicou. Impacto oposto sofrerá a população mais pobre de Altamira, capital da bacia do Xingu, com cerca de cem mil habitantes. Uma represa do complexo hidrelétrico fará subir as águas até a cidade, que fica 40 quilômetros acima, inundando bairros ribeirinhos de três igarapés que desembocam no rio.

Cristiana Rodrigues de Matos, de 29 anos, sabe que a água cobrirá a casa onde vive, na margem do Igarapé Altamira, que já esteve com metade submersa em abril de 2009, quando chuvas intensas romperam os diques construídos por fazendeiros ao longo do riacho, desalojando 30 mil pessoas. Vivia em uma rua mais acima e mudou-se há quatro meses, conhecendo os riscos. É que, devido à inundação do ano passado, baixaram os alugueis das casas ameaçadas, disse Cristiana, que trabalha como faxineira diarista e tem três filhos, incluindo um bebê de um ano, e seu marido é pedreiro.

O estudo de impacto ambiental de Belo Monte estabeleceu que 4.747 casas e imóveis comerciais serão inundados e 16.420 pessoas desalojadas nesses bairros de Altamira, que carecem de saneamento e que, na maioria, lançam o esgoto nos rios e consomem águas de poços superficiais e fáceis de serem contaminados. Os desalojados, cuja quantidade será o dobro das previsões, segundo os opositores ao projeto, receberão indenizações e serão reassentados em bairros altos, com saneamento e casas saudáveis, asseguraram autoridades responsáveis pela hidrelétrica.

“Em Tucuruí, as promessas não foram cumpridas”, recordou Vanusa Soares, referindo-se à hidrelétrica construída na década de 80 também no Pará. Ela elevou sua casa sobre palafitas de quase um metro, tentando evitar outra inundação como a do ano passado. Mas sua rua toda, bem como o bairro de casas de madeira, não sobreviverá à cheia das águas represadas. Envolverde/IPS

Fonte: (IPS/Envolverde)

agosto 17, 2010   No Comments