Informação para um mundo melhor! Idéias para o desenvolvimento sustentável!
Random header image... Refresh for more!

Category — Reciclagem

Aproveitamento de lixo para gerar energia elétrica

Os resíduos que produzimos podem ser reaproveitados para inúmeras atividades. Além da mais conhecida reciclagem de papeis, plásticos e metais, o reaproveitamento dos resíduos orgânicos gera inúmeros subprodutos, como adubos, fertilizantes, e energia elétrica!

Rio pode ter usina para transformar o lixo dos cariocas em energia elétrica

Por Carolina Gonçalves, da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe) começa a elaborar a proposta de construção de uma usina para transformar o lixo da capital fluminense em energia elétrica. O anúncio foi feito hoje (17) pelo coordenador técnico do projeto e pesquisador do Coppe, Luciano Basto, durante a assinatura do convênio entre o instituto e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb).

Com o acordo, pesquisadores das duas instituições vão analisar a viabilidade técnica e ambiental da instalação de uma unidade de tratamento no bairro do Caju, na zona portuária da cidade, por onde passa metade do lixo produzido pelos fluminenses. Luciano Basto acredita que o estudo, com o cálculo de custos e identificação de tecnologia, seja entregue à prefeitura do Rio em dois meses.

“O investimento pode ser até mais caro do que as tradicionais soluções para destinação de lixo e oferta de eletricidade. Mas como lixo é um combustível a custo negativo, pelo qual a sociedade paga para se livrar do problema, e o tratamento energético do lixo evitaria emissões de gases de efeito estufa, essas receitas adicionais podem ser contabilizadas como benefícios para esse tipo de aproveitamento energético”, estimou o pesquisador.

Basto disse ainda que o aproveitamento energético seria de 100%, considerando que a usina será instalada dentro da cidade, diferente, segundo ele, das hidrelétricas que atendem 80% da matriz energética do país. Por estarem distantes dos grandes centros urbanos, as hidrelétricas registram perda de cerca de 15% da eletricidade gerada.

Atualmente, o Rio de Janeiro produz 9 mil toneladas de lixo por dia. Os detritos são encaminhados a três estações de transferência da cidade: Caju (zona portuária), Irajá (zona norte) e Jacarepaguá (zona oeste). Dessas estações, o lixo é transportado para dois aterros sanitários.

A usina na estação do Caju, que recebe o maior volume de detritos da cidade, poderia chegar a 500 megawatts de potência instalada. Pelos cálculos do Coppe, a transformação de 9 mil toneladas de lixo em energia seria suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências, com consumo médio de 200 quilowatt-hora por mês.

A presidente da Comlurb, Ângela Nóbrega Fonte, garantiu que a empresa vai fornecer todo o material para os estudos e espera abrir o processo de licitação para a construção da usina em seis meses. “Além do que já temos feito no aterro [sanitário] de Gramacho, minimizando a emissão de gases de efeito estufa, e em Seropédica, onde será construído um aterro sanitário controlado com licenciamento ambiental, essa novidade é muito importante para a população. Isso vai trazer mais recursos para a cidade e o meio ambiente vai agradecer”, comemorou Ângela Nóbrega.

Edição: Vinicius Doria
Fonte: (Envolverde/Agência Brasil)

agosto 24, 2010   No Comments

Lixo: soluções para gerações futuras

Versão resumida
Por Cloves Alves de Souza*

Uma das maiores preocupações que assolam o planeta concentra-se na destinação do lixo, principalmente nos grandes centros urbanos, por uma questão de preservação ambiental e qualidade de vida. Os movimentos migratórios verificados em quase todo o mundo a partir de meados do século passado, consubstanciados pelo abandono da vida no campo pela procura de novas oportunidades nos centros urbanos geradores de emprego, provocaram o crescimento populacional das cidades que, na maioria dos casos, não se estruturaram adequadamente no que concerne à coleta e destinação dos resíduos sólidos.

Em décadas passadas, não houve a preocupação de um planejamento de política pública para o controle e ocupação das grandes metrópoles brasileiras. Negligenciou-se a capacidade técnica para administrar de forma racional a destinação dos resíduos tóxicos de origem industrial e doméstica, fato alarmante com conseqüências desastrosas para a saúde pública e a degradação ambiental.

Com a diminuição de aterros sanitários e lixões, as cidades ficarão menos vulneráveis e catástrofes serão reduzidas. Mas o principal agravante é o desconhecimento total quanto à extensão dessa ameaça ambiental subterrânea. Em nosso país, recentemente, presenciamos situações como a tragédia do deslizamento do Morro do Bumba, no município de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em Santo André, na região metropolitana de São Paulo, a Favela do Espírito Santo está instalada sobre o antigo lixão da cidade. Desativado em 1987, cerca de cinco mil pessoas ainda vivem na área. Na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo, uma escola municipal, com mais de 280 alunos de quatro a seis anos, foi construída sobre um lixão desativado.

Ações tímidas começaram a ser aplicadas a partir do século 21 no estado de São Paulo. Em 2002, a Cetesb – Companhia Estadual de Saneamento Ambiental – publicou a primeira relação de áreas contaminadas, com 255 locais. Depois de seis anos, a lista já alcançava mais de 2500 pontos de contaminação. Somente na capital encontram-se em torno de 800 dessas áreas. A grande maioria são postos de combustíveis com vazamentos. Mais de 30 depósitos de lixo relacionados e mais de 13 mil áreas potenciais de contaminação, cujo risco ainda necessita investigação e avaliação.

Voltando à questão crucial, tais resíduos, conhecidos como lixos urbanos, são resultantes da atividade doméstica, comercial e industrial. Sua composição varia conforme a população, dependendo da situação sócio-econômica e das condições e hábitos de vida dela. Esses resíduos são basicamente classificados como matéria orgânica (restos de alimentos); papel e papelão (jornais, revistas, caixas, embalagens); plásticos (garrafas, frascos, embalagens); vidro (garrafa, frascos, copos); metais (latas de cerveja e latas de alimentos), madeiras (normalmente pedaços de móveis) e outros, tais como roupas, óleos de cozinha e de motor.

Mas existem outros tipos de resíduos diferentes dos comumente encontrados e também tóxicos. Esses necessitam de um destino especial para que não contaminem o meio ambiente e conseqüentemente os seres que nele habitam. Exemplos: frascos de aerosol, pilhas, baterias das mais variadas espécies, lâmpadas fluorescentes e restos de medicamentos. Ainda os altamente tóxicos que igualmente necessitam de destinação específica como os dejetos industriais, lixo hospitalar e derivados de borracha, formados basicamente por pneus.

Os governantes devem ter atitudes para vencer desafios, aplicarem tecnologias inovadoras combinadas ao desenvolvimento sustentável. Assim haverá melhor qualidade de vida aos habitantes das grandes metrópoles e a redução significativa de gastos com saúde pública, garantias conquistadas às gerações futuras.

Fonte: Envolverde/O autor

© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

maio 9, 2010   No Comments

Soluções para o lixo urbano

Soluções para o lixo urbano:

1 – Diminuir a geração de lixo;

2 – Aumentar a coleta seletiva, através de pontos de entrega voluntária, campanhas de conscientização, coleta porta a porta;

3 –  Incentivos fiscais para empresas que comercializarem produtos com menos embalagens, e/ou embalagens 100% recicláveis;

4 – Pontos de entrega voluntários para coleta do lixo eletrônico, lixo tóxico e lixo perigoso;

- As soluções tem que ser desenvolvidas e aplicadas de acordo com o porte do município, buscando otimização do gerenciamento.

“Gerenciar resíduos não se limita a tratar e dispor o lixo gerado. O enfrentamento do problema começa na concepção dos produtos que serão descartados mais tarde e na revisão da cultura da fartura e do desperdício. Enfrentar o problema exige a responsabilização dos diferentes atores, desde a indústria produtora de bens, até o consumidor final”. Revista Bio 10-12/2009

Ou seja, todos temos um papel nesta história, os consumidores, os produtores, o governo. E cabe a cada um de nós fazer nossa parte na construção de um mundo mais limpo!

Afinal, o lixo urbano acarreta em uma série de problemas ambientais:

- entupimento de bueiros, que geram enchentes e alagamentos;

- contaminação do solo e lençol freático devido a disposição final inadequada;

- transmissão de doenças e proliferação de vetores;

- desperdício de recursos naturais.

fevereiro 7, 2010   1 Comment

Analfabetismo Científico e os Problemas Ambientais

… As conseqüências do analfabetismo científico são muito mais perigosas em nossa época do que em qualquer outro período anterior. É perigoso e temerário que o cidadão médio continue a ignorar o aquecimento global, por exemplo, ou a diminuição da camada de ozônio, a poluição do ar, o lixo tóxico e radioativo, a chuva ácida, a erosão da camada superior do solo, o desflorestamento tropical, o crescimento exponencial da população…

Carl Sagan, “O mundo assombrado pelos demônios”, Companhia das Letras, 1997

Conhecer o que acontece em nosso planeta faz parte da solução dos problemas ambientais que nos afligem. O aquecimento global, a poluição marinha, a disposição incorreta dos resíduos sólidos nos solos e o consumismo desenfreado causam impactos, e são agravados por eles mesmos, num círculo vicioso, e completamente distante do conceito de desenvolvimento sustentável.

Ignorar o que acontece (o tal do analfabetismo científico citado por Sagan) pode parecer a solução mais fácil, pois dispensa-nos das resposabilidades pelo que fizemos e fazemos na nossa casa, no nosso planeta TERRA. Mas não é a solução correta, como a consciência de cada um diz.

O correto é erguer a cabeça, aceitar nossos deveres, e lutar para resolver  os problemas ainda passíveis de solução. Mesmo em pequenos gestos, com pequenas mudanças na nossa rotina, podemos fazer algo para mudar nosso futuro comum.

janeiro 15, 2010   No Comments

Pequenas ações fazem a diferença

Os impactos provocados por pequenas ações podem ser significativos para o planeta. Mas pequenos atos, como retirar os carregadores de celular da tomada quando não em uso, e reciclar os componentes eletrônicos, podem ser positivos:

Sustentabilidade móvel

Diante do aumento de vendas de aparelhos celulares, a União Européia desenvolveu um projeto piloto de Política Produtiva Integrada da Comissão Européia (IPP) em telefonia móvel para avaliar o impacto ambiental de telefones móveis através de seu ciclo de vida. A iniciativa envolveu produtores, operadoras, organizações governamentais e grupos de interesse ambiental.

O documento final destacou medidas que incluem: um índice ambiental para celulares similar ao índice de eficiência energética para linha branca e campanhas para encorajar usuários a adotar hábitos sustentáveis, tais como desplugar carregadores de bateria e descartar de forma responsável.

Os consumidores serão beneficiados por preços mais baixos na medida em que essa reutilização significará não ter que comprar novas baterias, prevenindo o aumento do lixo eletrônico.

Diante da pressão dos stakeholders para reduzir o impacto ambiental de celulares, os produtores desses aparelhos estão se movendo para atender as demandas de uma sociedade mais consciente.

A organização de pesquisa de mercado Gartner estima que 1,22 bilhões de itens foram vendidos em 2008. Nesse contexto, produtores de telefone celular agora estão introduzindo novos modelos visando reduzir os impactos ambientais.

A Nokia, uma das empresas líderes no segmento, estima que se apenas 10% dos usuários de celulares do mundo desplugassem os carregadores de bateria da tomada após o uso, a energia economizada seria suficiente para abastecer 60.000 lares europeus anualmente.

Fonte: Revista Idea Sócio Ambiental, Edição n° 18, pág. 13

janeiro 15, 2010   No Comments