Category — Resíduos Sólidos
Aproveitamento de lixo para gerar energia elétrica
Os resíduos que produzimos podem ser reaproveitados para inúmeras atividades. Além da mais conhecida reciclagem de papeis, plásticos e metais, o reaproveitamento dos resíduos orgânicos gera inúmeros subprodutos, como adubos, fertilizantes, e energia elétrica!
Rio pode ter usina para transformar o lixo dos cariocas em energia elétrica
Por Carolina Gonçalves, da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe) começa a elaborar a proposta de construção de uma usina para transformar o lixo da capital fluminense em energia elétrica. O anúncio foi feito hoje (17) pelo coordenador técnico do projeto e pesquisador do Coppe, Luciano Basto, durante a assinatura do convênio entre o instituto e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb).
Com o acordo, pesquisadores das duas instituições vão analisar a viabilidade técnica e ambiental da instalação de uma unidade de tratamento no bairro do Caju, na zona portuária da cidade, por onde passa metade do lixo produzido pelos fluminenses. Luciano Basto acredita que o estudo, com o cálculo de custos e identificação de tecnologia, seja entregue à prefeitura do Rio em dois meses.
“O investimento pode ser até mais caro do que as tradicionais soluções para destinação de lixo e oferta de eletricidade. Mas como lixo é um combustível a custo negativo, pelo qual a sociedade paga para se livrar do problema, e o tratamento energético do lixo evitaria emissões de gases de efeito estufa, essas receitas adicionais podem ser contabilizadas como benefícios para esse tipo de aproveitamento energético”, estimou o pesquisador.
Basto disse ainda que o aproveitamento energético seria de 100%, considerando que a usina será instalada dentro da cidade, diferente, segundo ele, das hidrelétricas que atendem 80% da matriz energética do país. Por estarem distantes dos grandes centros urbanos, as hidrelétricas registram perda de cerca de 15% da eletricidade gerada.
Atualmente, o Rio de Janeiro produz 9 mil toneladas de lixo por dia. Os detritos são encaminhados a três estações de transferência da cidade: Caju (zona portuária), Irajá (zona norte) e Jacarepaguá (zona oeste). Dessas estações, o lixo é transportado para dois aterros sanitários.
A usina na estação do Caju, que recebe o maior volume de detritos da cidade, poderia chegar a 500 megawatts de potência instalada. Pelos cálculos do Coppe, a transformação de 9 mil toneladas de lixo em energia seria suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências, com consumo médio de 200 quilowatt-hora por mês.
A presidente da Comlurb, Ângela Nóbrega Fonte, garantiu que a empresa vai fornecer todo o material para os estudos e espera abrir o processo de licitação para a construção da usina em seis meses. “Além do que já temos feito no aterro [sanitário] de Gramacho, minimizando a emissão de gases de efeito estufa, e em Seropédica, onde será construído um aterro sanitário controlado com licenciamento ambiental, essa novidade é muito importante para a população. Isso vai trazer mais recursos para a cidade e o meio ambiente vai agradecer”, comemorou Ângela Nóbrega.
Edição: Vinicius Doria
Fonte: (Envolverde/Agência Brasil)
agosto 24, 2010 No Comments
Perda de biodiversidade não foi reduzida conforme era esperado
A perda de biodiversidade é um dos problemas ambientais recorrentes no Brasil, atinge os ecossistemas de maneira muito forte, impedindo o correto funcionamento de seus ciclos naturais, e, além da retirada de diversas espécies, afeta diversas outras de maneira negativa, alterando o equilíbrio natural.
Aumenta a perda de biodiversidade no planeta
Por Soledad Ghione
Os governos não conseguiram cumprir sua promessa de chegar a 2010 com uma redução significativa da perda de diversidade biológica. Isso é o que acaba de reconhecer o Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial, ligado às Nações Unidas. A notícia não causou nenhum escândalo. Pelo contrário, passou desapercebida. Os resultados são conclusivos em demonstrar que a biodiversidade declinou nas últimas quatro décadas. Essa diminuição pode ser observada em distintos grupos animais, como mamíferos ou aves, e na extensão de bosques, manguezais e arrecifes de corais.
A medida que a atenção se concentra cada vez mais nos temas ambientais globais, como a mudança climática, esquecem-se problemas locais como a alarmante perda de biodiversidade. Os governos não conseguiram cumprir sua promessa de chegar a 2010 com uma redução significativa da perda de diversidade biológica. Isso é o que acaba de reconhecer o Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial, ligado às Nações Unidas. A notícia não causou nenhum escândalo. Pelo contrário, passou desapercebida.
Os países signatários do Convênio sobre a Diversidade Biológica acordaram em 2002 que deveriam obter uma significativa redução no ritmo da perda de biodiversidade para 2010, Ano Internacional da Diversidade Biológica. A recente avaliação dessa meta, encabeçada por Stuart H. M, Butchart, do Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), baseou-se em uma série de indicadores, tais como a apropriação de recursos naturais, o número de espécies ameaçadas, a cobertura de áreas protegidas, a extensão de bosques tropicais e manguezais e o estado dos arrecifes de coral. O período avaliado foi amplo: de 1970 a 2006.
Os resultados são conclusivos em demonstrar que a biodiversidade declinou nas últimas quatro décadas. Essa diminuição pode ser observada em distintos grupos animais, como mamíferos ou aves. Reduziu-se também a extensão dos bosques e manguezais e se deterioraram as condições marinhas, por exemplo, nas zonas com arrecifes de coral. As tendências agregadas dos indicadores de estado também pioraram. Em nenhum caso, se identificaram reduções dos ritmos de perdas.
A informação parcial disponível também aponta que os ambientes naturais estão se subdividindo e se fragmentando, com o que sua qualidade de reservatório de fauna e flora se deteriora. Um exemplo disso é o caso da Mata Atlântica brasileira que, no passado, foi o segundo bosque mais extenso da América do Sul e do qual se conservam aproximadamente 10%, numa área fragmentada em parcelas diminutas (80% dos remanescentes têm uma extensão inferior a 0,5 quilômetro quadrado).
O estudo mostra também o agravamento de outros processos, como um maior consumo dos bens que os ecossistemas produzem ou a invasão de espécies exóticas que substituem as nativas. Em nenhum caso se identificaram reduções nas pressões sobre os ecossistemas.
Essa avaliação não desconhece alguns avanços e tendências positivas, como o aumento na cobertura das áreas protegidas, a inclusão sob proteção de novas áreas chave para a biodiversidade ou o aumento da superfície de bosques manejados de forma sustentável (1,6 milhões de quilômetros quadrados). No entanto, o balanço final indica que, em escala global, é altamente improvável que se cumpram os objetivos de conservação fixados para 2010. Os esforços realizados para conservar a biodiversidade têm sido claramente inadequados, com uma defasagem importante entre as crescentes pressões humanas e uma série de respostas lentas e insuficientes.
Estes resultados são consistentes com a avaliação preliminar da situação ambiental sulamericana, divulgada recentemente pelo Centro Latinoamericano de Ecologia Social (CLAES), onde se alerta que o resultado final entre as pressões e os usos da natureza e as medidas de conservação é um contínuo aumento da deterioração ecológica.
Essa grave situação está passando desapercebida enquanto a discussão latinoamericana sobre temas ambientais está cada vez mais absorvida pelos temas da mudança climática global. É necessário alertar sobre estas tendências e redobrar os esforços para que os governos e as sociedades promovam medidas mais efetivas de conservação, incluindo realmente essa dimensão nas estratégias de desenvolvimento, e garantindo o financiamento e respaldo necessários para cumprir com os compromissos assumidos anos atrás.
*Soledad Ghione é pesquiadora do CLAES (Centro Latino Americano Ecología Social) – http://www.ecologiayconservacion.com
Tradução: Katarina Peixoto
(Envolverde/Carta Maior)
agosto 6, 2010 No Comments
Dicas para aumentar a vida útil de suas baterias.
Segue uma sequência de dicas para usuários de notebooks, para estender a vida útil e reduzir a produção de resíduos.
- Sempre que possível, conecte o computador a uma tomada elétrica, pois a vida útil da bateria é determinada, em grande parte, pelo número de vezes em que ela é usada e recarregada. Para evitar que a bateria apresente falhas por ficar muito tempo sem uso, é interessante utilizar a carga completa, no mínimo uma vez por semana.
- O tempo de operação da bateria varia de acordo com as condições operacionais. Ela diminui consideravelmente quando é executado certas operações, como por exemplo:
- Uso de unidades ópticas, especialmente unidades de DVD e CD gravável.
- Uso de dispositivos de comunicação sem fio (wireless e bluetooth).
- Uso da placa de rede
- Uso de Placas de PCMCIA e ExpressCard
- Uso de dispositivos USB
- Uso de configurações de maior brilho para a tela, proteções de tela em 3D ou outros programas com consumo elevado de energia, como jogos em 3D.
- Operação do computador no modo de desempenho máximo.
Coloque o computador no modo de espera, no modo de hibernação ou desligado quando não for utilizá-lo por um longo período.
junho 23, 2010 No Comments
Problemas com a coleta seletiva em São Paulo
Reportagem no site da Folha de São Paulo aponta um dos gargalos na reciclagem do lixo: a capacidade efetiva de reciclar.
As empresas responsáveis por retirar os resíduos da coleta seletiva não tem capacidade para armazenar e reciclar todos os resíduos coletados, e acabam jogando fora o que foi separado pela população. Um duplo desperdício.
Para evitar maiores desperdícios, as empresas responsáveis pela coleta seletiva reduziram a quantidade de lixo coletado.
Leia mais na reportagem aqui.
junho 1, 2010 No Comments
Minhocário de Apartamento
Uma boa iniciativa na criação de um minhocário, para aproveitar os resíduos orgânicos produzidos em uma residência, está sendo apresentada no blog Minhocário de Apartamento.
Vale a pena dar uma conferida, é uma ótima solução para reduzir a quantidade de resíduos, reaproveitar o lixo e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
maio 25, 2010 No Comments
Lixo: soluções para gerações futuras
Versão resumida
Por Cloves Alves de Souza*
Uma das maiores preocupações que assolam o planeta concentra-se na destinação do lixo, principalmente nos grandes centros urbanos, por uma questão de preservação ambiental e qualidade de vida. Os movimentos migratórios verificados em quase todo o mundo a partir de meados do século passado, consubstanciados pelo abandono da vida no campo pela procura de novas oportunidades nos centros urbanos geradores de emprego, provocaram o crescimento populacional das cidades que, na maioria dos casos, não se estruturaram adequadamente no que concerne à coleta e destinação dos resíduos sólidos.
Em décadas passadas, não houve a preocupação de um planejamento de política pública para o controle e ocupação das grandes metrópoles brasileiras. Negligenciou-se a capacidade técnica para administrar de forma racional a destinação dos resíduos tóxicos de origem industrial e doméstica, fato alarmante com conseqüências desastrosas para a saúde pública e a degradação ambiental.
Com a diminuição de aterros sanitários e lixões, as cidades ficarão menos vulneráveis e catástrofes serão reduzidas. Mas o principal agravante é o desconhecimento total quanto à extensão dessa ameaça ambiental subterrânea. Em nosso país, recentemente, presenciamos situações como a tragédia do deslizamento do Morro do Bumba, no município de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em Santo André, na região metropolitana de São Paulo, a Favela do Espírito Santo está instalada sobre o antigo lixão da cidade. Desativado em 1987, cerca de cinco mil pessoas ainda vivem na área. Na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo, uma escola municipal, com mais de 280 alunos de quatro a seis anos, foi construída sobre um lixão desativado.
Ações tímidas começaram a ser aplicadas a partir do século 21 no estado de São Paulo. Em 2002, a Cetesb – Companhia Estadual de Saneamento Ambiental – publicou a primeira relação de áreas contaminadas, com 255 locais. Depois de seis anos, a lista já alcançava mais de 2500 pontos de contaminação. Somente na capital encontram-se em torno de 800 dessas áreas. A grande maioria são postos de combustíveis com vazamentos. Mais de 30 depósitos de lixo relacionados e mais de 13 mil áreas potenciais de contaminação, cujo risco ainda necessita investigação e avaliação.
Voltando à questão crucial, tais resíduos, conhecidos como lixos urbanos, são resultantes da atividade doméstica, comercial e industrial. Sua composição varia conforme a população, dependendo da situação sócio-econômica e das condições e hábitos de vida dela. Esses resíduos são basicamente classificados como matéria orgânica (restos de alimentos); papel e papelão (jornais, revistas, caixas, embalagens); plásticos (garrafas, frascos, embalagens); vidro (garrafa, frascos, copos); metais (latas de cerveja e latas de alimentos), madeiras (normalmente pedaços de móveis) e outros, tais como roupas, óleos de cozinha e de motor.
Mas existem outros tipos de resíduos diferentes dos comumente encontrados e também tóxicos. Esses necessitam de um destino especial para que não contaminem o meio ambiente e conseqüentemente os seres que nele habitam. Exemplos: frascos de aerosol, pilhas, baterias das mais variadas espécies, lâmpadas fluorescentes e restos de medicamentos. Ainda os altamente tóxicos que igualmente necessitam de destinação específica como os dejetos industriais, lixo hospitalar e derivados de borracha, formados basicamente por pneus.
Os governantes devem ter atitudes para vencer desafios, aplicarem tecnologias inovadoras combinadas ao desenvolvimento sustentável. Assim haverá melhor qualidade de vida aos habitantes das grandes metrópoles e a redução significativa de gastos com saúde pública, garantias conquistadas às gerações futuras.
Fonte: Envolverde/O autor
© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
maio 9, 2010 No Comments
Copos plásticos: problema ambiental!
Arte e texto por Fábio Pellegrini
Diga não aos copos plásticos
Traga sua caneca e contribua com um mundo mais limpo.
Além do desperdício, os copos plásticos, quando utilizados com bebidas quentes, como café ou chá, levam um pouco da sua composição química para o seu corpo, e isto é um perigo, porque os produtos químicos que são ingeridos têm propriedades tóxicas, inclusive atuam como hormônios femininos, podendo desencadear a longo prazo, infertilidade masculina, diabetes, hiperatividade, câncer, entre outras doenças.
E mais: como o preço dos plásticos caiu muito no mercado da reciclagem, poucos catadores se interessam em coletá-los para comercializá-los. Então os copos plásticos acabam indo parar no lixão.
Se você não liga para sua saúde, pense nas gerações futuras: cada copo plástico utilizado demora cerca de 100 anos para se decompor na natureza.
Livre-se dos plásticos se quiser continuar vivo!
Consciência ambiental: você pode! você deve!
Lembre-se dos 3R’s: Reduzir o consumo/ Reutilizar / Reciclar
março 29, 2010 1 Comment
Sobre vetores e saúde pública: as baratas
As baratas, cujo nome vem do latim blatta, que significa inseto que evita a luz, são importantes do ponto de vista sanitário, pois se adaptam a domicílios, hospitais e restaurantes, veiculando e disseminando microrganismos.
As baratas são quase inofensivas para o homem e têm destacado papel ecológico ao incorporar nutrientes no meio ambiente. Quando consomem matéria orgânica, seus dejetos servem como fonte de alimentação para organismos microscópicos que o transformam em húmus ou terra vegetal. Ou seja, as baratas contribuem para a ciclagem de nutrientes, manutenção da estrutura e fertilidade do solo, tratamento de resíduos, controle das populações de organismos e também são uma fonte direta de alimento para inúmeras espécies animais.
Estes insetos, entretanto, são muito importantes para a saúde pública, pois são agentes transmissores de doenças devido a microrganismos patogênicos que se aderem a superfície dos mesmos ou ingeridos, tais como as bactérias causadoras da furunculose, lepra, tuberculose, poliomielite e a diarréia. Estudos recentes identificaram a possível relação entre a exposição a baratas e as reações alérgicas, onde as alergias podem ser causadas pelas baratas ou serem agravadas pelas mesmas, sensibilidade detectada principalmente nas crianças.
As baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de várias doenças, principalmente gastrointestinais, carregando vários agentes patogênicos através de seu corpo, patas e fezes, pelos locais por onde passam, por isso, são consideradas vetores mecânicos. Podem ainda transmitir doenças do trato respiratório e outras de contágio direto, pelo mesmo processo.
Além de atuar como vetores mecânicos (vírus, fungos, bactérias e protozoários) e biológicos (ser hospedeiro intermediário de vermes), as baratas podem causar reações alérgicas (contato com as fezes e exúvias). Sobre o aspecto econômico elas podem estragar alimentos (deixam odor repugnante), e roer/sujar roupas e livros. As baratas podem ser também uma praga agrícola de relativa importância (roer raízes e atacar produtos armazenados).
Métodos de Controle
Os métodos de controle ambiental das baratas baseiam-se inicialmente em medidas preventivas. As baratas, como as demais pragas urbanas, invadem as residências na busca por alimento, água e abrigo. A prevenção tem a finalidade de evitar ou dificultar o acesso a esses três fatores, para que as baratas se alimentem das iscas. Assim, o manejo preventivo do ambiente consiste em uma série de medidas preventivas, interferindo nas condições de abrigo e alimento das baratas. Dependendo da situação, somente estas medidas são suficientes para manter o local ausente de baratas.
Medidas para prevenção:
1. Feche sempre muito bem o lixo. Coloque diariamente em sacos plásticos muito bem fechados e lave pelo menos de quinze em quinze dias a lixeira. Deixe-a sempre fechada e seca.
2. Conserve os alimentos bem fechados em vasilhas com tampas ou na geladeira. Conservar armários e despensas fechados, sem resíduos de alimentos. Olhar cuidadosamente qualquer material antes de guardá-los (caixas, pacotes, etc).
3. Limpe quinzenalmente as caixas de gordura e esgoto. Deixe-as sempre bem fechadas.
4. Limpe semanalmente os ralos de cozinha, banheiro e área de serviço. Colocar tampas em ralos não sifonados.
5. Use silicone para vedar todos os tipos de frestas e fendas. As frestas de armários e portas internas e externas, principalmente aquelas perto da pia, devem ser vedadas com borracha. Manter bem calafetados as junções de revestimentos de paredes e pisos.
6. Mantenha sempre a pia limpa e seca, principalmente à noite, e limpe diariamente o fogão e embaixo da geladeira.
7. Não guarde alimentos em caixas de papelão ou de madeira, pois neste tipo de material elas gostam de depositar ovos.
8. Verifique sempre as possíveis entradas de baratas para a casa como: condutos elétricos, vizinhança infestada, canos de águas pluviais, interruptores de luz e telefone. Colocar telas, grelhas, ralos do tipo “abre-fecha”, sacos de areia ou outros artifícios que impeçam a entrada desses insetos através de ralos e encanamentos.
9. Ficar atento com os tetos rebaixados.
10. Remover e destruir ootecas (Ovos de baratas).
11. Excluir a prática de fazer pequenos lanches na mesa de trabalho, protegendo os teclados dos computadores das migalhas de pão, biscoitos, etc…
12. Praticar limpezas úmidas, tantas vezes por dia quanto necessário para manter desengordurados os móveis. Limpar cuidadosamente e regularmente os locais onde possam acumular poeira ou restos alimentares: fornos, armários, despensas, sob pias, etc.
março 9, 2010 No Comments
Lixo eletrônico: novo problema ambiental
Já não basta o desmatamento, a poluição do ar, da água e do solo, a disposição inadequada dos resíduos sólidos domésticos e industriais, surge agora um novo problema ambiental: o lixo eletrônico.
Afinal, quais os problemas ambientais acarretados pelo lixo eletrônico? Leia no texto abaixo.
Lixo eletrônico: uma montanha de problemas
Por Stephen Leahy, da IPS

As montanhas de perigoso lixo eletrônico crescem cerca de 40 milhões de toneladas ao ano. No Brasil, China, Índia e África do Sul, o crescimento desses resíduos ficará entre 200% e 500% na próxima década, afirma um novo estudo. Esse aumento inclui apenas os restos de televisores, computadores e telefones celulares de uso interno, e não as toneladas de lixo eletrônico exportadas para esses países, a maioria de forma ilegal. As vendas de produtos eletrônicos no varejo explodiram nas economias emergentes, mas não há capacidade para recolher os restos, reciclar conteúdos tóxicos e convertê-los em materiais valiosos, afirma o estudo “Recycling – from E-waste to Resources” (Reciclando – de Lixo Eletrônico a Recursos), divulgado segunda-feira em Bali, na Indonésia.
A publicação coincide com uma reunião do Convênio da Basiléia sobre Controle de Movimentos Transfronteiriços dos Dejetos Perigosos e sua Eliminação, que começou segunda-feira. Os restos de telefones celulares serão, em 2020, sete vezes superiores aos de 2007 na China, e 18 vezes maior na Índia. A China já produz 2,3 milhões de toneladas, atrás dos Estados Unidos, com cerca de três milhões de toneladas. E apesar de proibir a importação deste lixo, a China continua sendo o principal destino destes resíduos procedentes dos países ricos.
“Este informe mostra a urgente necessidade de estabelecer processos obrigatórios, formais e ambiciosos para recolher e disponibilizar este lixo em instalações amplas e eficientes na China”, disse em Bali o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. “Não é só a China que enfrenta este desafio. Brasil, Índia, México e outras nações também vivem riscos ambientais e sanitários se a reciclagem destes resíduos tóxicos ficar em mãos do setor informal”, acrescentou.
Não se trata da necessidade de desmontar manualmente os aparelhos eletrônicos, que de fato é uma tarefa essencial em muitos casos, diz Ruediger Kuehr, da Universidade das Nações Unidas e secretário-executivo da iniciativa Solving the E-waste Problem (StEP – Resolvendo o Problema do Lixo Eletrônico), um consórcio de organizações não governamentais, indústrias e governos. Mas o desmonte manual deve ser feito de maneira apropriada, em condições ambientais corretas, disse Kueher à IPS de seu escritório em Hamburgo (Alemanha). “A reciclagem eletrônica é muito complicada. Um telefone pode ter entre 40 e 60 elementos diferentes”, ressaltou.
O ouro é um desses elementos valiosos, e a reciclagem informal, praticada na China e na Índia, consegue extrair apenas 20% desse metal. No total, há centenas de milhões de dólares nos celulares que nunca são recuperados, disse Kuehr. As somas aumentam rapidamente para milhares de milhões de dólares de valiosos metais não recuperados quando são considerados os componentes das baterias.
Explorar e refinar novos metais, prata, ouro, paládio, cobre e outros, tem grande impacto ambiental, como uma grande quantidade de gases-estufa lançados na atmosfera, diz o informe. E alguns materiais estão se tornando escassos e, por isso, mais caros. O desenvolvimento de um sistema nacional sólido de reciclagem é complexo, e somente na base de financiamento e transferência de tecnologia do mundo rico não funcionará, segundo o documento. A falta de uma ampla rede de coleta destes resíduos, somada à competição do setor informal de baixo custo, impede o desenvolvimento de modernas unidades para esta atividade.
O informe, realizado em coautoria pela suíça Empa, Umicore e Universidade das Nações Unidas, todos membros do StEP, propõe facilitar a exportação de porções de produtos, como baterias ou paineis de circuitos de países pequenos para as nações da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), processadoras finais certificadas. As unidades de recuperação de materiais na Europa e América do Norte, que podem extrair quase todos os metais valiosos, são muito caras e precisam processar uma grande quantidade de lixo eletrônico para serem rentáveis.
Aí está a oportunidade de dar a volta na cadeia de fornecimento, com as nações em desenvolvimento desmontando seus produtos eletrônicos e enviando os materiais para a reciclagem final e recuperação no mundo rico, segundo Kuehr. “Recuperar elementos raros e valiosos, como o irídio, representa um difícil processo técnico. O mundo em desenvolvimento nunca terá recursos suficientes para construir suas próprias fábricas. É necessária uma solução global”, afirmou. Porém, há muitos impedimentos para semelhante solução, inclusive o fato de alguns setores, de vários países, estarem fazendo muito dinheiro graças à atual ineficiência, acrescentou Kuehr.
A classificação adequada do material (um computador que não funciona deve ser descartado ou pode se consertado facilmente e continuar em uso?) e um acordo internacional para estabelecer permissões são outros grandes obstáculos. Também existe a desconfiança sobre as declarações dos recicladores, a falta de certificação e de certeza de que os países que desmontam os produtos serão beneficiados ao enviá-los às nações da OCDE para sua recuperação final.
“Precisamos de um sistema global, mas não temos uma solução final sobre como chegar a isso”. Definitivamente, a sociedade mundial precisa avançar para a desmaterialização, onde o reuso domine completamente a reciclagem, que é intensiva em energia e recursos, mesmo quando não seja contaminante, segundo Kuher. As pessoas que compram computadores ou telefones celulares querem, na realidade, serviços de informática e comunicações, não produtos físicos. O caminho para o futuro é que as empresas tenham os produtos que ofereçam esses serviços e os atualizem uma e outra vez, fechando o círculo. “Isto tem mais sentido em muitos aspectos”, concluiu Kuehr.
Fonte: IPS/Envolverde
© Copyleft- É livre a reprodução exclusivamentepara fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
fevereiro 24, 2010 1 Comment
Culpas no lixo
Artigo escrito pela Profa. Dra. Sônia Corina Hess (UFMS)
Ela passou perto de mim carregando 4 sacos com latinhas de alumínio.
Era manhã de terça feira de carnaval, e seus pouco mais de um metro e meio de altura estavam quase que ocultos, sob os pesados sacos.
Me envergonhei, também, pela quantidade de garrafas plásticas e outros resíduos que vi pelas ruas. Sou humana, e o que os meus semelhantes fazem, repercute em mim. Certamente, pouca gente se importa com o destino dado aos resíduos gerados em suas atividades diárias.
Tenho uma vida confortável, carro, alimentos, moradia, todos os bens de que necessito para atender a minhas necessidades. O problema é que sei que, cada vez que me alimento, provavelmente, estou consumindo o produto de uma cadeia que começou no campo, onde trabalhadores pouco remunerados estiveram expostos a venenos e a precárias condições de vida.
Quando descarto embalagens, sei que a maioria vai ser transportada a algum aterro ou lixão, e me pergunto por que tem que ser assim.
Grande parte dos plásticos, cuja produção começa em poços de petróleo, passando por refinarias, indústrias petroquímicas, indústrias de transformação, produção de embalagens, indústrias de alimentos e outros produtos, distribuição e comercialização, têm como destino final quase certo o lixo, depois de terem sido úteis aos consumidores, efetivamente, por poucos minutos. Portanto, muita energia e materiais têm sido despendidos para produzir-se itens úteis por muito pouco tempo. Na melhor das hipóteses, alguns itens são reciclados, mas seu ciclo termina nos aterros.
O vidro, cuja produção começa com areia, em indústrias consumidoras de muita energia, praticamente não tem mercado para a reciclagem, sabendo-se que vão ser, mesmo, descartados nas ruas ou aterros.
Os metais ferrosos, que saem das jazidas e passam por indústrias siderúrgicas, consomem carvão vegetal ou mineral em seu processamento. No Brasil, grande parte do carvão utilizado em siderurgia provém de florestas nativas, incluindo a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado e o Pantanal. Isto não é levado em consideração pelos consumidores, quando compram geladeiras, carros ou outros bens de consumo.
Os materiais orgânicos (provenientes de jardinagem, culinária, feiras, etc) podem ser transformados em adubo, mas geralmente são encaminhados a aterros ou lixões, constituindo mais de 60% dos resíduos das cidades brasileiras. Se convertêssemos os resíduos orgânicos em adubo e biogás (energia), também evitaríamos muitos danos causados pela produção, transporte e uso de adubos químicos, insumos importados pelo Brasil em grande quantidade.
Se muita gente se sentisse responsável pelo resultado de seu modo de vida, sobre seus semelhantes e o ambiente, teríamos uma revolução jamais vista nesta civilização. Cada item a ser adquirido passaria pelo crivo da consciência, verificando-se como foi produzido, no que resultou sua produção, e como se dará seu destino final.
É possível mudar, enxergar, lutar. É preciso ver-se a dor associada a cada bem de consumo, para que as escolhas mudem. Sem consciência não há mudança. Já houve muita gente, na história da humanidade, que cometeu terríveis erros, por não querer vê-los claramente. Temos que sair desta nova era da obscuridade e assumirmos nossas culpas. Não adianta fingirmos que não as temos, porque os miseráveis que vivem do lixo que produzimos estão por aí, na rua, na nossa frente!!!! As enchentes, os esgotões a céu aberto também mostram, claramente, a natureza infame do comportamento dos brasileiros que se pensam civilizados, neste início do século 21.
fevereiro 17, 2010 1 Comment
