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Bonito: pólo do ecoturismo brasileiro

Bonito é uma cidade do estado de Mato Grosso do Sul, considerada um centro da prática de esportes na natureza, oferecendo diferentes atividades em mais de 25 opções de passeios como a Gruta do Lago Azul (considerada cartão postal da cidade), o mergulho de superfície ou flutuação, rapel, passeios a cavalo, e passeios com trilhas e banhos em cachoeiras.

Em 2009, pela oitava vez consecutiva Bonito ganhou o prêmio de “Melhor destino de Ecoturismo do Brasil” pela revista Viagem e Turismo.

A cidade está em meio a um dos vales do planalto, cuja rocha predominante é o calcário, responsável pela transparência das águas, as quais atravessam rupturas de algumas partes das rochas, recolhendo seus minerais, com isso, saem ricas em bicabornato de cálcio e magnésio.

Pólo do ecoturismo em nível mundial, Bonito destaca-se por sua organização e preocupação com o Meio Ambiente. Suas principais atrações são as paisagens naturais, os rios de águas transparentes, cachoeiras, grutas, cavernas e dolinas. O Turismo é a principal atividade da região há muito tempo, além de estar em constante evolução buscando a interferência mínima na natureza. Bonito reúne um conjunto de associações, agências, empresas, ONGs e órgãos governamentais que buscam organizar e coordenar o ecoturismo, visando sempre à sustentabilidade local e a conservação da natureza.

Os melhores passeios são o Recanto Ecológico Rio da Prata, que oferece flutuação e mergulho com cilindro, e a Estância Mimosa que oferece trilhas e cachoeiras.

Saiba mais sobre Bonito.

junho 15, 2010   No Comments

Poluição da água e do solo e Saneamento Básico

O que que o saneamento básico tem a ver com a poluição da água e do solo?

O saneamento básico, que são os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, coleta da drenagem pluvial, e coleta de lixo, é fundamental para a saúde pública.

Ele está diretamente associado aos problemas de poluição e/ou contaminação dos recursos hídricos e do solo, pois a deficiência de saneamento básico gera a disposição inadequada de esgotos, contaminando e poluindo os rios e córregos,e favorecendo a proliferação de vetores de doenças (por exemplo, nos lixões).

Conseqüentemente, se temos rios e córregos poluídos gastamos mais dinheiro para tratar a água para o abastecimento público. Ou seja, investimentos em saneamento básico economizam dinheiro gasto em hospitais, em tratamento de água, e aumentam a saúde e qualidade de vida da população.

fevereiro 11, 2010   1 Comment

Resíduos radioativos também são um problema

Os resíduos provenientes das operações nucleares são extremamente contaminantes, na maioria das vezes não podem ser tratados, exigindo que sejam dispostos na natureza. Se essa disposição final não for realizada corretamente, corre-se um risco grande de contaminar todo o ambiente ao redor. Uma padronização nesta disposição, adotada por todos os países que produzem resíduos radioativos, pode minimizar esses problemas.

Especialistas alertam para os perigos do lixo nuclear

Por Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Aiea diz que falta aproximação internacional mais uniforme para resolver a questão dos resíduos radioativos; norma global de segurança tem sido desenvolvida nos últimos três anos.

O lixo nuclear e os métodos de disposição de resíduos é um dos problemas mais urgentes do setor.

Segundo o chefe do escritório de Resíduos e Segurança Ambiental da Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, Didier Louvat, soluções técnicas existem e são seguras mas ainda falta uma aproximação internacional mais uniforme para resolver a questão.

Resíduos

O assunto foi debatido durante conferência internacional na cidade do Cabo, na África do Sul, que reúne até sexta-feira, 18 de dezembro, especialistas em segurança nuclear e radiação de várias regiões do mundo.

O representante da Aiea fala em benefícios para uma abordagem mais homogênea em relação aos resíduos nucleares, já que dezenas de países avançam para o licenciamento de instalações de armazenamento geológico.

Um padrão internacional de medidas de segurança para o lixo radioativo tem sido desenvolvido nos últimos três anos, e sua aprovação e adoção está prevista ainda para o final de 2009.

Norma

A norma abrange a disposição de lixo nuclear perto de superfícies de qualquer tipo, incluindo as consideradas de baixo nível radioativo e para o processamento de mineração e minerais.

A medida também trata dos resíduos de nível intermediário e alto, colocados em profundidade a centenas de metros abaixo do solo. A Aiea afirma que vai preparar um guia adicional de segurança sobre o assunto.

Para ouvir esta notícia clique em: http://downloads.unmultimedia.org/radio/pt/real/2009/0912171i.rm ou acesse:http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/174050.html

(Envolverde/Rádio ONU)

janeiro 29, 2010   No Comments

Lixo eletrônico em excesso

Nos últimos anos um novo problema ambiental se revelou: o lixo eletrônico. O texto abaixo fala brilhantemente sobre este assunto.

Lixo eletrônico em excesso

Por Redação da agência Fapesp

Há mais de dez anos tem crescido enormemente o uso de dispositivos eletrônicos portáteis, como computadores, telefones celulares e tocadores de música (primeiramente CD e, depois, arquivos digitais). Um dos resultados, que a princípio não parecia preocupante, é o acúmulo de lixo.

Eletrônicos hoje representam o tipo de resíduo sólido que mais cresce na maioria dos países, mesmo nos em desenvolvimento. Um dos grandes problemas de tal lixo está nas baterias, que contêm substâncias tóxicas e com grande potencial de agredir o ambiente.

Em artigo publicado na edição desta sexta-feira (30/10) da revista Science, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, comentam o problema e a ausência de políticas adequadas de reciclagem.

“O pequeno tamanho, a curta vida útil e os altos custos de reciclagem de tais produtos implicam que eles sejam comumente descartados sem muita preocupação com os impactos adversos disso para o ambiente e para a saúde pública”, apontam os autores.

Eles destacam que tais impactos ocorrem não apenas na hora de descartar os equipamentos eletrônicos, mas durante todo o ciclo de vida dos produtos, desde a fabricação ou mesmo antes, com a mineração dos metais pesados usados nas baterias.

“Isso cria riscos de toxicidade consideráveis em todo o mundo. Por exemplo, a concentração média de chumbo no sangue de crianças que vivem em Guiyu, na China, destino conhecido de lixo eletrônico, é de 15,2 microgramas por decilitro”, contam.

Segundo eles, não há nível seguro estabelecido para exposição ao chumbo, mas recomenda-se ação imediata para níveis acima de 15,2 microgramas por decilitro de sangue.

Os pesquisadores estimam que cada residência nos Estados Unidos guarde, em média, pelo menos quatro itens de lixo eletrônico pequenos (com 4,5 quilos ou menos) e entre dois e três itens grandes (com mais de 4,5 quilos). Isso representaria 747 milhões de itens, com peso superior a 1,36 milhão de toneladas.

O artigo aponta que, apesar do tamanho do problema, 67% da população no país não conhece as restrições e políticas voltadas para o descarte de lixo eletrônico. Além disso, segundo os autores, os Estados Unidos não contam com políticas públicas e fiscalização adequadas para a reciclagem e eliminação de substâncias danosas dos produtos eletrônicos.

Os pesquisadores pedem que os governos dos Estados Unidos e de outros países coloquem em prática medidas urgentes para lidar com os equipamentos eletrônicos descartados. Também destacam a necessidade de se buscar alternativas para os componentes que causem menos impactos à saúde humana e ao ambiente.

O artigo The electronics revolution: from e-wonderland to e-wasteland, de Oladele Ogunseitan e outros, pode ser lido por assinantes da Science – http://www.sciencemag.org

Fonte: (Envolverde/Agência Fapesp)

©Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

outubro 30, 2009   No Comments

Perguntas

Autora: Profa. Dra. Sônia Hess (Professora da UFMS)

Em outubro de 2009 quando, supostamente, a ciência já explica muito sobre o desencadeamento de doenças em decorrência da exposição a materiais tóxicos presentes no ambiente, presenciei quando um trabalhador usava um solvente (“thinner”) contendo benzeno e tolueno, para retirar resíduos de cola de uma forração de parede. Expliquei a ele que aquele material era perigoso, e que ele poderia ter sérios problemas de saúde devido à inalação daqueles vapores. Ele falou que já não estava se sentindo bem, e que não sabia que poderia haver correlação entre o uso daquele material e a tontura e mal estar que estava sentindo.

No dia seguinte, um vizinho me contou que teve que se desfazer de alguns móveis que haviam sido deteriorados pela ação de cupins, e que havia contratado o porteiro do prédio para aplicar veneno em sua casa, na tentativa de eliminar os insetos.

Pergunta-se: se conhecessem todos os danos e dores associados aos produtos que compram, os consumidores manteriam seu padrão de consumo?

Se presenciassem o sofrimento dos animais, percebessem os odores e sons dos criadouros e abatedouros onde estes seres são torturados e mortos, será que continuariam a consumir carne?

Se também fossem banhados por venenos agrícolas aplicados em grandes plantações industriais, e se tivessem que consumir água contendo seus resíduos, será que não lutariam para que os alimentos fossem produzidos de forma orgânica?

Se tivessem que, por um dia sequer, cortar cana-de-açúcar sob um sol escaldante, portando roupas pesadas, e respirando a fuligem resultante da queima, será que não iriam querer que seus carros fossem abastecidos com um combustível produzido de forma menos cruel?

E se soubessem que milhares de pessoas morrem por ano no Brasil devido à exposição aos poluentes resultantes da queima da gasolina e do diesel, e que tais mortes poderiam ser evitadas se estes combustíveis tivessem melhor qualidade, será que não exigiriam que a Petrobras fosse punida por tais mortes e que oferecesse aos brasileiros produtos com qualidade igual aos que são fornecidos aos japoneses e europeus?

Se visitassem uma carvoaria, e vissem que árvores nativas são processadas em fornos rudimentares, por trabalhadores ultrajados e maltratados, será que iriam querer comprar geladeiras, fogões e outros eletrodomésticos contendo aço produzido em siderúrgicas brasileiras, que usam carvão vegetal como matéria-prima?

Se soubessem que mais de 60% do lixo urbano é constituído por resíduos orgânicos, que poderiam gerar adubos e biogás, será que não estariam dispostos a separá-los dos demais, para que tivessem o tratamento adequado?

Jogariam plásticos na rua ou no lixo, se pensassem em todo o seu processamento industrial, que inclui, pelo menos: – extração em plataformas de petróleo; – transporte até refinarias; – transporte e transformação em indústrias petroquímicas; – transporte para uso em indústrias de produtos manufaturados, incluindo embalagens; – e transporte até os revendedores e consumidores finais?

Continuariam tratando vidro, papéis e metais com displicência, se conhecessem, plenamente, todos os custos e danos envolvidos na sua produção?

Comprariam alimentos industrializados contendo nitratos e nitritos como conservantes (códigos PVII e PVIII), sabendo que estes são comprovadamente carcinogênicos, como muitos outros componentes de cosméticos, detergentes e outros produtos de amplo emprego?

Em um caso elucidativo, também em outubro de 2009, um juiz decidiu contrariamente ao pedido de uma comunidade do interior da Bahia, para que fossem encerradas as atividades de uma mineradora de urânio (da INB, uma empresa estatal), devido à contaminação da região por materiais radioativos. Apesar de laudos terem comprovado que há materiais radioativos no ar e na água fornecida à população próxima à mina, o juiz alegou que não havia provas conclusivas sobre os riscos à saúde associados àquela mineradora. Será que, se morasse na localidade sob influência direta daquela mina, e tivesse que consumir a mesma água fornecida à comunidade local, a decisão daquele juiz teria o mesmo teor?

É importante ressaltar que as autoridades da área de saúde têm relatado que, no Brasil, o câncer constitui-se em uma epidemia que, em 2007, ocasionou a maior parte das mortes de mulheres com 30 a 49 anos, e que esta também foi a segunda maior causa dos óbitos de pessoas com mais de 50 anos. Levando-se em conta os dados científicos que apontam que mais de 80% dos casos desta doença são desencadeados por fatores de risco presentes no ambiente, há de se perguntar por que é que autoriza-se a adição de substâncias reconhecidamente carcinogênicas a alimentos industrializados (como o adoçante aspartame, os conservantes de carnes nitratos e nitritos (PVII e PVIII), entre outros?). E por que é que as águas de abastecimento não são submetidas a controle de qualidade para garantir-se que não contenham materiais capazes de desencadear o câncer?

Percebe-se que, para evitarem que perguntas desta natureza sejam feitas, e suas inconvenientes respostas encontradas, os sistemas político e econômico usam de meios bastante eficientes para manterem adormecidas as mentes dos consumidores, que terceirizam suas culpas e omitem suas dúvidas. Até quando?

outubro 14, 2009   No Comments