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24 de novembro é o Dia do Rio. Vamos preservar!
Rio, riacho, ribeirão, córrego, curso d’água. Até mesmo quem não cresceu perto de um rio reconhece a importância deste recurso hídrico, tanto para consumo, quanto para prática de atividades de aventura, pesca, geração de energia, etc. Um rio considerado próprio para banho é quase sinônimo de diversão e lazer. O Brasil é privilegiado neste quesito e conta com bacias hidrográficas relevantes, como a Bacia do Paraná e do Paraguai, além de abrigar o Rio Amazonas, considerado o maior rio do mundo.
Para preservar a qualidade da água dos rios é necessário que as Matas Ciliares sejam preservadas. Localizadas nas margens de rios, lagos, represas e nascentes, contribuem para diminuir a erosão nas margens, facilitam a infiltração da água das chuvas no solo e melhoram a qualidade das águas. Sua importância é tamanha, que as áreas de matas ciliares são consideradas Áreas de Preservação Permanente – APP, pelo Código Florestal.
Pelo Código Florestal, todas as nascentes devem ter 50 metros de matas ciliares preservadas, e rios até 50 metros de largura devem ter 30 metros de matas ciliares. A largura da mata ciliar cresce conforme aumenta a largura do rio, chegando até o mínimo de 500 metros de APP nos rios com mais de 600 metros de largura.
Outro ponto importante na preservação dos recursos hídricos são os limites de lançamento de resíduos pelas indústrias e cidades. Por muito tempo o lançamento era indiscriminado, porém nas últimas décadas foram publicadas leis e resoluções que definem limites para os lançamentos, de maneira que os recursos hídricos não sejam afetados de maneira irreversível, e possam se recuperar naturalmente.
Um grande ganho se deu com a aprovação da Lei que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/97) e a criação da Agência Nacional de Águas (ANA) em 200, que tem como um dos objetivos gerir os recursos hídricos e promover o uso sustentável da água.
O próprio Dia do Rio, comemorado anualmente no dia 24 de novembro, foi instituído como um alerta para a escassez da água no planeta e para incentivar ações de preservação e proteção desse recurso natural.
dezembro 1, 2010 No Comments
Dia da Árvore
Um texto muito interessante sobre as árvores, de autoria do Engº Osvaldo Esterquile Júnior.
“Cada ser vivo tem seu lugar na natureza e
realiza muitas tarefas. As árvores são muito
importantes, tanto para nossas vidas, como
para o equilíbrio do ecossistema”.
A Árvore
A árvore é nossa amiga, vamos pensar nas coisas boas que ela nos proporciona:
SOMBRA: Como é bom encontrar uma árvore quando o dia está quente e o sol está forte.
BELEZA: Uma árvore é sempre bonita.Mesmo quando não está florida, o verde de suas folhas nos acalma.
ALIMENTO: Como é bom saborear seus frutos… Que servem de alimento para homens e animais.
ABRIGO: Moradia para os pássaros e outras animais.
MADEIRA: Para móveis, celulose (papel), construções, óleosmedicinais, etc.
FOLHAS: Chás e óleos medicinais (algumas espécies), alimento para muitos animais, purificação do ar, reposição
de nutrientes no solo, etc.
UMIDECEM O AR: Parte da água que as árvores retiram da terra é liberada para o ar em forma de vapor, através
da transpiração.
ABAFAMO RUÍDO: As copas das árvores agrupadas minimizamo barulho na cidade e dos carros na rodovia.
PERMITE A INFILTRAÇÃO DA ÁGUA DAS CHUVAS: A camada de folhas em decomposição que se forma em cima do solo funciona como uma esponja absorvendo a água que cai de mansinho por entre a folhagem das copas.
PROTEGE O SOLO: A copa das árvores quebra o impacto das gotas de chuva evitando a erosão e, ao mesmo
tempo, o solo fica coberto por uma camada protetora de folhas e galhos secos.
CONTROLE DO CLIMA: A quantidade de vapor que as árvores colocam no ar vai ajudar a formar as nuvens de
chuva que depois caem sobre a própria região.
VALOR COMERCIAL: É representado pelo que pode ser vendido: seus frutos, casca, folhas e madeira.
BARRAGEM: Minimiza a velocidade do ar protegendo as casas contra ventanias e controla as pragas das
lavouras.
Você não precisa amar, basta não maltratar.
Respeite a vida, respeite as árvores
setembro 21, 2010 No Comments
Floresta preservada tem limites de resistência a seca
Artigo publicado na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos demonstra que até as florestas preservadas são afetadas pelos períodos de seca.
Manaus - Um artigo publicado nesta segunda-feira na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) comprova que as florestas preservadas são mais resistentes à seca do que áreas já degradadas, mas demonstra também que existem limites para esta resistência. O estudo oferece uma explicação sobre as divergências entre resultados de campo e dados obtidos por sensoreamento remoto sobre a absorção de carbono na Floresta Amazônia em períodos de estiagem.
Cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), da Universidade da Flórida (UF) e do Woods Hole Research Center (EUA) combinaram dados de sensoreamento remoto, com análises de campo e registros meteorológicos. Eles utilizaram um novo índice de vegetação (EVI), obtido por satélites, que demonstrou ser mais coerente com o análises de campo, feitas na Floresta Nacional do Tapajós.
Fonte: O Eco
Leia a reportagem completa aqui, ou veja o artigo (em inglês) aqui.
agosto 10, 2010 No Comments
Projeto de Reforma do Código Florestal preocupa ambientalistas
A reforma do código florestal preocupa pela redução das áreas protegidas por lei, e também pela possibilidade de anistiar áreas que foram desmatadas ilegalmente.
| Reforma do Código Florestal antecipa mais catástrofes para o Brasil
Por Fabiana Frayssinet, da IPS |
Rio de Janeiro, 25/6/2010 – Enquanto as autoridades contam os mortos e o prejuízo econômico pelas chuvas no Nordeste, um projeto em discussão no Congresso Nacional para modificar o Código Florestal pode potencializar os eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes. A proposta, cuja votação em uma comissão especial da Câmara está prevista para o dia 28, foi apresentada pelo deputado Aldo Rebelo do Partido Comunista do Brasil.
Diante do avanço dessa iniciativa, 13 organizações ambientais manifestam sua preocupação em uma carta aberta dirigida aos candidatos à presidência. “É um retrocesso histórico” em relação ao código de 1965 ainda em vigor, alertou em entrevista à IPS Rafael Cruz, da organização ambientalista Greenpeace. Os ativistas alertam sobre os possíveis prejuízos de declarar a anistia, como propõe a iniciativa, para o desmatamento ilegal em mais de 40 milhões de hectares de savanas e florestas da Amazônia, verificado após 1996.
Uma anistia que, alertam, corresponde a 14,6 bilhões de toneladas de CO² emitidas ilegalmente. Rebelo argumenta que é preciso reformar o Código Florestal porque prejudica a agricultura e com isso a provisão de alimentos para os mais necessitados. O projeto de reforma também propõe que cada Estado possa, a seu critério, reduzir até 50% os limites definidos pela legislação federal nas áreas de preservação permanente (APP) que correspondem às florestas protetoras de cursos de água em margens de rios, lagos e mananciais.
Outra modificação considerada “grave” pelos críticos é a dispensa de exigência de reserva legal para imóveis de até quatro módulos fiscais (até, aproximadamente, 150 hectares) em todo o país. “Isso pode significar, somente na floresta amazônica, a eliminação da reserva legal de até 70 milhões de hectares”, diz a carta. Com base na suposição de que metade dessas áreas já esteja desmatada, “ainda assim o projeto retira a proteção legal de pelo menos 35 milhões de hectares de florestas”, acrescenta a carta.
Segundo as organizações, se a iniciativa for adiante, será permitido liberar 12,8 bilhões de toneladas de CO² armazenados na selva amazônica. Uma emissão que corresponde a três vezes a meta brasileira de redução de emissões de gases contaminantes que causam o aquecimento global por causa do desmatamento. Essa pauta foi apresentada pelo Brasil em dezembro, em Copenhague, na 15ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-15).
A mobilização contra a proposta começou antes da chegada das fortes chuvas que causaram transbordamento de rios, inundações e desabamentos esta semana nos Estados nordestinos de Alagoas e Pernambuco. Até ontem, o saldo parcial indicava 44 mortos, 600 desaparecidos e centenas de milhares de pessoas afetadas de diversas formas. Cruz afirmou que as modificações propostas “abrem brechas para o desmatamento do princípio ao fim”.
Tragédias como as do Nordeste “são um exemplo do que pode ocorrer com o aumento do desmatamento, e, no caso do Brasil, com as florestas tropicais como um todo”, destaca o ambientalista. Cruz também recordou que no país o desmatamento responde por 75% das emissões de gases-estufa, que provocam o aquecimento global. Com o que qualifica de “código de desmatamento” a tendência seria aumento “desses eventos climáticos extremos”, como chuvas torrenciais fora de época e em quantidade acima da média habitual, acrescentou.
Um cálculo do Greenpeace, que Cruz considera “conservador”, alerta que, no caso de serem aprovadas as mudanças, serão desmatados 85 milhões de hectares. A opinião é compartilhada por Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de conservação do Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil). O especialista em ecologia chama a atenção para o agravamento de desastres naturais do tipo desmoronamento de terra e mais chuvas, como ocorreu em Santa Catarina em anos recentes. No caso de a iniciativa de reforma do Código Florestal prosperar, antecipa-se “eventos climáticos extremos com mais frequência e força”, disse.
Márcia Hirota, do SOS Mata Atlântica, destacou à IPS que precisamente as áreas mais afetadas de Pernambuco e de Alagoas ficam em área de Mata Atlântica, cujo bioma ocupa 1,3 milhão de quilômetros quadrados, equivalente a quase 15% do território brasileiro, englobando 17 Estados.
Dados da SOS Mata Atlântica e do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que originalmente esse ecossistema chegava a ocupar 18% do Estado de Pernambuco, enquanto hoje está em apenas 13%. Da mesma forma, 53% do Estado de Alagoas estava coberto por essa floresta tropical úmida, e agora está presente em 10%. Hirota, que acaba de regressar do Nordeste, disse que as populações mais afetadas pelas chuvas estão exatamente nas margens de rios totalmente desmatados, embora o Código Florestal em vigor estabeleça a distância de 30 metros de proteção.
Isso contribuiu para o transbordamento de rios e represas, com bairros inteiros desaparecendo sob as águas. Hirota descreveu cenas trágicas que presenciou. Muita gente desaparecida, famílias que perderam casa e tudo o mais, contou. Por isso, considera que a proposta de Aldo Rabelo “vai totalmente na contramão da realidade que vivemos e vai piorar ainda mais a situação”. Recorda outras catástrofes com as que atingiram este ano Rio de Janeiro e Niterói, onde as populações mais afetadas foram as que ocupavam irregularmente áreas de encostas e desmatadas.
“É importante estar alerta porque não podemos perder mais vidas”, disse Hirota, ao explicar que em situações como estas fica confirmado que a legislação ambiental não é “para proteger árvores e bichinhos, mas também para garantir a segurança e o direito à vida das pessoas”. A ativista considera que, nessas circunstâncias, não basta que o governo retire as pessoas das áreas de risco mas que as leve a “locais seguros onde possam viver com dignidade”. Por sua vez, Scaramuzza propõe que se invista em ações como reflorestamento das áreas dos rios.
Dados do Ministério do Meio Ambiente, citados pela advogada Paula Lavratti, do Instituto Direito por um Planeta Verde (IDPV), indicam que mais de um milhão de pessoas foram afetadas por algum tipo de desastre natural entre 2000 e 2007. Os ambientalistas atribuem a ofensiva contra o Código Florestal à “bancada ruralista”, grupo de deputados que defende os interesses dos latifundiários e empresários agropecuários na Câmara. Por isso, querem adiar até depois das eleições a votação. “O temor é que negociem a floresta por votos”, manifesta Cruz, ao alertar que “já tem gente esperando para ligar a motosserra se o novo código for aprovado”.
junho 25, 2010 2 Comments
Minhocário de Apartamento
Uma boa iniciativa na criação de um minhocário, para aproveitar os resíduos orgânicos produzidos em uma residência, está sendo apresentada no blog Minhocário de Apartamento.
Vale a pena dar uma conferida, é uma ótima solução para reduzir a quantidade de resíduos, reaproveitar o lixo e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
maio 25, 2010 No Comments
Resíduos radioativos também são um problema
Os resíduos provenientes das operações nucleares são extremamente contaminantes, na maioria das vezes não podem ser tratados, exigindo que sejam dispostos na natureza. Se essa disposição final não for realizada corretamente, corre-se um risco grande de contaminar todo o ambiente ao redor. Uma padronização nesta disposição, adotada por todos os países que produzem resíduos radioativos, pode minimizar esses problemas.
Especialistas alertam para os perigos do lixo nuclear
Por Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
Aiea diz que falta aproximação internacional mais uniforme para resolver a questão dos resíduos radioativos; norma global de segurança tem sido desenvolvida nos últimos três anos.
O lixo nuclear e os métodos de disposição de resíduos é um dos problemas mais urgentes do setor.
Segundo o chefe do escritório de Resíduos e Segurança Ambiental da Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, Didier Louvat, soluções técnicas existem e são seguras mas ainda falta uma aproximação internacional mais uniforme para resolver a questão.
Resíduos
O assunto foi debatido durante conferência internacional na cidade do Cabo, na África do Sul, que reúne até sexta-feira, 18 de dezembro, especialistas em segurança nuclear e radiação de várias regiões do mundo.
O representante da Aiea fala em benefícios para uma abordagem mais homogênea em relação aos resíduos nucleares, já que dezenas de países avançam para o licenciamento de instalações de armazenamento geológico.
Um padrão internacional de medidas de segurança para o lixo radioativo tem sido desenvolvido nos últimos três anos, e sua aprovação e adoção está prevista ainda para o final de 2009.
Norma
A norma abrange a disposição de lixo nuclear perto de superfícies de qualquer tipo, incluindo as consideradas de baixo nível radioativo e para o processamento de mineração e minerais.
A medida também trata dos resíduos de nível intermediário e alto, colocados em profundidade a centenas de metros abaixo do solo. A Aiea afirma que vai preparar um guia adicional de segurança sobre o assunto.
Para ouvir esta notícia clique em: http://downloads.unmultimedia.org/radio/pt/real/2009/0912171i.rm ou acesse:http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/174050.html
janeiro 29, 2010 No Comments
Lixo que gera energia
Um dos principais problemas resultantes da ocupação humana nas cidades é a grande quantidade de lixo produzida. Como é praticamente impossível reduzir a zero a emissão de resíduos em todas as cidades, é necessário preocupar-se em reduzir ao máximo, e em fazer uma correta disposição final do que não for reciclável . Em grandes metrópoles os investimentos necessários para construção de um aterro sanitário são vultosos, e qualquer reaproveitamento que possa ser feito é benéfico. Aproveitar os gases produzidos em decorrência da decomposição dos resíduos sólidos, para gerar energia, é uma das alternativas.
Energia do Lixo
O gás resultante da decomposição do lixo no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, será usado como combustível. Um acordo assinado entre empresas, a prefeitura do Rio e o governo do Estado prevê que 200 mil metros cúbicos diários de gás metano sejam utilizados como fonte de energia pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.
A empresa Gás Verde processará o gás que será retirado da montanha de lixo. Ela vai separar o gás carbônico do metano. Um duto de 6 quilômetros levará o combustível até a Reduc. A previsão é que a produção se inicie até o final deste ano. Segundo a Gás Verde, a reserva de gás do aterro deverá durar pelo menos 15 anos.
O uso do gás, que iria parar na atmosfera, também renderá créditos no mercado internacional de carbono. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parte do dinheiro obtido com a venda do gás será revertida para as prefeituras de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro (operadora do aterro), a projetos ambientais e a um fundo para catadores de lixo do aterro sanitário.
“O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros da América Latina. Durante 30 anos, mais de 9 milhões de pessoas colocaram lixo lá. Isso é um dos emissores de gás do efeito estufa da Região Metropolitana. Ao capturar isso e transformar em gás natural, vamos deixar de emitir centenas de milhares de toneladas de CO2″, disse Minc.
Segundo o ministro, essa é a primeira grande ação brasileira de combate ao aquecimento global, desde a sanção da Lei do Clima, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2009. Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio e responsável pelo aterro, o Jardim Gramacho deverá ser fechado em dois anos, mas a produção de gás continuará depois disso, devido ao acúmulo de lixo por anos.
Por Vitor Abdala – Agência Brasil
janeiro 27, 2010 3 Comments
Conceito de Poluição
Com o homem e sua atividade industrial, apareceu a poluição ambiental. O descobrimento do fogo e a consequente poluição do ar, assim como a salinização e o esgotamento de terras agrícolas foram as causas do primeiros impactos negativos do homem sobre o meio ambiente. Durante o Império Romano, com a construção da “Cloaca Máxima”, sistema de evacuação de esgotos de Roma, o homem fez o primeiro intento de atenuar o efeito negativo da civilização sobre o meio ambiente. Etapas posteriores de descaso ambiental caracterizaram-se por epidemias de pestes e frequentes episódios de poluição em Londres, o berço da revolução industrial, com milhares de mortes. Embora não tenha sido até meados deste século quando a carga de poluentes ultrapassou a capacidade natural de “tratamento” da natureza e começaram a se agravar os problemas ambientais, passando de locais e regionais, a problemas de caráter global.
Vamos definir, primeiramente, o conceito de poluição:
Poluição ambiental: É a degradação do ambiente, ou seja, mudanças nas características físico-químicas ou biológicas do ar, água ou solo, que afetam negativamente a saúde, a sobrevivência ou as atividades humanas e de outros organismos vivos.
A Lei n° 6.938, de 31/07/81, que trata da Política Nacional de Meio Ambiente, define a poluição como sendo “A degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, criem condições adversas às atividades sócio-econômicas, afetem desfavoravelmente a biota, afetem condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente e lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos”.
Tipos de poluição (em função do tipo de poluente):
- Poluição física;
- Poluição química;
- Poluição físico-química;
- Poluição bioquímica;
- Poluição radiativa.
É indiscutível que a aplicação da ciência e da tecnologia tem conduzido à melhora no nível de vida da população, pelo menos para uma parte da população do planeta, o que caracteriza-se por:
- Acréscimo da quantidade e qualidade da produção de alimentos.
- Desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação.
- Desenvolvimento da construção de moradias.
- Mecanização e automação dos processos produtivos (aumento da produtividade e redução do tempo de trabalho).
- Desenvolvimento de sistemas para o fornecimento de água potável e para o tratamento de efluentes líquidos.
- Eliminação de muitas doenças contagiosas e desenvolvimento de tratamentos efetivos para outras.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, tem provocado efeitos nocivos sobre o meio ambiente:
- Mudanças climáticas.
- Perda de terras cultiváveis (desertificação).
- Desmatamento
- Poluição de rios, lagos e mares.
- Poluição do solo e das águas subterrâneas.
- O smog fotoquímico e a poluição do ar nas cidades.
Assim, aparece como um problema vital, conciliar o desenvolvimento e as vantagens de um modo de vida aceitável, com a conservação do meio ambiente.
janeiro 18, 2010 11 Comments
Analfabetismo Científico e os Problemas Ambientais
… As conseqüências do analfabetismo científico são muito mais perigosas em nossa época do que em qualquer outro período anterior. É perigoso e temerário que o cidadão médio continue a ignorar o aquecimento global, por exemplo, ou a diminuição da camada de ozônio, a poluição do ar, o lixo tóxico e radioativo, a chuva ácida, a erosão da camada superior do solo, o desflorestamento tropical, o crescimento exponencial da população…
Carl Sagan, “O mundo assombrado pelos demônios”, Companhia das Letras, 1997
Conhecer o que acontece em nosso planeta faz parte da solução dos problemas ambientais que nos afligem. O aquecimento global, a poluição marinha, a disposição incorreta dos resíduos sólidos nos solos e o consumismo desenfreado causam impactos, e são agravados por eles mesmos, num círculo vicioso, e completamente distante do conceito de desenvolvimento sustentável.
Ignorar o que acontece (o tal do analfabetismo científico citado por Sagan) pode parecer a solução mais fácil, pois dispensa-nos das resposabilidades pelo que fizemos e fazemos na nossa casa, no nosso planeta TERRA. Mas não é a solução correta, como a consciência de cada um diz.
O correto é erguer a cabeça, aceitar nossos deveres, e lutar para resolver os problemas ainda passíveis de solução. Mesmo em pequenos gestos, com pequenas mudanças na nossa rotina, podemos fazer algo para mudar nosso futuro comum.
janeiro 15, 2010 No Comments
