Hidrelétrica de Belo Monte: Impactos Ambientais

O texto abaixo discute os possíveis impactos ambientais da construção da Hidrelétrica de Belo Monte (terceira maior hidrelétrica do mundo) no Pará.

Vale a pena ler e se inteirar da questão sobre todos os seus aspectos, que são muito bem esclarecidos pelos autores. A informação de qualidade é essencial para a tomada de decisões seguras.

Será que o Brasil precisa de Belo Monte?

CI-Brasil (Ong Conservation International – Brazil) divulga posicionamento sobre hidrelétrica; a ONG trabalha com índios Kayapó há mais de 18 anos.

Contexto: O projeto ressurge como uma obra estratégica, apresentada por meio de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) de mais de 20 mil páginas, como a possível terceira maior hidrelétrica do mundo, perdendo apenas para a usina Três Gargantas (China) e para Itaipu (Brasil-Paraguai).
A hidrelétrica de Belo Monte propõe o barramento do rio Xingu com a construção de dois canais que desviarão o leito original do rio, com escavações da ordem de grandeza comparáveis ao canal do Panamá (200 milhões m3) e área de alagamento de 516 km2, o equivalente a um terço da cidade de São Paulo.

Questão energética: A UHE de Belo Monte vai operar muito aquém dos 11.223 MW aclamados pelos dados oficiais, devendo gerar em média apenas 4.428 MW, devido ao longo período de estiagem do rio Xingu, segundo Francisco Hernandes, engenheiro elétrico e um dos coordenadores do Painel dos Especialistas, que examina a viabilidade da usina.   Em adição, devido à ineficiência energética, Belo Monte não pode estar dissociada da ideia de futuros barramentos no Xingu. Belo Monte produzirá energia a quase 5.000 km distantes dos centros consumidores, com consideráveis perdas decorrentes na transmissão da energia.

Esse modelo ultrapassado de gestão e distribuição de energia a longas distâncias indica que o governo federal deveria planejar sua matriz energética de forma mais diversificada, melhor distribuindo os impactos e as oportunidades socioeconômicas (ex.: pequenas usinas hidrelétricas, energia de biomassa, eólica e solar) ao invés de sempre optar por grandes obras hidrelétricas que afetam profundamente determinados territórios ambientais e culturais, sendo que as populações locais, além de não incluídas nos projetos de desenvolvimento que se seguem, perdem as referências de sobrevivência.

Questão ambiental: A região pleiteada pela obra apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora. No caso dos animais, o EIA aponta para 174 espécies de peixes, 387 espécies de répteis, 440 espécies de aves e 259 espécies de mamíferos, algumas espécies endêmicas (aquelas que só ocorrem na região), e outras ameaçadas de extinção. O grupo de ictiólogos do Painel dos Especialistas tem alertado para o caráter irreversível dos impactos sobre a fauna aquática (peixes e quelônios) no trecho de vazão reduzida (TVR) do rio Xingu, que afeta mais de 100 km de rio, demonstrando a inviabilidade do empreendimento do ponto de vista ambiental. Segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa. Essa biodiversidade é devida inclusive às barreiras geográficas das corredeiras e pedrais da Volta Grande do Xingu, no município de Altamira (PA), que isolam em duas regiões o ambiente aquático da bacia. O sistema de eclusa poderia romper esse isolamento, causando a perda irreversível de centenas de espécies.

Outro ponto conflituoso é que o EIA apresenta modelagens do processo de desmatamento passado, não projetando cenários futuros, com e sem barramento, inclusive desconsiderando os fluxos migratórios, que estão previstos nos componentes econômicos do projeto, como sendo da ordem de cerca de cem mil pessoas, entre empregos diretos e indiretos.

Questão cultural e impactos da obra sobre as populações indígenas: O projeto tem desconsiderado o fato de o rio Xingu (PA) ser o ‘mais indígena’ dos rios brasileiros, com uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicos vivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povos e das culturas milenares que lá sempre residiram.

O projeto, aprovado para licitação, embora afirme que as principais obras ficarão fora dos limites das Terras Indígenas, desconsidera e/ou subestima os reais impactos ambientais, sociais, econômicos e culturais do empreendimento. Além disso, é esperado que a obra intensifique o desmatamento e incite a ocupação desordenada do território, incentivada pela chegada de migrantes em toda a bacia e que, de alguma forma, trarão impactos sobre as populações indígenas.

Como já exposto, o Trecho de Vazão Reduzida afetará mais de 100 km de rio e isso acarretará em drástica redução da oferta de água.  Os impactos causados na Volta Grande do Xingu, que banha diversas comunidades ribeirinhas e duas Terras Indígenas – Juruna do Paquiçamba e Arara da Volta Grande, ambas no Pará -, serão diretamente afetadas pela obra, além de grupos Juruna, Arara, Xypaia, Kuruaya e Kayapó, que tradicionalmente habitam as margens desse trecho de rio. Duas Terras Indígenas, Parakanã e Arara, não foram sequer demarcadas pela Funai. A presença de índios isolados na região, povos ainda não contatados, foram timidamente mencionados no parecer técnico da Funai, como um apêndice.

A noção de afetação pelas usinas hidrelétricas considera apenas áreas inundadas como “diretamente afetadas” e, por conseguinte, passíveis de compensação.   Todas as principais obras ficarão no limite das Terras Indígenas que, embora sejam consideradas como “indiretamente afetadas”, ficarão igualmente sujeitas aos impactos físicos, sociais e culturais devido à proximidade do canteiro de obras, afluxo populacional, dentre outros. O EIA desconsidera ou subestima os riscos de insegurança alimentar (escassez de pescado), insegurança hídrica (diminuição da qualidade da água com prováveis problemas para o deslocamento de barcos e canoas), saúde pública (aumento na incidência de diversas epidemias, como malária, leishmaniose e outras) e a intensificação do desmatamento, com a chegada de novos migrantes, que afetarão toda a bacia.

Polêmicas: O processo de licenciamento da UHE Belo Monte tem sido cercado por polêmicas, incluindo ausência de estudos adequados para avaliar a viabilidade ambiental da obra, seu elevado custo, a incerteza dos reais impactos sobre a biodiversidade e as populações locais, a ociosidade da usina durante o período de estiagem do Xingu, e a falta de informação e de participação efetiva das populações afetadas nas audiências públicas.

No final de dezembro de 2009, os técnicos do Ibama emitiram parecer contrário à construção da usina (Parecer 114/09, não publicado no site oficial), onde afirmam que o EIA não conseguiu ser conclusivo sobre os impactos da obra: “o estudo sobre o hidrograma de consenso não apresenta informações que concluam acerca da manutenção da biodiversidade, a navegabilidade que garante a segurança alimentar e hídrica das populações do trecho de vazão reduzida (TVR) e os impactos decorrentes dos fluxos migratórios populacionais, que não foram dimensionados a contento”. A incerteza sobre o nível de estresse causado pela alternância de vazões não permite inferir com segurança sobre a manutenção dos estoques de pescado e das populações humanas que desses dependem, a médio e longo prazos. Ainda segundo o parecer técnico, para “a vazão de cheia de 4.000m3/s, a reprodução de alguns grupos de peixes é apresentada no estudo como inviável”, ou seja, o grau de incerteza denota um prognóstico extremamente frágil.

No início deste ano (01/02/10), o governo federal anunciou a liberação da licença prévia para a construção da UHE Belo Monte sob 40 condicionantes, nem todas esclarecidas. A licença foi liberada num tempo recorde e o leilão, que deveria acontecer em abril, foi adiantado para o início de março deste ano. Como a única voz dissonante, o ministro do Meio Ambiente enfatizou a concessão de R$1,5 bilhão como medidas mitigatórias ao projeto, um valor relativamente pequeno em relação ao custo estimado da obra (R$30 bilhões) e incerto para os impactos que ainda se desconhece.
Vale lembrar que uma bacia e seus povos repletos de história e diversidade social, ambiental e cultural nunca terão preço capaz de compensar tamanha riqueza.

Fonte: Resumido de Envolverde/SOS Mata Atlântica
© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

121 comentários em “Hidrelétrica de Belo Monte: Impactos Ambientais

  1. oi amigos nos precisamos da barragem e eu tenho a soluçao para salvar doda fauna de modo economico nunca antes tentado se a direçao da barragem tiver enteresse e so entrar emcontato estou em capinas sp

  2. Sou contra a construção de Belo Monte, na minha concepção não é um projeto viável e a forma como ele está sendo “imposto” (quebrando normas, violando direitos humanos e os da natureza, com EIA/RIMA superficial), tende a trazer muitos problemas paras as comunidades da região. Sou bióloga e me preocupo muito também com a perda de informação biológica, que é extremamente importante para a sociedade. Além disso os impactos indiretos, como o desenvolvimento industrial, agricultura e pecuária na região irá aumentar os desmatamentos e hoje sabemos o quanto o bioma é importante para a manutenção climática. Quanto mais desmatamentos houverem, fenômenos climáticos tendem a aumentar e provocar mais danos em diversos países, a começar pelo Brasil. É claro que há outros problemas que provocam desmatamentos, mas não devemos justificar erros com outros erros. Está mais do que na hora da população “refletir e agir”, e que não necessitamos somente de “energia”, necessitamos também da natureza, da água (sem elas definhamos…), de floresta…dentre tantos outros recursos. Debate nacional é o que deveríamos elencar, a população não pode simplesmente ignorar outros aspectos que estão em jogo, a energia é necessária, com toda certeza, mas é preciso um melhor planejamento para obtenção deste recurso, levando os custos sócios-ambientais como aspectos extremamente relevantes e que devem ser “devidamente” considerados. E hoje (24/01/12) me deparo com a notícia de que várias condicionantes que o consórcio Norte Energia já teria de ter colocado em prática não sairam do papel, o que considero total “desrespeito” com a sociedade local.

  3. Dado que temos tantos entendidos no assunto, qual é a solução para a crescente necessidade energética do Brasil? Dentro de dez anos, é estimado que o consumo de energia no país dobre. A energia hidrelétrica é a mais barata e mais viável de todas: a solar ocupa muito espaço (para a produção da mesma quantidade de energia) e é, comparativamente, mais cara. A eólica não é uma fonte de energia confiável, dado que se baseia no vento (algo que, convenhamos, não é algo previsível). A nuclear traz consigo diversas adversidades (especialmente para um grupo de cultos como o que temos aqui que se preocupam tanto com a biodiversidade e os impactos ambientais). A energia nuclear, invariavelmente, produz resíduos que são prejudiciais ao meio ambiente. A energia hidrelétrica, por outro lado, é limpa e não traz malefícios ao ambiente. A energia termelétrica também apresenta adversidades semelhantes à nuclear (em relação ao meio ambiente, ela, ao elevar a temperatura para a produção de energia, eleva também a temperatura média do meio ambiente ao redor da indústria).
    Avaliemos então o custo-benefício do projeto. Estima-se que ele custará cerca de R$25,8 bilhões (em uma das mais pessimistas estimativas). Desse total, R$3,7 bilhões serão destinados à investimentos em infra-estrutura na região. Outra estimativa avalia que o custo será de R$19 bilhões. O valor da dívida que o Banco Central perdoou para alguns bancos em setembro de 2011. Além disso, o retorno anual da construção de Belo Monte será de R$40 bilhões. Ou seja, mais do que o suficiente para que os custos sejam justificados.
    Partamos para os benefícios diretos da usina. A criação de empregos, por exemplo. Em Itaipu, em números de janeiro de 2012, tem 3423 funcionários. Para a criação de Itaipu, foram necessários mais de 40 mil trabalhadores. Em certos momentos, foram contratados cerca de 5 mil trabalhadores por mês. Após a construção, esses mesmos trabalhadores terão condição de trabalhar em outros locais, pois eles já terão experiência com tal atividade. Consideremos o fato de que haverá o investimento em infra-estrutura. Os moradores da região terão então acesso a educação melhor do que tem hoje. Saneamento básico e saúde são dois aspectos que não é nem necessário mencionar, de tão óbvio as suas necessidades. E, como já foi especificado por meio de projetos (como o Plano de Inserção Regional) determinados pela própria Eletronorte, a responsável pela construção da usina, estas serão áreas que receberão investimentos.
    As famílias que serão realocadas não perderão com essa mudança. Será uma mudança de ares e será necessária uma nova adaptação. Mas em compensação, essas famílias receberão terras e habitações que, infelizmente dadas as condições atuais de vivência das mesmas, será até melhor do que as que eles vivem hoje. Os indígenas então passam a ser a desculpa. “Eles estão sendo ignorados”, afirmam os desinformados. Não estão. Existem, caso alguém se preocupe em pesquisar ao invés de fazer comentários sem fundamentos, documentos em vídeo e áudio de entrevistas com os indígenas na qual eles discorrem sobre Belo Monte. Alguns são contra a construção, outros são a favor. Não podemos avaliar tudo de um ponto de vista apenas. Quando os grupos que vocês estão tentando defender não apóiam o que vocês crêem que eles deveriam apoiar, o que fazer?
    A questão da fauna e da flora também preocupa? A área alagada pela usina da Belo Monte corresponde apenas à área alagada todos os anos por causa das enchentes no período de chuvas. A área desmatada será apenas o equivalente à área desmatada (ilegalmente) em dois meses durante o ano de 2010, ou apenas duas semanas do ano de 2004. E mesmo assim, esses fatores não geraram conflito com a população, mas o desmatamento legal, consciente e amenizado por meio de investimentos para a restituição da área desmatada, para beneficio da população, há de causar transtornos, certo?
    Tão logo vemos que o objetivo com toda essa polêmica não é o de impedir a construção de Belo Monte, que invariavelmente seria construída, ainda que não tão cedo. É simplesmente o de causar confusão desnecessária. Quem se preocupa com a área desmatada na Amazônia para fins ilegais? E ainda assim, querem discutir a construção de Belo Monte. Quem se preocupa com a falta de desenvolvimento no Norte e no Nordeste? E ainda assim, querem discutir Belo Monte. Quem se preocupa com toda a corrupção existente no Norte e Nordeste (não vamos tornar isso um problema nacional ainda, fiquemos em uma área menor)? E ainda assim, querem discutir Belo Monte. É por causa de fanfarrões e despreocupados que gostam de polemizar que ainda estamos presos a polêmicas como essa. Seria muito bom se deixássemos essas coisas que são em prol da população acontecerem e focássemos em criticar o que realmente requer criticas: a corrupção no governo, a desigualdade social, a falta de educação, saúde, saneamento básico, oportunidades. Tudo isso é deixado de lado quando nos deparamos com questões como essa. Que vergonha.

  4. eu sou super hiper mega contra esse projeto pois alem de prejudicar os proprios humanos vao prejudicar a nossa querida fauna.que tipo de governo e esse que a prova a destruiçao de sua propria especie?tenho vergonha dos politicos pois nos os colocamos la para fazer um paus mekhor e nao acabar com ele…………..

  5. o nosso governo é uma veeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrrrrrgonhaaaaaaaaaaaaaa.pois se voçes acha que isso e democracia seus corupidos sem alma sem coraçao ignorantes insensatos.isso e uma pouca vergonha estou mais do que desepcionada com vcs…………………..

  6. Todos nos sabemos, que obra deste porte tem sempre impacto ambienta, por menor que seja. Ela já foi bastante debatida e discutida, e isto já vem desde o tempo do Presidente Sr. José Sarney. Agora, querem paralisar a construção da Hidroelétrica e voltar a mesa para discuti-la novamente.
    Será que o governo chines ao construir a Hidroelétrica de Três Gargantas teve mais cuidados do que o governo brasileiro esta tendo. Na China foram desalojados quase l milhão de pessoas, fez desaparecer cidades, cemitérios, pontos históricos, e muitas outras coisas.
    Concluindo, parece-me que não !

  7. sr dilma pelo amor de deus ajuda essas familias que estao passando por essas dificuldades essa usina tem que voltar a funcionar para ver essas familias voltar a ser felizes com continuaçao dos seus empregos para manter seus lares e essa empresa progredir ainda mais e nao dispensar nenhum funcionario e manter o mesmo quadro de funcionario ????? obrigado bom dia????

  8. Em relação aos Impactos Ambientais relacionados ao empreedimento, os dados estabelecidos pelo EIA/RIMA não supriram nem mesmo as dúvidas do IBAMA quem dirá da sociedade. Triste é um empreendimento onde sua construção alagará e destruirá culturas milenares […]
    O Brasil precisa sim, é de uma política com visão em fontes renováveis de energia diversificada, como: eólica, biomassa, solar. Quando estivermos com o nosso Nordeste “cheio” de placas solares e nosso litoral abrangido por eólicas, ai sim, estaremos com nosso potencial energético exemplar.
    Sem falar de vários outros potenciais: queima do lixo, reciclagem, cogeração.
    É muito ridículo, reclamarmos de tudo que nosso políticos fazem de ruim e logo ao fim do ano votarmos nos mesmos sem ao menos terem um plano político de crescimento.
    Em relação as usinas hidrelétricas, a matriz brasileira com 75% hídrica, não nega nosso potencial para tal, porém, como já mencionado, deveríamos suprir também nossos demais potenciais antes mesmo de destruir nossa fauna e flora.

  9. Gostaria que todos aqui me respondessem uma pergunta muito simples.
    Quantos daqui, que gastaram tempo criticando o projeto, a estratégia do governo, a geração de energia hidroelétrica e principalmente o estudo de impacto ambiental aprovado pelo IBAMA, conhecem, de fato o projeto (sem entrar no mérito que o projeto atual já é muito diferente e menos impactante do que o aprovado pelo estudo ambiental), a região, o rio Xingu, os índios, os interesses pessoais de um polemico padre local que nem brasileiro é, a população envolvida, as ações e contrapartidas cobradas, em alguns casos com aplicação de severas multas por atraso, pelo IBAMA, as pessoas que tiveram as suas propriedades compradas por quantias antes inimagináveis (que hoje estão rindo a toa).
    Quantos tem conhecimento que a mesmo com a implantação da barragem o nível do rio não vai ultrapassar nunca o nível que atinge naturalmente em toda época de cheia anual. Que a porção que de fato vai ser inundada, está fora da calha do rio e é atualmente 90% ocupada por pastos instalados em áreas desmatadas irregularmente.

    Quantos de vocês, tiveram a boa vontade de ler, mesmo que pequenos trechos, do EIA/RIMA, considerado o maior estudo de impacto ambiental já realizado no Brasil, senão no mundo, com a participação de mais de quinhentos consultores. Ou participar das audiências públicas realizadas em várias cidades.

    Quantos aqui tiveram a oportunidade de ver e se emocionar ao ouvir os depoimentos de pessoasque foram atendidas pelo programa luz para todos no estado do Pará.

    Pois é, eu já estive lá várias vezes, conheço a população, os índios, o projeto, o rio e, de fato, não li o EIA inteiro, principalmente porque sou humilde para afirmar que não sou capaz de compreender muitas das informações de altíssimo nível técnico lá contidas, em temas que não me são familiares.

    Dito isto, desabafo com tranqüilidade, que nunca li/vi/ouvi tanta groselha exposta por pessoas que deveriam minimamente conversar com pessoas que tenham conhecimento técnico ou então, mais uma vez, humildemente se omitir de expor qualquer opinião sobre assuntos que não dominam, tem dúvidas, ou tem seu conhecimento baseada em outras opiniões partidas de pessoas com igual nível de ignorância que eventualmente e infelizmente por ossos do ofício publicam discrepâncias, informações tendenciosas-parciais-errôneas-inviezadas e principalmente polemicas, publicitárias e marketeiras sobre o assunto.

    Por fim, para nos tornarmos um país, mais igualitário e socialmente melhor, nao existe outra opção a nao ser desenvolver. Desenvolver é ter dinheiro em caixa para desenvolver mais programas sócio-ambientais, melhorar a saúde, ensino, segurança, saneamento, infra-estrutura, serviços, etc.

    Para isso precisa aquecer a economia, trazer e criar industrias, incentivar as nacionais.

    Alguém se lembra doa época dos apagões, que felizmente nunca mai ocorreram? E aí? Quem tinha coragem, brasileiro ou não, teria coragem de investir e empreender em um Brasil que deixava a desejar em um quesito tão básico?

    Ahh… Tem gente que diz com peito cheio: e a eólica e a solar, e a nuclear…. O recado é o mesmo vai conversar com as pessoas que moram perto de um campo eólico. Perguntem sobre o barulho insuportável, sobre a área desmatada, sobre os pássaros que morrem abatidos pelas hélices, sem falar na “excelente” estratégia de dar milhões para empresas gringas vir instalar os geradores aqui.

    Absolutamente tudo que faz parte do nosso cotidiano causa algum impacto ambiental. Quando temos 200 milhões de pessoas coexistindo com o meio a regra que vale e simplesmente relação custo-beneficio.

    Agora, se você não tem um bom conhecimento do que é Belo Monte, acha que não precisa ter, simplesmente discorda de tudo que eu falei porque: nao concordo e ponto! Desligue imediatamente o se celular, computador, geladeira, etc… etc… Porque, o cimento da sua residência veio de uma mina de calcário, todos os metais que estão a sua volta vieram de alguma forma de mineração, e a energia que alimenta tudo isso, pasmem não caiu do céu, provem de algum tipo de usina que certamente causou e/ou causa impacto no meio ambiente.

    É isso aí, jogue 90% das suas coisas fora, apague eternamente a sua luz, e principalmente:

    Não acenda uma vela porque esta vem de uma industria petroquímica e em nenhuma hipótese se mude para uma caverna pois existem grandes possibilidades de você causar um grande impacto na biota cavernícula ou mesmo sem a menor intenção causar a extinção de um pequeno inseto nunca descrito anteriormente.

    Fui!!!!

  10. Lembrando que fazer usinas de energia de biomassa, eólica e solar podem custar o dobro do que a Obra de Belo Monte irá custar, e não irá fornecer nem 1/3 de energia que a usina hidrelétrica irá fornecer…

  11. Apesar de ser morador da cidade de Altamira, acredito que falar sobre Belo Monte seja complicado… São imensos fatores a serem considerados para se obter êxito com este empreendimento.
    Como está previsto no EIA/RIMA um dos impactos que a área do empreendimento seja direto ou indiretamente afetada pelo empreendimento é o incremento populacional. Várias pessoas de todas as localidades do país se instalaram inicialmente aqui em Altamira, aumentou então a demanda por vagas nas escolas, por atendimento na saúde; mas o impacto atual na cidade mais forte é a inflação (imobiliária e alimentícia), imóveis que eram alugados por R$ 500,00 agora não são alugados por menos de R$ 2.000,00, a cesta básica é quase um assalto, a população hoje paga o dobro para se ter os mesmos produtos alimentícios que tinham em sua mesa. Isso não é nada comparado ao trânsito que está um terror, todos os dias morre três ou quatro pessoas atropeladas. A via pública simplesmente não comporta a quantidade de carros, caminhões e ônibus que circulam pela cidade; A geração de resíduos e o consumo de energia elétrica aumentaram significativamente, a quantidade de garis é inferior a necessária para se executar a limpeza das ruas e os apagões estão cada vez mais frequentes.
    O Brasil necessita de energia elétrica para se desenvolver e atualmente a melhor maneira de se obter energia é através da hidroeletricidade, por tanto é necessária a construção de Belo monte, mas o fato é que os responsáveis por esta obra estão deixando a desejar no quesito referente à mitigação dos impactos sejam sociais ou ambientais, a impressão que as pessoas têm é que as condicionantes impostas pelo IBAMA não estão sendo levadas em consideração (apesar de que a maioria delas é para serem executadas no decorrer da obra). A presença da gestão pública se faz necessária para que as benfeitorias previstas com essa usina realmente aconteçam, nesse período de troca de gestores, o meu desejo é que o próximo se empenhe ao máximo ao cobrar junto a NORTE ENERGIA e ou ao PDRS/XINGU que os mesmos trabalhem para que a implantação de Belo Monte aconteça mas sem causar grandes à população Altamirense.

  12. sinceramente se o povo não pensasse tanto em dinheiro essa usina nem passaria pela cabeça dos poderosos….
    e mais uma vez digo q ate o último rio secar e a última árvore for cortada os poderosos vão comer cédula e beber moedas pq é só oq eles vão ter no futuro,dinheiro no bolso pq água não vai ter mais e nem árvores……vamos pensar mais nos outros PELO AMOR DE DEUS….vamos provar que deus não fez esse mundo pra sofrimentos e sim pra praticarmos o AMOR,amor ao próximo,amor a natureza e tudo oq ele fez….vamos cuidar do nosso patimônio da nossa casa….NÃO A CONSTRUÇÃO BELO MONTE……

  13. wanderson, Castanhal-PA
    dêem uma olhada no site – http://movimentogotadagua.com.br/
    eles sao um grupo de pessoas e artistas que sao contra esse absurdo projeto dos ricos…pois isso não beneficiará os paraenses nem pessoas da classe media baixa…pois mesmo com a usina de tucurui pagamos uma absurda taxa de conta de energia… e com essa nova usina não diminuira a taxa da conta, e ainda por cima AUMENTARÁ AS TAXAS DE IMPOSTOS devido os altos gastos que será necessario para essa construção…
    devemos mostrar que no Pará tem pessoas intelectuais que estao bem informado nesse assunto e sabe se unir a projetos como o GOTA D’AGUA para tentar parar essa desgraça que esta preste a acontecer…

  14. wanderson- Castanhal-Pa
    vc ta por dentro desse assunto dos impactos socioambientais que a construção da usina de belo monte ira provocar???
    sabe por que vc naum sabe?
    devido a quase cesura da midia…
    tipo, a midia pensa que os paraenses não sao intelectuais, e para eles é gasto de dinheiro pôr em emissoras noticias para pessoas que eles classificam como ignorantes…
    devemos ser contra esse projeto…
    vc que fica horas no face book, pelo menos divulgue o site do movimento gota d’agua, que sao grupo de pessoas contra esse projeto de magnitude aburda para destruição
    site: http://movimentogotadagua.com.br/

  15. é triste saber que tal atitude possa vir a tornar realidade. enquanto tivermos a ganancia petista,a irresponssabilidade,a falta de patriotismo sim poderemos ver se concretizar tal discalabro. sou totalmente contra e torço para que isto não aconteça.

  16. para vcs que critica o projeto de belo monte indique uma alternativa energetica limpa e de menor custo do que a energia gerada por hidreletricas; que tal colocar nos projetos de vcs energia nuclear;a carvao;a disel;sei que estaria disendo sobre energia solar;aeolica hondas do mar, temos que saber o que estamos disendo para nao tornar nosso pai sem capacidade de competinçao pois somos um pais caro pela falta de infra-estrutura; por uma carga tributaria pesadicima.so digo e muito facio ir nas ideias desses grupos patrocinados por grades empresas americanas e europeias que na surdina compram as nossas terras a preço de banana;;;;;;;;;;;;

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