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Problemas ambientais: Hidrelétrica de Belo Monte

O artigo abaixo fala sobre os problemas ambientais que serão derivados da construção da Hidrelétrica de Belo Monte no Pará. Dá o que pensar! Muito dinheiro será gasto nesta construção, e é óbvio que existirão impactos ambientais negativos e outros positivos.

É impossível que o processo de licenciamento ambiental desta obra tenha realmente previsto todos os cenários que podem ocorrer, mas nem todos os estudos do mundo poderiam prever isso. A questão central é o que queremos, se queremos mais conforto, mais desenvolvimento, mais dinheiro sujo desviado de obras, então vamos construir mais hidrelétricas!

Mas se quiséssemos menos impactos ambientais, todo este dinheiro de Belo Monte poderia ser investido em eficiência energética e matrizes de energia renovável, como parques éolicos!

Belo Monte: solução burra para a geração de energia no Brasil

“Belo Monte é uma resposta medíocre para o desafio de gerar energia para o país”, diz Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace no Brasil.

Do ponto de vista ambiental, ela repete erros que o país cometeu no passado, alagando áreas de floresta relevantes para construir mega hidrelétricas. Itaipu afogou o Parque Nacional de Sete Quedas na década de 1970. Quarenta anos depois, Belo Monte vai provocar um desmatamento de 50 mil hectares em zona de mata, ainda razoavelmente conservada, em pleno coração da Amazônia.

O processo de liberação da obra mostra também como o licenciamento ambiental no Brasil andou para trás. Danem-se as necessidades técnicas e científicas do pessoal do Ibama que analisa os impactos de grandes obras no Brasil. Os recentes governos brasileiros fizeram muito para desacreditar o trabalho que envolve o licenciamento de grandes obras. Lula levou esse comportamento ao extremo e o transformou em refém dos seus desejos.

É Lula, e não a lei, quem agora define seus prazos. Qualquer resistência é recebida pelo presidente e seus ministros com uma ironia burra acerca da complexidade do trabalho dos técnicos. O argumento central é que a conservação da natureza atravanca o desenvolvimento. As 40 condicionantes impostas pelo Ibama para mitigar os efeitos ambientais da obra apenas aliviam os imensos impactos sociais e ambientais da obra. E seriam dispensáveis se o governo recobrasse os sentidos e percebesse que Belo Monte é uma obra desnecessária.

“Belo Monte também é símbolo de uma visão de desenvolvimento defasada”, prossegue Furtado. “Ela não agrega novas tecnologias, não embica o país para o futuro. É uma obra de cimento e aço, típica do século que passou. Além de antiga, Belo Monte, ela vai operar com um alto nível de ineficiência.” Longe dos principais mercados consumidores do país, a energia gerada em Belo Monte terá de ser enviada às regiões Sul e Sudeste do Brasil, produzindo enormes perdas.

Um estudo do Greenpeace realizado em 2007 com a assistência do Grupo de Energia da Universidade Politécnica da USP (GEPEA – USP) mostra que é possível atender à demanda de energia do país até 2050 com investimentos em geração que passem ao largo de tecnologias de grande impacto ambiental, como grandes hidrelétricas, usinas nucleares e termelétricas movidas a carvão ou óleo diesel. A ausência desses dinossauros energéticos seria suprida com a utilização de fontes de geração de energia renováveis modernas como eólica, biomassa e solar.

O cenário desse estudo aponta para uma produção de energia em 2050 em que a geração hidrelétrica responderia por 38% das necessidades do país. O restante viria de biomassa em suas diferentes formas de cogeração (cascas e bagaço, óleos vegetais e biogás), com 26% da geração total. A energia eólica entraria com 20% da geração e os painéis fotovoltaicos contribuiriam com 4%.

A matriz seria complementada com 12% de geração termelétrica a gás natural – que apesar de mais poluente do que qualquer geração renovável, ainda representa uma redução de emissão em relação às termelétricas a carvão e óleo combustível, completamente eliminadas da matriz nesse estudo do Greenpeace, juntamente com os reatores nucleares.

Além de claros benefícios ambientais, o estudo conclui uma matriz com esse perfil, mais moderno e menos dependente de apenas um tipo de geração de energia, também traria benefícios econômicos para o país, uma vez que seu custo completo, de R$ 537 bilhões, é R$ 117 bilhões aos cálculos do custo da matriz de referência usada pelo governo em seu Plano Nacional de Energia (PNE) para 2030.

No lugar de uma Belo Monte na Amazônia, o Brasil deveria por exemplo investir na criação de uma Belo Monte de vento no Nordeste, que gerasse empregos mais condizentes com o século 21 e desenvolvimento industrial de baixo carbono e alta qualidade.

“A usina de Belo Monte é uma prova, sobretudo, de como o Brasil enxerga o futuro pelo espelho retrovisor”, diz Furtado. “Ao invés de pensar a Amazônia como uma região para a expansão de mega usinas hidrelétricas, o governo deveria planejar o seu desenvolvimento de olho na floresta como um ativo de interesse mundial, que tem influência fundamental para o futuro da regulação do clima no planeta e que presta óbvios serviços ambientais à agricultura nacional.”

Fonte: Envolverde/Greenpeace

© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

12 comentários

1 cristina { 03.18.10 at 10:16 }

Difícil é entender pra que tanta propaganda em defesa do meio ambiente se na verdade o que mais vemos é o governo destruindo o mesmo e lubridiando a população que tudo aceita em nome do “avanço nacional”.

2 nih s2 { 05.06.10 at 18:48 }

é triste ver como a maioria das pessoas só pensa em dinheiro, mas a esperança é a ultima que morre. VAMOS LUTAR

3 Letícia NASCIMENTO { 06.27.10 at 20:28 }

A favor da construção da usina estão os argumentos clássicos apresentados nestes casos. A construção gerará empregos – que deixarão de existir ao final da obra, obrigando a liberação de novos créditos para uma obra seguinte. Quando a usina estiver funcionando, ela gerará empregos, embora poucos e não para os habitantes da área atingida. Os animais que vivem na área a ser inundada serão retirados, embora não se saiba exatamente o que será feito deles.

4 gaby { 09.25.10 at 11:28 }

existem tantos outros meios de conseguir energia!!!!
q absurdo!!
existem tantas manifestaçoes idiotas(marcha da maconha, parada gay…)
pq a gente num se organiza e faz uma contra essa hidreletrica q afetara milhares de familias, destruira a fauna a flora!
sacrificos, desastre ambiental, morte!para fazer com q nos pessoas civilidas e consumistas tenhamos energia para continuar consumindo e consumindo!!!!!!

5 Laurindo Pedrosa { 02.11.11 at 19:37 }

From: lepedrosa@hotmail.com
To: adcac_listadediscussao@yahoogrupos.com.br
Subject: REspondendo!!!!: [adcac_listadediscussao] Nota do painel de especialistas_Belo Monte
Date: Wed, 9 Feb 2011 11:59:34 +0000

Bom dia a todas e a todos!!!
 
Contribuindo com a reflexão!!!
 
Existe um ditado chinês no terminal rodoviário de Uberlândia/MG, que diz:
 
“Quando o dedo aponta para a lua, o medíocre olha para o dedo”  
 
A questão da discussão de Belo Monte – Eternamente “volta grande”  vai muito mais além do que a construção de mais um elefante branco, é uma opção de política de governo, atendendo os interesses dos monopólios privados para a transferência de recursos públicos para a iniciativa privada e a monopolização da água e da energia. Poderiamos ainda, discutir os impactos ambientais e sociais sinérgicos, prolongados e irreversíveis no tempo e no espaço. Vejam o que está ocorrendo com os rios do Cerrado, cabeceira e nascedouro das principais bacias hidrográficas brasileiras. O caso de Três Ranchos, com o lago de Emborcação: capacidade máxima instalada 1.195 mW e a geração média dos últimos 5 anos apenas 470 mW, ocorrendo um deplecionamento nas margens do lago sem precedentes. Isto é fruto do regime hídrico do Cerrado com estiagens cada vez mais prolongadas e as chuvas cada vez mais concentradas, (ver o IPCC) etc.. etc…  poderiámos falar em eficiência energética aproveitando os resíduos sólidos e líquidos industriais e urbanos (bioenergéticos), gerador em potencial de gás metano, um dos gases do efeito estufa etc… etc… poderiamos falar nas fontes mais abundantes de energia natural renovável presentes no território brasileiro: o vento e a solar… etc… etc… para que quiser saber mais pesquisar sobre a eficiência energética de Freiburg – Alemanha, a cidade do sol etc.. etc… a energia solar é a mais democrática e mais barata, pois quem consome – um consomidor residencial – é quem produz e em quantidade e qualidade etc… etc…  pois o Brasil, tendo a maior fonte energética renovável – a matriz monolítica da hidrelétricidade (?) e a mais barata (?) e a mais limpa (?) é o sexto em tarifa doméstica mais cara do mundo…  etc… etc… particularmente e neste contexto, ( já que não detenho o monopólio do saber e não pauto pela verdade absoluta), prefiro  a energia termonuclear, desde que as usinas atômicas sejam construidas ao lado do congresso nacional e do ministério das minas e energia e dos palácios dos governos e assembléias legislativas estaduais , pois se houver um acidente radioativo vão ser envolvidos homens, plantas e animais, pois no contexto dos prejuízos sócioambientais das hidrelétricas, somente a natureza e os reibeirinhos é que estão perdendo.  Ademais, “Barragens em rios da Amazonia e do Cerrado é crime contra a natureza, lute contra. Pois o crime não compensa!!!”
 
Obrigado pela atenção.
 
Prof. Laurindo Pedrosa Geografia    Campus Catalão/UFG

6 renata { 06.14.11 at 11:28 }

concordo!

7 sergio { 08.26.11 at 8:55 }

essas mesmas pessoas que criticam a contruçao de Belo Monte, nao oferecem alternativas pra demanda de energia que se faz necessaria, e daqui há alguns estao estarão fazendo prostestos em vias publicas reclamando do preço da energia ou de apagoes, são hipocritas que em defesa do meio ambiente, ao qual não terá perdas significativas, ficam obstruindo o avanço do país, porque nao se incomodam com os americanos que ficam invadindo nossas florestas e retirando ilegalmente exemplares de nossa fauna para pesquisas de todo genero.

8 LARA { 08.29.11 at 15:15 }

BEM TEM MUITA COISA MAIS E MUITO IMTERESAMTE

9 Agnaldo Pereira { 11.22.11 at 17:45 }

Ficar analisando impactos e criticar soluções para o desenvolveimento do pais deve ser mais simples do que vivenciar as necessidades da grande maioria do povo do nosso estado do Pará e do nosso País, por que esses que critica como o colega comentou anteriormente realmente não oferce a solução de tal situação. Gostaria que todas a pessoas enxerga-se um futuro de energia limpa, porque o impacto que se causa para a construção de Belo Monte a longo prazo dará pra suprir, acredito eu. Agora essas petroliferas e as grandes indrustias de países que poluem 24hs por dia ninguem critica, e ainda querem justificar que eles repôe com o crédito de carbono, bobeira, porque não prantão por lá mesmo e nos deixão produzir aqui.

10 Jonathan { 12.12.11 at 23:06 }

Que mal sou contra essa palhaçada deixa os povos indígenas em paz ! ;)

11 Erica c valente Rodrigues { 12.15.11 at 16:23 }

Antes de se construir uma usina hidreletrica deve-se pensar primeiramente nos pontos negativos. A construcao dessa usina trara grandes impactos Ambientais, primeiro muitas especies vegetais e animais existente nessa regiao simplesmente desaparecera, sem falar naquelas especies que ainda nem foram descobertas e nunca serao e quem sabe se essas especies nao seriam a cura de muitas doencas que ainda nao tem cura. Entao por que nao investir em fontes de energias renovaveis que agridem menos o meio Ambiente. Quando o Brasil abrir realmente os seus olhos nao existira mais florestas. E como sera o futuro das novas geracoes, sem florestas. Sabemos que sao as arvores os principais produtores de oxigenio, atraves do processo de fotossintese. Entao se nao existirem florestas como ocorrera esse processo de fotossintese.

12 regis rodrigues { 04.21.12 at 14:43 }

Este povo que esta teo preocupado em criar razoes e dezer que o impacto ambiental vai ser astonomico deveria saber que a amazonia e um floresta tropical totalmente homogenea. O que torna possivel ser transportadas estas especies de vegetais para areas que foi degradada para beneficio destes ociosos que fazem movimentos com faixas e cartazes usando materiais confeccionados com milhares de vegetais sequestrados da natureza, outros falam que e de reflorestamnto ou areas plantadas para este fim, o que no ponto de vita de pessoas inteligentes é um contracenso estas arvores em questao usadas para fazer este material para protesto sao muito mais prejudicial para o nosso solo do que o impacto ambiental que eles pregam pois no Brasil a floresta atlantica nativa nao aparece é menos de 5% e o resto é arvores trazidas do outro lado do mundo com fins politicamente economicos e o bando de ociosos nao implica com isso pelo contrario fomenta este tipo de atividade, vai na casa da maioria destes la vc encontra materiais nao ecologicamente corretos, o plantiu de eucaliptos e pinus em massa no Brasil, com a desculpa de nao derrubar arvores nativas, e um absurdo poie nao a mais matas nativas em potencial no Brasil, e Belo Monte nao vai desmatar toda a amazonia que compreende alguns estados brasileiro e outros paises, a industria de moveis e criaçao de animais desmatou muito mais a amazonia certo….. poderia eu falar eternamente contra este bandinho de ociosos que ao inves de trabalhar formam grupos para se promover e ter estatus entre os mesmos. obrigado

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