Chuva Ácida: definição, causas e consequências

Chuva ácida é o nome dado ao efeito atmosférico de quando a precipitação tem seu PH (que, geralmente, é em torno de 5,5) diminuído significativamente (para um PH menor que 4,5). É um problema ambiental emergente e bastante grave, e sua ocorrência, quase que em sua totalidade, é em metrópoles e cidades grandes, como São Paulo, Nova York, Pequim, Tóquio, entre outras.

As causas da chuva ácida englobam a liberação de gases por meio de veículos automotivos e por indústrias, que expelem, principalmente, dióxido de carbono (também chamado de gás carbônico) e dióxido de enxofre, que são gases com características ácidas e, neste caso, são originados através da queima de combustíveis fósseis.

As principais consequências deste problema ambiental são:

  1. Acidificação dos solos, que pode acarretar em prejuízos enormes nas lavouras;
  2. Acidificação da água, causando morte de peixes e outros seres marinhos e sendo também muito prejudicial à saúde das pessoas que entrarem em contato (podendo ser por ingestão ou banho) com esta água;
  3. Corrosão de monumentos históricos, já que os ácidos encontrados na precipitação reagem com os materiais desses monumentos (que são constituídos muitas vezes de mármore, bronze, calcários) e acabam desgastando e corroendo essas estruturas;
  4. Desmatamento, pois as gotas de chuva com um teor mais ácido podem destruir folhas e galhos, ao entrarem em contato e reagirem com eles, e prejudicar seriamente toda a árvore, corroendo partes do tronco e das raízes e comprometendo a integridade da mesma;
  5. Problemas cutâneos sérios, podendo causar variadas doenças e, em casos mais extremos, até câncer.

COMO SOLUCIONAR: Não há modos fáceis de solucionar este problema, apenas com leis ambientais mais rígidas, para controle de poluição atmosférica, e uma melhor fiscalização de automóveis e indústrias, para que as irregularidades sejam diminuídas e até erradicadas.

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Principais Problemas Ambientais do Brasil

O Brasil vem crescendo e se desenvolvendo a cada dia. Isso traz benefícios, especialmente economicamente. Mas também há a parte ruim nisso, ambientalmente falando, pois com maior desenvolvimento econômico, também há uma maior devastação ambiental.

Ambientalmente, o Brasil já vem tendo vários problemas ambientais há muito tempo, iniciando-se com o desmatamento intensivo dos colonizadores portugueses, passando mais tarde à mineração devastadora de muitas regiões do país (o que acabou esgotando os recursos de grande parte das áreas mineiradas), e, com o desenvolvimento de algumas substâncias químicas, ferramentas, maquinário e outras tecnologias, mais situações alarmantes com maiores danos foram emergindo no país.

As maiores preocupações ambientais no Brasil hoje em dia são:
• Desmatamento e queimadas;
• Poluição de corpos hídricos em geral (rios, lagos, mares);
• Danos permanentes ao solo pelo uso de pesticidas e outras substâncias danosas;
• Poluição atmosférica, causada por indústrias e automóveis;
• Chuva ácida, pelos mesmos motivos da poluição atmosférica;
• Entre outras preocupações.

Se não houver controle desses problemas, o desenvolvimento econômico e tecnológico, que parecia ótimo para o país, pode vir a tornar-se um verdadeiro caos no quesito ambiental, e continuar causando tragédias, vistas todo ano devido às chuvas devastadoras em alguns lugares e grandes secas em outros, influenciadas diretamente por problemas no meio ambiente.

As políticas ambientais deveriam ser mais rígidas, deveria haver mais fiscalização para tentar minimizar essas situações e a educação ambiental (que é a conscientização do povo em relação aos problemas encontrados) é essencial, pois os problemas atuais podem chegar a um estágio irreversível no futuro.

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Poluição Sonora: problema ambiental sério que não é dado seu devido valor

Imagine-se em um local lotado de pessoas, conversando entre si, com sons de construções ao redor, uma música em um volume alto no fundo. Você esta sendo sujeito à poluição sonora nesta situação, que nada mais é do que um barulho excessivamente alto (ou ruído) ou uma combinação de sons que incomodam às pessoas próximas às fontes deles, comprometendo a estabilidade do ambiente.

A poluição sonora pode ter suas origens em diversas fontes (tendo maior intensidade nos grandes centro urbanoss), sendo em indústrias e seu maquinário, sons de carros e motos passando e buzinando, canteiros de obras, concertos musicais, decolagem de aviões, entre outros. Esse tipo de poluição não é tão levada a sério quanto as poluições de rios e lagos, de solos, atmosférica, mas deveria, visto que é comprovado cientificamente que os danos auditivos que a poluição sonora acarreta podem ser graves e até irreversíveis, causando, em casos de maiores extremidades, surdez.

Existem algumas legislações criadas para o controle desta maneira de poluição, começando com a definição de poluição pelo inciso III do artigo 3º da Lei 6.938/81, que diz:

“Art. 3º Para fins previstos nesta Lei, entende-se por: III – poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;”

Sendo enquadrada na definição acima, a poluição sonora é vista como um crime ambiental, conforme a Lei 9.605/98, cujo objetivo é dispor sobre as penas consequentes de atos lesivos ao meio ambiente, e, de acordo com seu artigo 54º, é considerado crime “causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”.

Há também regulamentação de ruídos por automóveis pelo Código de Trânsito Brasileiro, que regula e pune os que não estão de acordo com as normas.

Para evitar tais situações prejudiciais, deve-se usar equipamentos específicos, como é o caso dos protetores auriculares para trabalhadores em locais com muito ruído, evitar locais com muito barulho, ouvir música em rádios ou aparelhos MP3 em um volume razoável e sempre seguir a lei.

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Cigarro: lixo que prejudica a natureza. Projeto que ensina o descarte correto.

Vale a pena ler o texto abaixo sobre o cigarro, um resíduo desprezado pela maioria, contudo muito importante do ponto de vista ambiental. Um projeto que mostra que o cigarro é também reciclável, e que vale a pena buscar o descarte correto deste resíduo.

Texto: “De cigarro a grama” – POR THAÍS HERRERO # Em Revista Página 22 – Maio 2012 

Em cestos de lixo especiais para bitucas está uma saída para o resíduo produzido pelos fumantes, que muitas vezes vai parar no chão. Nesse caso, a proposta é que pare na terra

Muito condenado e símbolo de malefícios à saúde, o cigarro encontrou uma forma de reduzir o peso de sua existência – pelo menos o peso do lixo que as bitucas representam nas ruas. No estado de São Paulo estão instalados vários cestos de lixo exclusivos para as pontas. De lá, elas são encaminhadas para a reciclagem. No final do processo, o que um dia foi cigarro vira uma espécie de adubo para recompor áreas degradadas.

O responsável pela iniciativa é o programa Coletor Ambiental, idealizado pelo publicitário Roberto Dias. Quando a lei antifumo [1] foi aprovada no estado de São Paulo, ele se deu conta de que colocar os fumantes nas calçadas poderia criar mais um problema: o lixo. E estava certo. Por falta de cinzeiros em alguns estabelecimentos e falta de consciência de muitas pessoas, um dos efeitos colaterais da medida foi o acúmulo de bitucas nas calçadas e sarjetas em frente a bares e restaurantes. “Se não há cinzeiros por perto, ninguém guarda o lixo no bolso ou procura onde descartá-lo. Vai parar no chão mesmo, entupindo esgotos e bueiros e chegando nos rios”, conta Dias.

[1] Em 2009 foi aprovada a lei que proíbe o consumo de cigarros e derivados do tabaco em locais fechados de uso coletivo, como bares, restaurantes, táxis e repartições públicas

Além de prejudicar o escoamento da água, as pontas de cigarros têm produtos químicos em sua composição – 20 delas tornam cinco litros de água impróprios para o consumo. E o descarte indevido aumenta os riscos de incêndio. Segundo o Corpo de Bombeiros do estado, 25% das ocorrências em áreas urbanas têm origem em pontas de cigarros jogadas acesas.

O lixo em questão não é pouco. Dias ressalta que, só na cidade de São Paulo, são 4 milhões de fumantes e, que segundo dados do Datafolha, cada um consome em média 5 cigarros por dia. “Se todo fumante colocar as pontas nos cestos coletores, são 20 milhões de bitucas a menos nas ruas a cada 24 horas”, diz. A meta do programa Coletor Ambiental é recolher 24 milhões de bitucas por dia. Sem apelo ao aumento do consumo de cigarros, claro.

As caixas coletoras de São Paulo são esvaziadas a cada quinze dias e o material viaja até a cidade mineira de Uberlândia, para a usina da Conspizza. Em um mês, são cerca de 8 toneladas de resíduo encaminhados. Lá, as bitucas passam por um processo de compostagem e os componentes tóxicos são retirados. O material resultante é misturado a um composto orgânico com resíduos vegetais e transformado em uma biomanta, que é usada na recomposição de áreas degradadas por construções e indústrias, por exemplo. Nessa biomanta, fora os restos de cigarro estão sementes de gramíneas e fertilizantes. Depois de 35 dias da aplicação, nasce grama no terreno, ajudando a fortalecê-lo.

O primeiro coletor de bitucas foi instalado em 2010 no prédio do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) de São Paulo. Hoje, outros 1.250 dispositivos estão em 580 pontos do estado, como shoppings centers, agências bancárias e hotéis. Roberto Dias planeja uma ampla expansão de seu programa até 2014. E as cidades de Santos, Taubaté e São José dos Campos serão as próximas a fazer parte. Também foi firmada uma parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e, até o fim de julho, os fumantes que frequentam as orlas das praias cariocas poderão depositar suas bitucas nas caixas ecologicamente corretas. “Na Copa de 2014, quero que todos os estádios que receberão os jogos tenham o coletor instalado”, almeja.

Apesar de ter idealizado o Coletor Ambiental, Dias não é fumante. Só trabalha para diminuir os danos que o lixo mal destinado gera no meio ambiente e melhorar a qualidade de todos os cidadãos. Ele conta que vários fumantes elogiam o projeto, dizendo que, já que vão jogar a bituca fora, que ela tenha um descarte e um fim mais ecológico. “O coletor é bom para o fumante, pois dá a destinação correta a sua bituca. É bom para o não fumante porque proporciona uma cidade mais limpa. E é bom para o planeta por tudo isso”, afirma.

Versão original em: http://pagina22.com.br/index.php/2012/05/de-cigarro-a-grama/

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O que é Pegada Ecológica? Como calcular a pegada ecológica?

A pegada ecológica de um país, estado, cidade ou pessoa, corresponde ao tamanho das áreas produtivas terrrestres e marinhas necessárias para sustentar determinado estilo de vida. Em outras palavras, seu cálculo mede a quantidade de hectares necessária para fornecer recursos naturais renováveis empregados na produção de alimentos, roupas, papel, madeira, energia e habitações.

No cálculo também estão englobadas as emissões de gás carbônico derivadas dos processos de consumo. Na esfera global, a GFN estima a pegada ecológica em 2,7 hectares globais por pessoa, número que supera em 50% a biocapacidade do planeta disponível para cada ser humano, medida em 1,8 hectare global por pessoa.

Por José Alberto Gonçalves Pereira – Revista Pág. 22 – Maio 2012

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Resíduos de Serviços de Saúde: Classificação e Gerenciamento

Dissertação de Mestrado “ESTUDOS VISANDO A ELABORAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DO
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS/UFMS” – 2010 por Marjolly Priscilla Shinzato

Os RSS são divididos em cinco grupos em função de suas características e consequentes riscos que podem acarretar ao ambiente e à saúde (BRASIL-ANVISA, 2004; BRASIL-CONAMA, 2005):

Grupo A – Potencialmente Infectante – engloba os componentes com possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção;

Grupo B – Químico – contém substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, devido às características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade;

Grupo C – Radioativo – quaisquer materiais que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear;

Grupo D – Comum – resíduos que não apresentam risco biológico, químico, ou  radiológico à saúde e ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares;

Grupo E – Perfurocortante – materiais perfurocortantes ou escarificantes.

As diferentes classes de RSS devem ser gerenciadas conforme suas características, sendo que os do grupo D podem ter manejo similar aos resíduos sólidos urbanos (RSU); os do grupo C devem ser gerenciados sob a supervisão da Comissão Nacional de Energia Nuclear
(CNEN); e os resíduos pertencentes aos grupos A, E e alguns do B, os quais podem ser enquadrados na categoria dos resíduos perigosos (classe I) da NBR 10.004 (ABNT, 2004), deverão receber tratamento adequado sob a responsabilidade de suas fontes geradoras, o que
não vem acontecendo, entre outros motivos, devido ao desconhecimento e irresponsabilidade dos profissionais, quanto ao correto manejo dos RSS gerados em suas atividades.

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