Minhocário de Apartamento
Uma boa iniciativa na criação de um minhocário, para aproveitar os resíduos orgânicos produzidos em uma residência, está sendo apresentada no blog Minhocário de Apartamento.
Vale a pena dar uma conferida, é uma ótima solução para reduzir a quantidade de resíduos, reaproveitar o lixo e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
maio 25, 2010 Sem comentários
Encenação do ciclo da água
Uma lição de pedagogia: a Encenação do ciclo da água! As crianças se divertem e aprendem encenando as diversas etapas do ciclo hidrológico!
Sensibilização de Educação Ambiental realizada em Mariápolis em 2008 por Osvaldo Esterquile Júnior e equipe.
Assista em: http://200.136.27.81/reportereco/videos
maio 21, 2010 Sem comentários
Pesquisa Você e o Meio Ambiente
Em pesquisa realizada entre os dias 26 de novembro e 01 de dezembro, em 2009, através de convites por e-mail pelo site Problemas Ambientais obteve resultados interessantes sobre o comportamento e as opiniões do público alvo perante algumas questões ambientais.
O público alvo foram pessoas com nível superior, ou pós graduação, com formação relacionada com a área ambiental. A idade média foi de 20 a 30 anos, com divisão igual entre sexos.
Em sua maioria, os entrevistados demonstram grande preocupação com as mudanças climáticas, e procuram conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar do meio ambiente.
Apesar disso, analisando as atividades ambientalmente corretas adotadas pelos entrevistados, nota-se que as mais corriqueiras são aquelas que demandam pouco esforço, e quase nenhum gasto extra (na maioria das vezes, economizando), como demonstrado no gráfico abaixo:
Atitudes que envolvem grandes custos iniciais não são adotadas pela maioria, como usar aquecedor solar. Assim como atitudes que envolvem significativo aumento no orçamento, como comprar produtos de origem local. Hábitos de conveniência, como a facilidade do transporte por automotores, retirar carregadores da tomada quando não estão em uso, ou recusar sacolas plásticas, apresentam equilíbrio entre quem faz ou não. Talvez pela época de transição de hábitos mais impactantes para hábitos mais responsáveis ambientalmente.
Uma das ferramentas mais eficientes para incentivar os hábitos ecológicos é através das campanhas em diversas mídias, como jornais, revistas e etc. Alguns comportamentos, como recusar produtos embalados no isopor, não são atitudes incentivadas nestas campanhas, e, talvez por isso seja baixa a porcentagem de pessoas a adotar essa atitude.
A maioria dos entrevistados, cerca de 74%, aceitaria pagar mais por um produto ecologicamente sustentável, mas os comentários indicam que o valor pago a mais não poderia ser abusivo, menos de 10% do valor do produto.
Quanto a neutralização de carbono, a maioria aceitaria pagar para neutralizar suas emissões, mas um valor baixo, menos de R$ 100,00 por ano.
Conclusão
As pessoas estão preocupadas com as mudanças climáticas, e tem consciência dos impactos que causam ao meio ambiente. Por isso, aos poucos passam a adotar algumas atitudes pró-ativas com relação ao tema. Nota-se que as ações bombardeadas pela mídia são mais adotadas, e que apesar da preocupação e a da postura pró-ativa, o fator limitante é o custo, e o grande esforço demandado por algumas das atitudes. Por outro lado, atitudes que representem economia ou corte de custos, também são as primeiras a serem adotadas.
O público alvo da pesquisa tem em sua grande maioria formação na área ambiental, e por isso, espera-se que para a grande massa obtenham-se opiniões diferentes, e principalmente, que as atitudes ambientalmente sustentáveis sejam adotadas pela minoria apenas.
maio 14, 2010 1 comentário
Chegou a hora de instalar um aquecedor solar!
Apesar do aumento na eficiência energética dos aparelhos domésticos, a população mundial continua crescendo, e o número de eletrônicos também, assim, estamos usando cada vez mais energia. E o pior de tudo, ainda não usamos todo o nosso potencial de energia renovável, como por exemplo, a energia solar!
Instalar um aquecedor solar de água economiza até 38% da conta de energia, ou seja, o investimento se paga em cerca de seis meses a um ano, dependendo do gasto da casa o retorno do investimento pode vir ainda antes.
O consumo de energia cresce a cada ano no Brasil, mas a matriz energética brasileira não se expande. Ou seja, teremos novos apagões nos próximos anos, então quem não quiser tomar banho de água fria, melhor instalar um aquecedor solar logo.
Já existe até um aquecedor solar de baixo custo da Sociedade do Sol, que pode ser montado em casa mesmo.
maio 9, 2010 1 comentário
Lixo: soluções para gerações futuras
Versão resumida
Por Cloves Alves de Souza*
Uma das maiores preocupações que assolam o planeta concentra-se na destinação do lixo, principalmente nos grandes centros urbanos, por uma questão de preservação ambiental e qualidade de vida. Os movimentos migratórios verificados em quase todo o mundo a partir de meados do século passado, consubstanciados pelo abandono da vida no campo pela procura de novas oportunidades nos centros urbanos geradores de emprego, provocaram o crescimento populacional das cidades que, na maioria dos casos, não se estruturaram adequadamente no que concerne à coleta e destinação dos resíduos sólidos.
Em décadas passadas, não houve a preocupação de um planejamento de política pública para o controle e ocupação das grandes metrópoles brasileiras. Negligenciou-se a capacidade técnica para administrar de forma racional a destinação dos resíduos tóxicos de origem industrial e doméstica, fato alarmante com conseqüências desastrosas para a saúde pública e a degradação ambiental.
Com a diminuição de aterros sanitários e lixões, as cidades ficarão menos vulneráveis e catástrofes serão reduzidas. Mas o principal agravante é o desconhecimento total quanto à extensão dessa ameaça ambiental subterrânea. Em nosso país, recentemente, presenciamos situações como a tragédia do deslizamento do Morro do Bumba, no município de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em Santo André, na região metropolitana de São Paulo, a Favela do Espírito Santo está instalada sobre o antigo lixão da cidade. Desativado em 1987, cerca de cinco mil pessoas ainda vivem na área. Na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo, uma escola municipal, com mais de 280 alunos de quatro a seis anos, foi construída sobre um lixão desativado.
Ações tímidas começaram a ser aplicadas a partir do século 21 no estado de São Paulo. Em 2002, a Cetesb – Companhia Estadual de Saneamento Ambiental – publicou a primeira relação de áreas contaminadas, com 255 locais. Depois de seis anos, a lista já alcançava mais de 2500 pontos de contaminação. Somente na capital encontram-se em torno de 800 dessas áreas. A grande maioria são postos de combustíveis com vazamentos. Mais de 30 depósitos de lixo relacionados e mais de 13 mil áreas potenciais de contaminação, cujo risco ainda necessita investigação e avaliação.
Voltando à questão crucial, tais resíduos, conhecidos como lixos urbanos, são resultantes da atividade doméstica, comercial e industrial. Sua composição varia conforme a população, dependendo da situação sócio-econômica e das condições e hábitos de vida dela. Esses resíduos são basicamente classificados como matéria orgânica (restos de alimentos); papel e papelão (jornais, revistas, caixas, embalagens); plásticos (garrafas, frascos, embalagens); vidro (garrafa, frascos, copos); metais (latas de cerveja e latas de alimentos), madeiras (normalmente pedaços de móveis) e outros, tais como roupas, óleos de cozinha e de motor.
Mas existem outros tipos de resíduos diferentes dos comumente encontrados e também tóxicos. Esses necessitam de um destino especial para que não contaminem o meio ambiente e conseqüentemente os seres que nele habitam. Exemplos: frascos de aerosol, pilhas, baterias das mais variadas espécies, lâmpadas fluorescentes e restos de medicamentos. Ainda os altamente tóxicos que igualmente necessitam de destinação específica como os dejetos industriais, lixo hospitalar e derivados de borracha, formados basicamente por pneus.
Os governantes devem ter atitudes para vencer desafios, aplicarem tecnologias inovadoras combinadas ao desenvolvimento sustentável. Assim haverá melhor qualidade de vida aos habitantes das grandes metrópoles e a redução significativa de gastos com saúde pública, garantias conquistadas às gerações futuras.
Fonte: Envolverde/O autor
© Copyleft – É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
maio 9, 2010 Sem comentários
Derramamento de óleo
Com informações do G1 notícias
O derramamento de óleo é uma grande catástrofe ambiental que atinge os oceanos desde o início do século. Estes derramamentos acontecem por diversos motivos: acidentes com navios petroleiros, rompimento de cascos, e mais recentemente com a explosão de uma plataforma de petróleo no Golfo do México.
Os impactos ambientais de um derramamento de óleo são enormes, a mancha de óleo se propaga pelo mar, matando milhares de peixes, aves e corais, além de contaminar a água.
Sobre a explosão da plataforma no golfo do méxico que ocorreu no final de Abril de 2010:
Cinco mil barris (quase 800 mil litros) de petróleo jorram diariamente no mar do Golfo do México depois da explosão de uma plataforma, na semana passada. O vazamento é cinco vezes maior que o previsto e foi considerado catástrofe nacional pelo governo norte-americano.
Até agora os esforços para conter o avanço da mancha, que incluem até uma barreira de lona, foram insuficientes. O governo americano reforça a ajuda à região para tentar evitar um desastre ambiental ainda maior.
Os estados do Alabama, Louisiania e Flórida declararam estado de emergência, alegando que a catástrofe é uma série ameaça ao ambiente e à economia.
Vários estados americanos estão em alerta por causa do vazamento de petróleo. Há temor de que praias e refúgios de vida selvagem sejam danificados em quatro estados. Lontras, pelicanos e outros pássaros estão no caminho da mancha de petróleo, e o serviço de preteção ambiental do país tenta proteger as espécies ameaçadas.
maio 1, 2010 3 comentários
Radiações perigosas
Tese mostra correlação entre casos de morte por câncer e localização das antenas de telefonia celular
Por Ana Rita Araújo
Adilza Dode só usa celular em casos excepcionais: radiações estão associadas a vários tipos de neoplasia
Para evitar exposição prolongada às radiações eletromagnéticas, a engenheira Adilza Condessa Dode usa celular apenas em casos de extrema necessidade. A precaução decorre de estudos que desenvolve há cerca de uma década, com o intuito de descobrir os efeitos físicos, químicos e biológicos da radiofrequência nos seres vivos. Em tese defendida na UFMG, no final de março, Adilza Dode confirma a hipótese de que há correlação entre os casos de óbito por neoplasia e a localização de antenas de telefonia celular, em Belo Horizonte.
Por meio de geoprocessamento, a pesquisadora constata que a região Centro-Sul da capital mineira possui a maior concentração de antenas e a maior taxa de incidência acumulada de mortes por câncer. A menor taxa está na região do Barreiro, que também abriga o menor número de antenas instaladas.
“A poluição causada pelas radiações eletromagnéticas é o maior problema ambiental do século 21”, afirma a engenheira, que, em sua tese, recomenda a adoção, pelo governo brasileiro, do chamado princípio da precaução, aprovado na Conferência Rio-92. Segundo tal premissa, enquanto não houver certeza científica da inexistência de riscos, o lançamento de novo produto ou tecnologia deve ser acompanhado de medidas capazes de prever e evitar possíveis danos à saúde e ao meio ambiente.
Componente da banca que avaliou a tese de Adilza Dode, o professor Álvaro Augusto Almeida de Salles, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), destacou que a pesquisa confirma resultados de estudos realizados na Alemanha e em Israel. “Com esse trabalho, Belo Horizonte coloca-se em uma importante posição na área”, comentou.
A pesquisa
Preocupada com a quase inexistência de dados sobre os efeitos de uma tecnologia que rapidamente se popularizou, Adilza Condessa Dode defendeu, em 2003, dissertação de mestrado orientada pela professora Mônica Maria Diniz Leão, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG, em que provou a existência de sobreposição de radiação em áreas onde há antenas instaladas, o que causa contaminação eletromagnética.
Para o doutorado, trabalhou com a hipótese de relação entre mortes por câncer e a proximidade residencial com antenas – estações radiobase (ERB) – de telefonia celular. Adilza Dode realizou pesquisa em bancos de dados preexistentes, cruzando informações sobre óbitos, em Belo Horizonte, de 1996 a 2006, com informações populacionais fornecidas pelo IBGE.
Entre os 22.543 casos de morte por câncer, no período de 1996 a 2006, a pesquisadora selecionou 4.924, cujos tipos – próstata, mama, pulmão, rins, fígado, por exemplo – são reconhecidos na literatura científica como relacionados à radiação eletromagnética. Para processar essas informações, ela contou com a co-orientação da professora Waleska Teixeira Caiaffa, uma das coordenadoras do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte e do Grupo de Pesquisas em Epidemiologia da Faculdade de Medicina da UFMG.
Na fase seguinte do estudo, Adilza Dode elaborou uma metodologia inédita, utilizando o geoprocessamento da cidade, para descobrir a que distância das antenas moravam as 4.924 pessoas que morreram no período. “A até 500 metros de distância das antenas, encontrei 81,37% dos casos de óbitos por neoplasias”, conta a pesquisadora, professora do Centro Universitário Izabela Hendrix e da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.
Ela comenta que, nos últimos anos, houve crescimento de casos de câncer de encéfalo no país, como atestam dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), e aumento no uso da telefonia celular. “Não posso afirmar que esta é a causa dos óbitos; mas qual é o fator novo nesse período? O fator ambiental que veio a público é a telefonia celular, não há outro”, analisa. Segundo ela, a literatura científica sugere a quem tem câncer e faz quimioterapia que evite exposição a campos eletromagnéticos.
Níveis seguros?
Há níveis seguros de radiação para a saúde humana? “Esse é exatamente o problema: até agora, ninguém sabe quais os limites de uso inócuos à saúde”, explica Adilza Dode, ao destacar que os padrões permitidos no Brasil são os mesmos adotados pela Comissão Internacional de Proteção Contra Radiações Não Ionizantes (Icnirp), normatizados em legislação federal de maio de 2009. Para a pesquisadora, esses padrões são inadequados. “Eles foram redigidos com o olhar da tecnologia, da eficiência e da redução de custos, e não com base em estudos epidemiológicos”, assegura.
Segundo o professor Álvaro Augusto Almeida de Salles, da UFRGS, também não existem pesquisas epidemiológicas que demonstrem os efeitos das ondas emitidas por equipamentos de wireless, wi-fi e bluetooth, que irradiam em níveis mais baixos, mas contínuos. “Somos cobaias de tecnologias que ainda não se mostraram inócuas”, sentencia.
Adilza Dode informa que os campos eletromagnéticos interferem, também, em equipamentos biomédicos. “Por isso, é necessário desligar o celular ao entrar em hospitais, e não se deve, de forma alguma, instalar ERB em área hospitalar”, adverte, ao lembrar que mesmo as pessoas que não usam celular recebem radiação emitida, de forma contínua, pelas antenas.
Ela informa que países como Suíça, Itália, Rússia e China adotaram padrões bem mais baixos que os permitidos pela Icnirp. E no Brasil, o município de Porto Alegre editou lei que define níveis de emissões de radiações similares aos da Suíça.
Em sua tese, Adilza citou diversos estudos internacionais que procuram compreender os efeitos dos campos eletromagnéticos. Um deles, o projeto Reflex, financiado pela União Europeia, realizado em 2004 por 12 laboratórios especializados em sete países, afirma que a radiação eletromagnética emitida por telefones celulares pode afetar células humanas e causar danos ao DNA, ao alterar a função de certos genes, ativando-os ou desativando-os. Outro estudo, realizado em Naila (Alemanha), constatou a incidência três vezes maior de câncer em pessoas que viveram em um raio de até 400 metros das antenas de telefonia celular.
Em Netanya, em Israel, outro estudo mostrou o aumento de 4,15 vezes na incidência de câncer para os moradores que residiam dentro de um raio de até 350 metros das antenas de telefonia celular. Há, ainda, pesquisas que apontam riscos maiores para crianças, devido às especificidades de seu organismo. “A penetração das radiações eletromagnéticas no cérebro das crianças é muito maior que no dos adultos”, destaca Adilza Dode, que já se prepara para começar nova etapa de estudos. Seu objetivo agora é medir os níveis de exposição humana às radiações eletromagnéticas nas residências das pessoas diagnosticadas com câncer.
Recomendações
“Não somos contra a telefonia celular, mas queremos que o Brasil adote o princípio da precaução, até que novas descobertas científicas sejam reconhecidas como critério para estabelecer ou modificar padrões de exposição humana à radiação não ionizante”, diz a pesquisadora.
Em um capítulo de sua tese, ela lista uma série de recomendações. Entre elas, a de que o Brasil adote os limites já seguidos por países como a Suíça. Sugere, ainda, que o governo não permita transmissão de sinal de tecnologias sem fio para creches, escolas, casas de repouso, residências e hospitais; crie infraestrutura para medir e monitorar os campos eletromagnéticos provenientes das estações de telecomunicação e desestimule ou proíba o uso de celulares por crianças e pré-adolescentes.
Às indústrias, a tese recomenda a produção de telefones celulares com radiação no sentido oposto à cabeça do usuário, o investimento em pesquisa para descobrir limites seguros e a redução dos níveis de radiação emitidos pelas antenas. Aos usuários, Adilza sugere que não andem com celulares junto ao corpo; adotem a prática de envio de mensagens, evitando, ao máximo, sua proximidade ao ouvido; e afastem-se de outras pessoas ao recorrer ao aparelho. A autora aconselha, ainda, que cada prédio tenha área reservada para uso de celular, e que os moradores não aceitem a instalação de antenas. “Há uma crença segundo a qual o prédio onde se encontra uma antena de celular não recebe radiação. Isso foi desmentido por pesquisas recentes”, adverte a pesquisadora.
Tese: Mortalidade por neoplasias e telefonia celular em Belo Horizonte, Minas Gerais
Autora: Adilza Condessa Dode
Defesa: 26 de março de 2010,
junto ao Programa de Doutorado
em Saneamento, Meio Ambiente,
e Recursos Hídricos (Desa)
Orientadora: Mônica Maria Diniz Leão, professora do Departamento
de Engenharia Sanitária e Ambiental,
da Escola de Engenharia da UFMG
Co-orientadora: Waleska Teixeira Caiaffa, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade
de Medicina da UFMG
Leia mais no site
www.mreengenharia.com.br
Fonte: http://www.ufmg.br/boletim/bol1690/4.shtml
abril 26, 2010 3 comentários
Enchentes no Rio de Janeiro: razões!
O artigo abaixo explica as micro e macro razões das enchentes no estado do Rio de Janeiro. Um artigo brilhante, que mostra que os problemas ambientais custam muito caro para serem resolvidos, e em geral se acumulam com o tempo.
Micro e macro razões da tragédia no Rio de Janeiro
Por Fabiana Frayssinet, da IPS
Rio de Janeiro, 12/04/2010 – Os habitantes da favela de Gurarapes, no Rio de Janeiro, não sabem que o temporal que os fez fugir de suas casas tem uma origem global: o aquecimento do planeta. Mas em seu pequeno mundo deste bairro pobre e de casas precárias em um dos morros da cidade, identificam claramente a origem local da tragédia: o desvio artificial de um manancial que progressivamente causou a erosão da encosta onde viviam. Desde seu meio acadêmico, o oceanógrafo David Zee tem claras as duas razões. E as viveu na própria carne.
Pode explicá-lo com palavras de especialista, embora prefira usar outras mais comuns ao se referir ao isolamento forçado, de quase três dias, em seu apartamento na Barra da Tijuca, bairro que ficou inundado pelo temporal que começou a atingir a cidade no dia 5. O que antes era considerado extraordinário, começa a ser ordinário” disse à IPS este professor de Oceanografia Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estas catástrofes provocadas por uma inclemência de chuvas, que as autoridades estatais consideram a pior em quatro décadas, “vieram para ficar”, acrescentou.
Zee, que também coordena o curso de Mestrado em Meio Ambiente da Faculdade Veiga de Almeida, atribui a intensidade do temporal a um fenômeno vinculado a “mudanças climáticas globais, que têm efeitos locais”. Refere-se, entre outros, a uma atividade maior desde o final de 2009 do fenômeno climático El Niño/Oscilação do Sul, que se caracteriza por um aquecimento anormal na superfície tropical do Oceano Pacífico. “No Rio de Janeiro sofremos um fenômeno climático que tem uma causa global. A energia adicional de mais temperatura do mar se transforma em uma evaporação maior da água”, o que, por sua vez, produz mais chuvas, explicou.
Este fator global se agrava por outros de origem local, como a configuração geográfica da cidade do Rio de Janeiro, construída “entre a pedra dos morros e o mar”. O Rio de Janeiro “é como o marisco, espremido entre o mar e uma faixa costeira estreita”, disse Zee. “Como dizemos, quem sofre é o marisco”, acrescentou. Para piorar as coisas, existe a deterioração ambiental causada pela expansão demográfica da cidade. O concreto domina a cobertura florestal, que antes retinha a água nos morros e agora a deixa passar. E em nada ajuda a eterna deficiência dos sistemas de drenagem e o acúmulo de lixo nas encostas dos morros.
Quando entra uma frente fria na região, choca-se com essa grande “muralha” costeira e, não tendo como “escorrer”, fica estacionada sobre a região. Na Barra da Tijuca, bairro de classe média e alta, a inundação não aconteceu por acaso, mas em razão de um explosivo desenvolvimento imobiliário que não respeitou nem margens de rios nem de lagoas.
Longe dali, em Guararapes, um grupo de mulheres não precisa de conhecimentos especializados para explicar aos gritos suas próprias causas “locais” da tragédia. Seu desespero é compreensível. Após uma vida de sacrifícios, construindo tijolo por tijolo sua casa, de ali criar os filhos e enterrar seus país, agora têm de abandonar tudo porque o risco de desmoronamento aumenta. Asseguram que tudo começou quando foi desviado um manancial que era sua fonte natural de água para um projeto privado no alto do morro.
Desde então, uma infiltração foi drenando progressivamente o terreno, disse à IPS Jurema de Moraes. “Tivemos que abandonar nossas casas porque tudo vinha pra cima da gente. Não temos luz, não temos água, o perigo é grande e nem sabemos onde iremos viver”, reforçou Elizabethe da Silva, outra dos 500 moradores de Guararapes. O desvio do manancial, que antes fluía claro e abundante e satisfazia a sede de toda a comunidade, provocou uma catástrofe adicional.
O volume incomum das chuvas, que em um dia superou o previsto para todo o mês, derrubou a caixa de água comunitária, que caiu sobre uma casa e matou as três pequenas filhas de uma mulher que conseguiu sobreviver. “Já morreram três meninas, dormimos à intempérie, mas negam tudo porque este é um lugar turístico”, disse Elizabethe numa referência ao fato de pelo morro passar o bondinho que leva ao Cristo Redentor. “A natureza não pode ser culpada porque sabe o que faz”, disse, por sua vez, Waldemar Santana. “Mas o homem sim”, acrescentou.
Muito longe de Guararapes, em Niterói, outra tragédia também teve sua mistura de causas locais e globais. Ocorreu no Morro do Bumba, com a destruição completa de um bairro erguido sobre um antigo aterro sanitário e que, inclusive, recebeu melhorias de sucessivos governos. Com o vendaval, as casas rolaram encosta abaixo, em uma enxurrada de cimento, tijolos e corpos de seus moradores, que sepultou as casas construídas mais abaixo. As equipes de resgate se afundam nos restos emergidos do velho lixão, que fez aflorar restos de sacos plásticos e resíduos em meio a um cheiro nauseabundo. O secretário da Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cortés, reconheceu irritado que este era o lugar menos apropriado para um assentamento.
Em 2007, a Universidade Federal Fluminense (UFF) antecipou que em Niterói existiam 143 áreas propícias a deslizamentos. “Considerando a quantidade de assentamentos irregulares que temos em nossa cidade, a única solução é trasladar as famílias que estão em áreas de risco e promover a urbanização e regularização da propriedade da terra das demais”, disse à IPS Regina Beienestein, especialista em Urbanismo da UFF. A Universidade aponta, entre outras causas do desastre atual, o desmatamento dos morros, onde, em geral, pessoas pobres constroem suas casas. É uma contribuição brasileira ao aquecimento global e teve um efeito espiral sobre a própria tragédia.
Fonte: IPS/Envolverde
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abril 12, 2010 1 comentário
Ideias para um mundo melhor
Exemplo de campanha realizada pelo Shopping Campo Grande, em Campo Grande, MS, que efetivamente contribui para um mundo melhor:
- A alta gastronomia pode estar no seu jardim.
Quer aprender a cultivar e utilizar ervas e outros temperos? Então é só juntar R$50,00 em notas de compras realizadas no Shopping Campo Grande e participar das oficinas de Horta Caseira Orgânica e de Jardinagem Gastronômica (duração 50 minutos, oficinas em 3 horários diários).
Mas por que esta campanha é legal?
Porque ensina as pessoas que é muito fácil cultivas legumes e hortaliças em casa! Além de diminuir os custos gastos com o sacolão e supermercado, cultivar verduras, legumes e temperos em casa permite uma alimentação com produtos mais frescos, purificação do ar nos ambientes, contato das crianças e pessoas com a natureza e uma alimentação mais saudável!
abril 11, 2010 1 comentário
Copos plásticos: problema ambiental!
Arte e texto por Fábio Pellegrini
Diga não aos copos plásticos
Traga sua caneca e contribua com um mundo mais limpo.
Além do desperdício, os copos plásticos, quando utilizados com bebidas quentes, como café ou chá, levam um pouco da sua composição química para o seu corpo, e isto é um perigo, porque os produtos químicos que são ingeridos têm propriedades tóxicas, inclusive atuam como hormônios femininos, podendo desencadear a longo prazo, infertilidade masculina, diabetes, hiperatividade, câncer, entre outras doenças.
E mais: como o preço dos plásticos caiu muito no mercado da reciclagem, poucos catadores se interessam em coletá-los para comercializá-los. Então os copos plásticos acabam indo parar no lixão.
Se você não liga para sua saúde, pense nas gerações futuras: cada copo plástico utilizado demora cerca de 100 anos para se decompor na natureza.
Livre-se dos plásticos se quiser continuar vivo!
Consciência ambiental: você pode! você deve!
Lembre-se dos 3R’s: Reduzir o consumo/ Reutilizar / Reciclar
março 29, 2010 1 comentário

