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O que são Produtos Orgânicos?

1) Os produtos orgânicos são produzidos sempre com a preocupação de não prejudicar o meio ambiente. A produção orgânica consegue se sustentar sem destruir os recursos naturais, seguindo os princípios da sustentabilidade.

2) Os produtores valorizam as espécies de animais e plantas da nossa natureza.

3) Todas as pessoas que participam de sua produção recebem cuidados, ganham condições dignas de trabalho e seus direitos são respeitados. O trabalho ajuda a melhorar a vida dessas pessoas.

4) Para produzi-los, toma-se muito cuidado para não destruir, nem desgastar, o solo. O solo é protegido ou recuperado para continuar fértil.

5) O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies.

6) É proibido usar agrotóxicos e outras substâncias sintéticas que possam contaminaro alimento ou o meio ambiente. Isso é bom porque, dessa maneira, esses produtos tóxicos, verdadeiros venenos, não entram no organismo das pessoas que produzem e consomem os produtos orgânicos. A saúde em primeiro lugar!

Produtos orgânicos, quanto mais frescos, melhor. Por isso, muitos consumidores preferem comprar direto dos agricultores familiares da sua região, em feiras e pequenos mercados. Também tem quem peça para o agricultor entregar uma cesta,
toda semana, em casa.  Nestes casos, os produtos são vendidos sem o selo SISORG. Mas também podem ser chamados de produtos orgânicos!

Para dar garantias ao consumidor, esses agricultores familiares devem estar vinculados a uma organização de controle social (OCS)
cadastrada nos órgãos do Governo. A organização de controle social pode ser uma associação, cooperativa ou consórcio de agricultores capaz de zelar pelo cumprimento dos regulamentos da produção orgânica.

FONTE: Cartilha_organico_ziraldo

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Produtos orgânicos : o olho do consumidor / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo. – Brasília : MAPA/ACS, 2009. 34 p. ; 20 cm. ISBN 978-85-99851-56-2

 

novembro 7, 2013   Sem comentários

Ecologia Industrial: conceito

Até meados dos anos 1950, concebia-se o sistema produtivo separado do meio ambiente, portanto, os problemas ambientais situavam-se fora das fronteiras do sistema industrial. Sob esse ponto de vista, os estudos se focalizavam nas conseqüências da poluição na natureza e seus impactos ambientais, não, nas causas. Atualmente esta forma de encarar o problema é chamada de “tratamento de final de tubo” (em inglês, end-of-pipe) (ERKMAN, 1997).

O termo Bolsa de Resíduo busca o mesmo ideal que a Ecologia Industrial, a qual é definida por Araujo et al. (2003) de várias formas:

  1. É uma metodologia sistêmica, abrangente, que possui uma visão integrada de todos os componentes do sistema industrial e seus relacionamentos com a biosfera;
  2. Enfatiza o substrato biofísico das atividades humanas, isto é, os complexos padrões do fluxo de material dentro e fora do sistema industrial, em contraste com a abordagem atual, que considera a economia em termos de unidades monetárias abstratas;
  3. Considera a formação de parques industrias (eco-redes) como um aspecto chave para viabilizar o ecossistema industrial;
  4. Leva em conta os limites da capacidade de carga do planeta e da região;
  5. Induz o projeto e a operação, a modelar-se como as atividades dos sistemas biológicos (mimetismo), otimizando o ciclo de materiais de forma a aproximar-se de um ciclo fechado, utilizando fontes de energia renováveis e conservando materiais não renováveis.

Assim como a Bolsa de Resíduos preconiza (FONSECA, 2002), a Ecologia Industrial estuda os fluxos de matéria e energia dentro e fora da indústria, busca uma forma de fabricação de produtos onde não há (ou é mínima) a produção de resíduos, uma vez que os materiais que não são aproveitados no próprio processo ou indústria passam a ser insumo de outros. A figura 3.1 mostra a otimização dos fluxos de materiais/energia devida à formação da rede. Os fluxos de produto não estão representados na figura, mas somente aqueles que caracterizam uma eco-rede (ARAUJO et al., 2003).

FONTE: ESTUDO DA VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BOLSA DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS por Daniel de Castro Jorge Silva – Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – 2008

novembro 7, 2013   Sem comentários

Ciclo de produção do plástico

A cadeia produtiva do plástico (ciclo de produção do plástico) abrange um conjunto de processos organizados em três gerações industriais: indústria petroquímica básica (1ª geração); produtoras de resinas termoplásticas (2ª geração) e indústria de transformação (3ª geração). Essa seqüência de etapas envolvidas no processo de transformação dos insumos utilizados na indústria do plástico tem como base inicial o setor petroquímico, no qual, a partir da extração e refino do petróleo, é produzida a nafta, matéria-prima principal para a produção das resinas termoplásticas (DIEESE, 2005).

Descrição do ciclo de produção do plástico.

FONTE: ESTUDO DA VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BOLSA DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS por Daniel de Castro Jorge Silva – Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – 2008

novembro 6, 2013   Sem comentários

Playground de madeira

Escorregador – Playground de Madeira

Playground de madeira instalado em Bento Gonçalves. Dá para fazer com madeira reutilizada e reciclada. Sustentabilidade e diversão!

Playground de Madeira

Playground de Madeira

Escorregador – Playground de Madeira

Playground de Madeira
Playground de Madeira

novembro 5, 2013   Sem comentários

Vantagens do Aquecimento Solar de Água

Quais as vantagens ambientais do uso de aquecimento solar?

Além de ser gratuita, a energia solar é uma fonte energética limpa que contribui para a redução das emissões de Gases do Efeito Estufa – GEE, alinhando-se ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima e atendimento das metas de eficiência energética do Plano Nacional de Energia – PNE 2030, além de postergar a construção de novos empreendimentos de geração e distribuição de energia elétrica.

A utilização de aquecimento solar de água, gera menor impacto ambiental, e obviamente menor degradação dos recursos naturais. Estes são aspectos essenciais para melhor qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável das cidades.

Por que usar coletores solares para o aquecimento de água?

As principais vantagens e justificativas para adoção da tecnologia solar para o aquecimento de água voltada a residências de interesse social são:

  • Acentuada economia de energia elétrica;
  • Longa vida útil dos sistemas termossolares;
  • Baixo custo de manutenção e operação dos sistemas;
  • Utiliza o Sol como fonte de energia: gratuita e limpa;
  • Geração de emprego e renda.

Mesmo no inverno, a maioria das regiões do país é bastante ensolarada, e o que importa para o aquecimento é a radiação solar e não a temperatura. No entanto, em dias chuvosos ou muito nublados, a água pode não alcançar a temperatura ideal para banho – entre 38ºC e 40ºC. Nessa hora, entra em ação o sistema auxiliar de aquecimento, geralmente elétrico ou a gás.

novembro 5, 2013   Sem comentários

Eutrofização, estado trófico e Sensoriamento Remoto

Em águas interiores, usos diretos da tecnologia de sensoriamento remoto por satélite são o monitoramento das águas quanto à carga de sedimentos, proliferação de macrófitas na superfície líquida e identificação de florações de algas (Martini et al., 2006). Duan et al. (2007) obteve resultados satisfatórios usando dados espectrais do satélite Landsat TM e dados de campo na determinação de concentrações de clorofila a. Martini et al. (2006) demostraram a existência de correlação significativa entre dados orbitais do satélite Landsat TM e as variáveis concentração de clorofila, teor de sólidos em suspensão e profundidade de Secchi (transparência), que são parâmetros chave na classificação trófica de corpos d’água. Segundo Novo et al. (1993), usando a distribuição de clorofila como um indicador do estado trófico de um reservatório é possível observar na data de passagem do satélite as zonas com estados tróficos mais avançados, o que pode ajudar na identificação de fontes pontuais de descargas de poluentes e no controle por agências ambientais.

A partir de estudos como esses, surgiu a premissa que o sensoriamento remoto poderia ser utilizado na identificação e classificação do processo de eutrofização, servindo como instrumento de monitoramento de corpos hídricos sujeitos à eutrofização acelerada. Desde então, inúmeros trabalhos mostraram a utilidade do sensoriamento na avaliação da trofia de lagos e represas a partir da interpretação da reflectância da clorofila a, da cobertura de macrófitas e da turbidez da água (Bukaka et al, 1981; Lathrop & Lillesand, 1986; Dekker et al., 1992; Harrington & Schiebe, 1992; Baban, 1993, 1994, 1999; Dewidar & Khedar, 2001; Froidefond et al., 2002; Hedger et al., 2002; Kloiber et al., 2002; citados por Pereira et al., 2007).

Considerando os benefícios claros da utilização de imagens de satélite para análise de componentes ambientais, como: diminuição dos custos de pesquisa, resultados mais precisos, completos e maior possibilidade de cruzamento de dados; além do potencial comprovado por diversos autores (Martini et al., 2006; Duan et al., 2007; Pereira et al., 2007; Londe et al., 2007; Zhengjun et al., 2008, Hunter et al., 2008) da utilização do sensoriamento remoto para identificação de parâmetros chaves na classificação trófica de corpos d’água, torna-se evidente que a utilização de sensoriamento remoto para avaliação de estado trófico é uma tendência que pode contribuir enormemente ao planejamento de programas de monitoramento de qualidade ambiental de corpos hídricos.

FONTE:
COELHO, L. S. (2010). Avaliação do Estado Trófico do Reservatório Lago do Amor (Campo Grande, MS) através da aplicação de Sensoriamento Remoto. Campo Grande, 2010. 82 p. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Brasil.

novembro 4, 2013   Sem comentários

Eutrofização e Índices de Estado Trófico

Reservatórios são ecossistemas artificiais resultantes de modificações em rios, dotados de extrema importância estratégica, uma vez que permitem usos múltiplos (Tundisi & Matsumura-Tundisi, 2008). No Brasil, reservatórios possuem grande importância ecológica e econômica, devido ao elevado número de represas hidrelétricas. Outros usos secundários são para o abastecimento de água, irrigação, piscicultura, navegação, recreação e descarga de efluentes (Calijuri & Oliveira, 2000).

Dentro do contexto atual de deterioração dos recursos hídricos devido à massificação das atividades antropogênicas, o estudo básico dos reservatórios é essencial para fornecer as bases científicas para o planejamento e gerenciamento, de modo a assegurar os usos múltiplos. Diversos estudos reforçam esta idéia, como Calijuri & Tundisi (1990), Calijuri & Oliveira (2000), Pinto-Coelho et al. (2005), Bicudo et al. (2006), Matsumura-Tundisi et al. (2006), Tundisi et al. (2006).

Segundo Toledo et al. (1983), entre os diferentes processos que podem comprometer a qualidade das águas dos reservatórios, a eutrofização é um dos mais importantes. A eutrofização pode ser definida como o processo de enriquecimento de um corpo d’água por nutrientes, ocasionando o excessivo crescimento de macrófitas aquáticas e/ou algas, e é um processo natural, mas que vem sendo induzido de modo acelerado pelas atividades antropogênicas (Figueirêdo et al., 2007). Esse fenômeno é causado pelo aporte externo de nutrientes, principalmente o fósforo e o nitrogênio, cujas principais fontes são as atividades agropecuárias e a expansão urbana (Braga et al., 1998; Pinto-Coelho et al., 2005).

Dentro destas atividades, grandes contribuintes são a falta de saneamento básico, principalmente as ligações irregulares de esgoto na drenagem pluvial e o despejo de esgotos domésticos e industriais sem tratamento, os detergentes e sabão em pó (Silvério, 2006) e o uso de fertilizantes (Tundisi & Matsumura-Tundisi, 2008). Após estudos de três sub-bacias do nordeste brasileiro, Figueirêdo et al. (2007) concluíram que a urbanização, a agropecuária e o desmatamento aumentam a carga de nutrientes nos reservatórios, contribuindo para uma maior ocorrência do processo de eutrofização em mananciais.

Os resultados do projeto Brasil das Águas que realizou um panorama das águas de todas as regiões do Brasil em 2003 e 2004 indicam que, do total de 128 reservatórios/açudes amostrados, 25% encontravam-se eutróficos, e 2,3% hipereutróficos (Brasil das Águas, 2009). Os resultados do referido projeto também indicam que as regiões que apresentaram as maiores proporções de pontos classificados como águas impactadas e com alto impacto humano são também as regiões de maior densidade populacional, fato que reforça a associação entre as atividades humanas e o incremento da eutrofização. Tundisi & Matsumura-Tundisi (2008) afirmam que a eutrofização é um dos mais importantes impactos qualitativos e quantitativos em rios, lagos e reservatórios, afetando, com maior ou menor intensidade, praticamente todos os ecossistemas aquáticos continentais.

A eutrofização gera diversos efeitos nos ecossistemas aquáticos, todos relacionados à deterioração em longo prazo da qualidade hídrica do corpo d’água e da sua vida aquática. Mason (1996) elencou os seguintes efeitos ecológicos deste processo: diminuição da diversidade de espécies e modificação da biota dominante, aumento da taxa de sedimentação e da turbidez, possibilidade de desenvolvimento de condições anóxicas. Para Esteves (1998) é mais apropriado estudar a eutrofização como um caso de regressão do ecossistema.

Nogueira (1991), Esteves (1998) e Von Sperling (2005) discutiram os seguintes problemas associados ao uso que podem ser causados pelos efeitos da eutrofização: mortandade de peixes, maior dificuldade e elevação nos custos de tratamento da água, problemas com o abastecimento industrial, toxicidade das algas (especialmente das cianobactérias), modificações na qualidade e quantidade de peixes de valor comercial, redução na navegação e capacidade de transporte, desaparecimento gradual do lago como um todo. A análise dos problemas acima citados indica que a eutrofização gera reflexos econômicos, principalmente, ao inviabilizar os usos múltiplos da água. Segundo a UNEP – United Nations Environment Programme (2001), a eutrofização das águas interiores é considerada um dos maiores problemas ambientais em nível mundial, e causa grandes impactos ecológicos, de saúde e economia.

Outra conseqüência indesejável da eutrofização é o desenvolvimento de florações de cianobactérias e o crescimento intensivo de macrófitas como o aguapé Eichhornia crassipes (Bicudo et al., 2006). No Brasil, diversos trabalhos já analisaram a influência de Eichhornia crassipes sobre a deterioração da qualidade ecológica dos ecossistemas aquáticos (Barbosa et al. 1998; Pinto-Coelho & Greco, 1999; Thomaz et al. 2003, citados por Bicudo et al., 2006).

O processo de eutrofização de um ambiente aquático é caracterizado através da classificação em graus de trofia, ou seja, em níveis de estado trófico. Essa abordagem de classificação tipológica consiste em, de acordo com as suas características químicas e biológicas (como concentrações de nutrientes e produtividade primária), conferir a um corpo d’água uma categoria de estado trófico, variando de estágios mais amenos de eutrofização, como o oligotrófico, para mais avançados, como o hipereutrófico (Lamparelli, 2004).

Segundo Tundisi & Matsumura-Tundisi (2008), a quantificação do estado trófico permite agrupar os ambientes em categorias, como oligotróficos, mesotróficos, eutróficos e hipereutróficos, o que funciona como uma referência das alterações quantitativas sofridas pelo ambiente em virtude das cargas de nutrientes.

Em geral, é aceito que o nível trófico de um corpo d’água pode ser inferido das suas concentrações de clorofila a, da produção primária do fitoplâncton, das espécies de algas presentes, da transparência da água, e das concentrações de nutrientes e oxigênio dissolvido (Toledo et al., 1983). Contudo, as características hidrológicas e morfométricas do ambiente, como volume, profundidade, tempo de residência, e os fatores geográficos e climáticos, como uso e ocupação da bacia hidrográfica, temperatura, ciclo anual de precipitação, principalmente, podem influenciar a expressão do enriquecimento (Tundisi & Matsumura-Tundisi, 2008).

Buscando padronizar abordagens para a classificação trófica de ambientes aquáticos, de modo a facilitar a comparação de resultados, diversos autores e organizações propuseram métodos, que podem ser divididos em dois grupos: os esquemas simplificados e os Índices de Estado Trófico (IETs) (Carlson, 1977; OECD, 1982; Toledo et al., 1983; Salas & Martino, 2001; Lamparelli, 2004; Von Sperling, 2005). Nos esquemas simplificados de classificação em graus de trofia, comumente apresentados na forma de tabelas, cada classe de trofia é representada por uma faixa de valores de uma variável. As variáveis mais utilizadas são clorofila a, transparência (com Disco de Secchi) e fósforo total. Tundisi & Matsumura-Tundisi (2008) enfatizam que estes limites correspondem a valores determinados para um conjunto de ambientes com características climatológicas e hidrológicas similares, por exemplo, lagos de regiões temperadas, assim, sua utilização deve ser feita apenas para ambientes com características semelhantes, o que também é uma realidade para os Índices de Estado trófico, que também devem ser adaptados para realidades regionais, visando maior precisão na classificação.

Os Índices de Estado Trófico (IET) são calculados a partir de três parâmetros: clorofila a, transparência (Disco de Secchi) e fósforo total (Toledo et al., 1983). Atualmente, o Índice de Estado Trófico mais utilizado tanto no âmbito institucional como acadêmico no Brasil, é o índice clássico introduzido por Carlson (1977) e modificado por Toledo et al. (1983) e Toledo (1990), que alteraram as expressões originais para adequá-las à realidade de ambientes subtropicais. Contudo, recentemente Lamparelli (2004) propôs um novo Índice de Estado Trófico, baseada em dados coletados em reservatórios do Estado de São Paulo. Atualmente, o Índice de Estado Trófico de Lamparelli é utilizado pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) como componente do IVA (Índice de Proteção da Vida Aquática) no monitoramento das 22 UGRHIs – Unidades de Gerenciamento dos Recursos Hídricos em que se divide o Estado de São Paulo (CETESB, 2010).

Devido ao seu caráter sintético e simplificado, os Índices de Estado Trófico são usualmente preferidos em estratégias de manejo, pois são usados para simplificar fenômenos complexos, o que decorre do fato de que um índice reduz um determinado fenômeno a uma única dimensão a partir da medida de uma série de variáveis. Assim têm-se que os IETs representam a média das principais expressões físicas, químicas e biológicas do conceito de estado trófico, sendo a transparência da água a variável física, clorofila a a variável biológica e as concentrações de fósforo total a variável química (Bicudo et al., 2006). Nos últimos anos, diversos estudos como Bezerra-Neto & Pinto-Coelho (2002), Garcia et al. (2007), Barzan et al. (2007), Specchiulli et al. (2008), Hong et al. (2008), Fia et al. (2009), e Bem & Braga (2009), obtiveram sucesso na aplicação de Índices de Estado Trófico. Para a CETESB, as principais vantagens na utilização do índice são a facilidade de comunicação com o público leigo e o fato de representar uma média de diversas variáveis em um único número, combinando unidades de medidas diferentes em uma única unidade (CETESB, 2006).

A avaliação do estado trófico de reservatórios é essencial para o desenvolvimento de estratégias de gerenciamento, controle e prevenção de processos de eutrofização. Dessa forma todos os tipos de estudos que permitam uma melhor compreensão da variação temporal do estado trófico de um reservatório e sua correlação com outros fenômenos, climáticos e hidrológicos, são muito importantes, pois auxiliam na tomada de decisões e de ações de monitoramento, controle, fiscalização e investimentos para a proteção e melhoria da qualidade ambiental (González et al., 2006).

Fonte: COELHO, L. S. (2010). Avaliação do Estado Trófico do Reservatório Lago do Amor (Campo Grande, MS) através da aplicação de Sensoriamento Remoto. Campo Grande, 2010. 82 p. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Brasil.

novembro 4, 2013   Sem comentários

Chuva Ácida: definição, causas e consequências

Chuva ácida é o nome dado ao efeito atmosférico de quando a precipitação tem seu PH (que, geralmente, é em torno de 5,5) diminuído significativamente (para um PH menor que 4,5). É um problema ambiental emergente e bastante grave, e sua ocorrência, quase que em sua totalidade, é em metrópoles e cidades grandes, como São Paulo, Nova York, Pequim, Tóquio, entre outras.

As causas da chuva ácida englobam a liberação de gases por meio de veículos automotivos e por indústrias, que expelem, principalmente, dióxido de carbono (também chamado de gás carbônico) e dióxido de enxofre, que são gases com características ácidas e, neste caso, são originados através da queima de combustíveis fósseis.

As principais consequências deste problema ambiental são:

  1. Acidificação dos solos, que pode acarretar em prejuízos enormes nas lavouras;
  2. Acidificação da água, causando morte de peixes e outros seres marinhos e sendo também muito prejudicial à saúde das pessoas que entrarem em contato (podendo ser por ingestão ou banho) com esta água;
  3. Corrosão de monumentos históricos, já que os ácidos encontrados na precipitação reagem com os materiais desses monumentos (que são constituídos muitas vezes de mármore, bronze, calcários) e acabam desgastando e corroendo essas estruturas;
  4. Desmatamento, pois as gotas de chuva com um teor mais ácido podem destruir folhas e galhos, ao entrarem em contato e reagirem com eles, e prejudicar seriamente toda a árvore, corroendo partes do tronco e das raízes e comprometendo a integridade da mesma;
  5. Problemas cutâneos sérios, podendo causar variadas doenças e, em casos mais extremos, até câncer.

COMO SOLUCIONAR: Não há modos fáceis de solucionar este problema, apenas com leis ambientais mais rígidas, para controle de poluição atmosférica, e uma melhor fiscalização de automóveis e indústrias, para que as irregularidades sejam diminuídas e até erradicadas.

agosto 28, 2012   Sem comentários

Principais Problemas Ambientais do Brasil

O Brasil vem crescendo e se desenvolvendo a cada dia. Isso traz benefícios, especialmente economicamente. Mas também há a parte ruim nisso, ambientalmente falando, pois com maior desenvolvimento econômico, também há uma maior devastação ambiental.

Ambientalmente, o Brasil já vem tendo vários problemas ambientais há muito tempo, iniciando-se com o desmatamento intensivo dos colonizadores portugueses, passando mais tarde à mineração devastadora de muitas regiões do país (o que acabou esgotando os recursos de grande parte das áreas mineiradas), e, com o desenvolvimento de algumas substâncias químicas, ferramentas, maquinário e outras tecnologias, mais situações alarmantes com maiores danos foram emergindo no país.

As maiores preocupações ambientais no Brasil hoje em dia são:
• Desmatamento e queimadas;
• Poluição de corpos hídricos em geral (rios, lagos, mares);
• Danos permanentes ao solo pelo uso de pesticidas e outras substâncias danosas;
• Poluição atmosférica, causada por indústrias e automóveis;
• Chuva ácida, pelos mesmos motivos da poluição atmosférica;
• Entre outras preocupações.

Se não houver controle desses problemas, o desenvolvimento econômico e tecnológico, que parecia ótimo para o país, pode vir a tornar-se um verdadeiro caos no quesito ambiental, e continuar causando tragédias, vistas todo ano devido às chuvas devastadoras em alguns lugares e grandes secas em outros, influenciadas diretamente por problemas no meio ambiente.

As políticas ambientais deveriam ser mais rígidas, deveria haver mais fiscalização para tentar minimizar essas situações e a educação ambiental (que é a conscientização do povo em relação aos problemas encontrados) é essencial, pois os problemas atuais podem chegar a um estágio irreversível no futuro.

agosto 28, 2012   1 comentário

Poluição Sonora: problema ambiental sério que não é dado seu devido valor

Imagine-se em um local lotado de pessoas, conversando entre si, com sons de construções ao redor, uma música em um volume alto no fundo. Você esta sendo sujeito à poluição sonora nesta situação, que nada mais é do que um barulho excessivamente alto (ou ruído) ou uma combinação de sons que incomodam às pessoas próximas às fontes deles, comprometendo a estabilidade do ambiente.

A poluição sonora pode ter suas origens em diversas fontes (tendo maior intensidade nos grandes centro urbanoss), sendo em indústrias e seu maquinário, sons de carros e motos passando e buzinando, canteiros de obras, concertos musicais, decolagem de aviões, entre outros. Esse tipo de poluição não é tão levada a sério quanto as poluições de rios e lagos, de solos, atmosférica, mas deveria, visto que é comprovado cientificamente que os danos auditivos que a poluição sonora acarreta podem ser graves e até irreversíveis, causando, em casos de maiores extremidades, surdez.

Existem algumas legislações criadas para o controle desta maneira de poluição, começando com a definição de poluição pelo inciso III do artigo 3º da Lei 6.938/81, que diz:

“Art. 3º Para fins previstos nesta Lei, entende-se por: III – poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;”

Sendo enquadrada na definição acima, a poluição sonora é vista como um crime ambiental, conforme a Lei 9.605/98, cujo objetivo é dispor sobre as penas consequentes de atos lesivos ao meio ambiente, e, de acordo com seu artigo 54º, é considerado crime “causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”.

Há também regulamentação de ruídos por automóveis pelo Código de Trânsito Brasileiro, que regula e pune os que não estão de acordo com as normas.

Para evitar tais situações prejudiciais, deve-se usar equipamentos específicos, como é o caso dos protetores auriculares para trabalhadores em locais com muito ruído, evitar locais com muito barulho, ouvir música em rádios ou aparelhos MP3 em um volume razoável e sempre seguir a lei.

agosto 28, 2012   Sem comentários