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Normas éticas para apelos de sustentabilidade na publicidade

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, Conar divulgou hoje em São Paulo, novas normas para a publicidade que contenha apelos de sustentabilidade.

O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, documento que, desde 1978, reúne os princípios éticos que regulam o conteúdo das peças publicitárias no país, já continha recomendações sobre o tema mas elas foram inteiramente revisadas, sendo reunidas no artigo 36 do Código e detalhadas no Anexo U.

O sentido geral das novas normas é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banaliza-lo ou confundir os consumidores. Além de condenar todo e qualquer anúncio que estimule o desrespeito ao meio ambiente, o Código recomenda que a menção à sustentabilidade em publicidade obedeça estritamente a critérios de veracidade, exatidão, pertinência e relevância.

Um anúncio que cite a sustentabilidade deve, assim, conter apenas informações ambientais passíveis de verificação e comprovação, que sejam exatas e precisas, não cabendo menções genéricas e vagas. As informações devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados e o benefício apregoado deve ser significativo, considerando todo seu ciclo de vida.

As novas normas incorporam o princípio que orientou a revisão, em 2006, das regras éticas para a publicidade de produtos e serviços que visam crianças e adolescentes, que considera que a publicidade deve ser fator coadjuvante na formação dos cidadãos. Este princípio está resumido nas frases que servem de introdução ao Anexo U:

“É papel da Publicidade não apenas respeitar e distinguir, mas também contribuir para a formação de valores humanos e sociais éticos, responsáveis e solidários. O Conar encoraja toda Publicidade que, ao exercer seu papel institucional ou de negócios, também pode orientar, desenvolver e estimular a sociedade objetivando um futuro sustentável”.

As novas normas entram em vigor em 1º de agosto e valem para todos os meios de comunicação, inclusive a internet.

Confira a íntegra das novas normas:

“Artigo 36 do Código
A publicidade deverá refletir as preocupações de toda a humanidade com os problemas relacionados com a qualidade de vida e a proteção do meio ambiente; assim, serão vigorosamente combatidos os anúncios que, direta ou indiretamente, estimulem:

  1. a poluição do ar, das águas, das matas e dos demais recursos naturais;
  2. a poluição do meio ambiente urbano;
  3. a depredação da fauna, da flora e dos demais recursos naturais;
  4. a poluição visual dos campos e das cidades;
  5. a poluição sonora;
  6. o desperdício de recursos naturais.

Parágrafo único
Considerando a crescente utilização de informações e indicativos ambientais na publicidade institucional e de produtos e serviços, serão atendidos os seguintes princípios:

  1. veracidade – as informações ambientais devem ser verdadeiras e passíveis de verificação e comprovação;
  2. exatidão – as informações ambientais devem ser exatas e precisas, não cabendo informações genéricas e vagas;
  3. pertinência – as informações ambientais veiculadas devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados;
  4. relevância – o benefício ambiental salientado deverá ser significativo em termos do impacto total do produto e do serviço sobre o meio ambiente, em todo seu ciclo de vida, ou seja, na sua produção, uso e descarte.

Anexo U – Apelos de sustentabilidade

É papel da Publicidade não apenas respeitar e distinguir, mas também contribuir para a formação de valores humanos e sociais éticos, responsáveis e solidários.

O CONAR encoraja toda Publicidade que, ao exercer seu papel institucional ou de negócios, também pode orientar, desenvolver e estimular a sociedade objetivando um futuro sustentável.

REGRA GERAL

(1) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade da Responsabilidade Socioambiental e da Sustentabilidade” toda a publicidade que comunica práticas responsáveis e sustentáveis de empresas, suas marcas, produtos e serviços.

(2) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade para a Responsabilidade Socioambiental e para a Sustentabilidade” toda publicidade que orienta e incentiva a sociedade, a partir de exemplos de práticas responsáveis e sustentáveis de instituições, empresas, suas marcas, produtos e serviços.

(3) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade de Marketing relacionado a Causas” aquela que comunica a legítima associação de instituições, empresas e/ou marcas, produtos e serviços com causas socioambientais, de iniciativa pública ou particular, e realizada com o propósito de produzir resultados relevantes, perceptíveis e comprováveis, tanto para o Anunciante como também para a causa socioambiental apoiada.

Além de atender às provisões gerais deste Código, a publicidade submetida a este Anexo deverá refletir a responsabilidade do anunciante para com o meio ambiente e a sustentabilidade e levará em conta os seguintes princípios:

1. CONCRETUDE
As alegações de benefícios socioambientais deverão corresponder a práticas concretas adotadas, evitando-se conceitos vagos que ensejem acepções equivocadas ou mais abrangentes do que as condutas apregoadas.

A publicidade de condutas sustentáveis e ambientais deve ser antecedida pela efetiva adoção ou formalização de tal postura por parte da empresa ou instituição. Caso a publicidade apregoe ação futura, é indispensável revelar tal condição de expectativa de ato não concretizado no momento da veiculação doanúncio.

2. VERACIDADE
As informações e alegações veiculadas deverão ser verdadeiras, passíveis de verificação e de comprovação, estimulando-se a disponibilização de informações mais detalhadas sobre as práticas apregoadas por meio de outras fontes e materiais, tais como websites, SACs (Seviços de Atendimento ao Consumidor), etc.

3. EXATIDÃO E CLAREZA
As informações veiculadas deverão ser exatas e precisas, expressas de forma clara e em linguagem compreensível, não ensejando interpretações equivocadas ou falsas conclusões.

4. COMPROVAÇÃO E FONTES
Os responsáveis pelo anúncio de que trata este Anexo deverão dispor de dados comprobatórios e de fontes externas que endossem, senão mesmo se responsabilizem pelas informações socioambientais comunicadas.

5. PERTINÊNCIA
É aconselhável que as informações socioambientais tenham relação lógica com a área de atuação das empresas, e/ou com suas marcas, produtos e serviços, em seu setor de negócios e mercado. Não serão considerados pertinentes apelos que divulguem como benefício socioambiental o mero cumprimento de disposições legais e regulamentares a que o Anunciante se encontra obrigado.

6. RELEVÂNCIA
Os benefícios socioambientais comunicados deverão ser significativos em termos do impacto global que as empresas, suas marcas, produtos e serviços exercem sobre a sociedade e o meio ambiente – em todo seu processo e ciclo, desde a produção e comercialização, até o uso e descarte.

7. ABSOLUTO
Tendo em vista que não existem compensações plenas, que anulem os impactos socioambientais produzidos pelas empresas, a publicidade não comunicará promessas ou vantagens absolutas ou de superioridade imbatível. As ações de responsabilidade socioambiental não serão comunicadas como evidência suficiente da sustentabilidade geral da empresa, suas marcas, produtos e serviços.

8. MARKETING RELACIONADO A CAUSAS
A publicidade explicitará claramente a(s) causa(s) e entidade(s) oficial(is) ou do terceiro setor envolvido(s) na parceria com as empresas, suas marcas, produtos e serviços.

O anúncio não poderá aludir a causas, movimentos, indicadores de desempenho nem se apropriar do prestígio e credibilidade de instituição a menos que o faça de maneira autorizada.

As ações socioambientais e de sustentabilidade objeto da publicidade não eximem anunciante, agência e veículo do cumprimento das demais normas éticas dispostas neste Código.”

Texto original de: http://www.conar.org.br/

junho 20, 2011   Sem comentários

Palestra apresenta o tema Consumo Consciente

Vinícius Battistelli Lemos, Engenheiro Ambiental formado na UFMS, e Mestrando em Tecnologias Ambientais apresenta no dia 09/06/2011 às 17h00 (horário de Brasília) a palestra Consumo Consciente no Portal Porta Palestras.

A palestra online é gratuita, basta fazer a inscrição no portal e participar, e irá falar sobre o papel do consumidor consciente, aquele que entende como funciona o ciclo da natureza, e assim escolhe de produtos que tenham impacto reduzido no meio ambiente.

 


Por que participar?Os recursos naturais são limitados, e ainda não percebemos isso. Compramos e consumimos sem pensar nem analisar quais serão os impactos, ou o que faremos com o lixo depois. Entender como funciona o ciclo da natureza pode nos tornar consumidores mais conscientes.

 
Conteúdo que será abordado: Meio Ambiente; Seres Humanos; Processos naturais ; Processos antropogênicos ; Processos naturais X antropogênicos; Resíduos ; Poluição; Ciclo de Vida; 4 R’s; Consumo; Consumidor consciente; Indústria e comércio ; História das coisas.

junho 7, 2011   Sem comentários

Reciclagem: o que é reciclar e quais seus benefícios?

A reciclagem é um processo industrial (pois é realizado nas indústrias de reciclagem) que converte o lixo em matéria-prima novamente. Por exemplo, uma lata de alumínio usada, quando reciclada se torna novamente alumínio para a produção de outra lata.

Reciclar tem o seguinte significado: Re (repetir) + cycle (ciclo, indicando o ciclo do lixo e das matérias primas).

Benefícios da reciclagem:

  • Contribui para diminuir a quantidade de lixo nos aterros sanitários e lixões;
  • Prolonga a vida útil dos aterros sanitários;
  • Gera empregos para a população não qualificada;
  • Gera receita com a comercialização dos recicláveis;
  • Economiza energia e poupa recursos naturais.

Dica esperta:

Em vez de reciclar, tente pré-ciclar, isto é, adote uma p0stura de consumo consciente e evite comprar produtos com excesso de embalagens ou embalagens não recicláveis (como o isopor).

junho 2, 2011   2 comentários

Aquecimento global – um impacto de caráter global

O aquecimento global está sendo causado devido ao aumento de gases estufa na atmosfera.

Este aumento de gases é causado por:

- Queima de combustíveis fosséis;

- Desmatamento/queima de biomassa;

- Aumento da população mundial/criação de animais.

O Aquecimento global é causado pelo fato do gás carbônico reter um pouco da radiação solar que é refletida pela Terra. E como cada vez mais tem mais gás carbônico, mais radiação fica retida.

As consequências do efeito estufa, aquecimento global,  são: elevação da temperatura do planeta, alterações nas precipitações pluviométricas (regime de chuvas), elevação do nível do mar, perda de biodiversidade e de espécies.

O aquecimento global é um dos maiores problemas ambientais atuais.

abril 28, 2011   Sem comentários

Lista dos impactos ambientais causados pelas cidades

As cidades são verdadeiras causadoras de impactos ambientais, como:

  • Desmatamento (o qual é feito para dar lugar a cidade): o desmatamento diminui a infiltração da água no solo e aumenta o escoamento superficial, diminuindo assim a recarga dos aquíferos. Também causa o assoreamento de córregos e rios através do carreamento do solo pelo escoamento superficial o qual causa a erosão.  O escoamento superficial também causa a lixiviação dos nutrientes do solo, empobrecendo o solo, o qual perde os seus nutrientes, e consequentemente precisa de mais adubos e fertilizantes. O desmatamento também causa alterações climáticas e desertificação.
  • Impermeabilização do solo: ocorre devido ao asfaltamento e construções. Grande causadora de enchentes, causadas pelo aumento do escoamento superficial. Também contribui para a diminuição da recarga dos aquiferos através da diminuição da infiltração. Causa alterações micro-climáticas.
  • Mudanças no regime hidrológico: causadas pelas alterações climáticas, geram chuvas mais intensas, e maior ocorrência de enchentes.
  • Modificações ou destruição de ecossistemas: alterações no ciclo hidrológico e alterações climáticas causam as modificações ou destruição de ecossistemas, os quais são muito importantes como recursos naturais para a humanidade.

Por isso, que as cidades devem ser planejadas e ter áreas verdes dentro delas, as quais devem ser pensadas enquanto a cidade é pequena (até 50.000 habitantes).

abril 28, 2011   2 comentários

Biosfera e ecossistemas: conceitos e importância

O meio ambiente é o conjunto de todas as condições físicas, químicas e biológicas que afetam o desenvolvimento e o bem-estar dos seres vivos.

Ambientes naturais são aqueles que não sofreram a ação do homem, enquanto ambientes artificiais são aqueles modificados pelo homem.

Os ecossistemas são sistemas integrados de seres vivos e ambientes físicos, que possuem características próprias como clima, tipo de vegetação, fauna e flora. Eles dependem da introdução de energia através da fotossíntese.

Nos ecossistemas ocorrem fluxos contínuos de energia através das cadeias alimentares.

A biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas. E abrange os lugares onde é possível observar a existência de vida. Possui em torno de 12 km de espessura ( 6 km acima do nível do mar, e 6 km abaixo deste).

A Biosfera é composta pela:

  • atmosfera: camada de ar que envolve a Terra;
  • hidrosfera: compreende os recursos hídricos da Terra;
  • litosfera: camada sólida superficial (solo) da Terra.

abril 28, 2011   4 comentários

Poluição Ambiental – conceito e importância do tema

A poluição ambiental é qualquer alteração de um ambiente (ar, água e solo) que resulte em prejuízos aos organismos vivos ou prejudique um uso deste ambiente.

Os impactos ambientais são consequência das ações do homem, da interação entre o homem e o meio ambiente.

A definição de impactos ambientais é “cadeia de efeitos que se produzem no meio natural e social (antrópico), como consequência de determinada ação.”

Os impactos ambientais podem ser reversíveis ou irreversíveis, positivos ou negativos, diretos ou indiretos, temporários, permanentes ou cíclicos.

A pesquisa cientifica sobre a natureza e biodiversidade é muito importante, para que o homem compreenda como os recursos naturais se recuperam antes de utilizá-los.

abril 28, 2011   1 comentário

Iluminação reciclada: opção para o reaproveitamento de lâmpadas

Vídeo sobre a reciclagem de lâmpadas fluorescentes e reatores, transformando-os em lâmpadas LED.

Uma grande inovação ecológica para a destinação correta e reaproveitamento destes resíduos tóxicos, e tão poluentes, que são descartados de forma errada no Brasil. Vale a pena assistir e conhecer o projeto.

abril 22, 2011   Sem comentários

4 Rs – Coloque no seu dia a dia

Coloque no seu dia a dia estes 4 rs:

Reduzir

Reutilizar

Reciclar

Respeitar a biodiversidade

abril 19, 2011   Sem comentários

Como descartar seus eletrônicos de forma correta?

A reciclagem de produtos eletroeletrônicos já faz parte da agenda ambiental de muitas empresas, e muitos consumidores não sabem disso. Você não precisa mais ficar guardando aquela sucata velha, sem saber o que fazer com ela.

Grandes empresas como Philips, Dell, HP e Itautec já tem programas de reciclagem. Algumas delas vem buscar em sua residência sem nenhum custo como a Dell, outras tem pontos de recebimento de resíduos. Saiba mais pelos websites ou serviços 0800 destas empresas!!

Sem contar que todas as companhias de celulares possuem lixeiras especiais para coletas de celulares e baterias usadas.

Se você tem um produto eletroeletrônico velho, procure descartá-lo corretamente, pois ele poderá ser reaproveitado para reciclagem, e sua disposição final será controlada, diminuindo assim os impactos ambientais que ele causaria pela disposição incorreta.

janeiro 31, 2011   Sem comentários