Problemas com a coleta seletiva em São Paulo
Reportagem no site da Folha de São Paulo aponta um dos gargalos na reciclagem do lixo: a capacidade efetiva de reciclar.
As empresas responsáveis por retirar os resíduos da coleta seletiva não tem capacidade para armazenar e reciclar todos os resíduos coletados, e acabam jogando fora o que foi separado pela população. Um duplo desperdício.
Para evitar maiores desperdícios, as empresas responsáveis pela coleta seletiva reduziram a quantidade de lixo coletado.
Leia mais na reportagem aqui.
junho 1, 2010 No Comments
Minhocário de Apartamento
Uma boa iniciativa na criação de um minhocário, para aproveitar os resíduos orgânicos produzidos em uma residência, está sendo apresentada no blog Minhocário de Apartamento.
Vale a pena dar uma conferida, é uma ótima solução para reduzir a quantidade de resíduos, reaproveitar o lixo e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
maio 25, 2010 No Comments
Pesquisa Você e o Meio Ambiente
Em pesquisa realizada entre os dias 26 de novembro e 01 de dezembro, em 2009, através de convites por e-mail pelo site Problemas Ambientais obteve resultados interessantes sobre o comportamento e as opiniões do público alvo perante algumas questões ambientais.
O público alvo foram pessoas com nível superior, ou pós graduação, com formação relacionada com a área ambiental. A idade média foi de 20 a 30 anos, com divisão igual entre sexos.
Em sua maioria, os entrevistados demonstram grande preocupação com as mudanças climáticas, e procuram conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar do meio ambiente.
Apesar disso, analisando as atividades ambientalmente corretas adotadas pelos entrevistados, nota-se que as mais corriqueiras são aquelas que demandam pouco esforço, e quase nenhum gasto extra (na maioria das vezes, economizando), como demonstrado no gráfico abaixo:
Atitudes que envolvem grandes custos iniciais não são adotadas pela maioria, como usar aquecedor solar. Assim como atitudes que envolvem significativo aumento no orçamento, como comprar produtos de origem local. Hábitos de conveniência, como a facilidade do transporte por automotores, retirar carregadores da tomada quando não estão em uso, ou recusar sacolas plásticas, apresentam equilíbrio entre quem faz ou não. Talvez pela época de transição de hábitos mais impactantes para hábitos mais responsáveis ambientalmente.
Uma das ferramentas mais eficientes para incentivar os hábitos ecológicos é através das campanhas em diversas mídias, como jornais, revistas e etc. Alguns comportamentos, como recusar produtos embalados no isopor, não são atitudes incentivadas nestas campanhas, e, talvez por isso seja baixa a porcentagem de pessoas a adotar essa atitude.
A maioria dos entrevistados, cerca de 74%, aceitaria pagar mais por um produto ecologicamente sustentável, mas os comentários indicam que o valor pago a mais não poderia ser abusivo, menos de 10% do valor do produto.
Quanto a neutralização de carbono, a maioria aceitaria pagar para neutralizar suas emissões, mas um valor baixo, menos de R$ 100,00 por ano.
Conclusão
As pessoas estão preocupadas com as mudanças climáticas, e tem consciência dos impactos que causam ao meio ambiente. Por isso, aos poucos passam a adotar algumas atitudes pró-ativas com relação ao tema. Nota-se que as ações bombardeadas pela mídia são mais adotadas, e que apesar da preocupação e a da postura pró-ativa, o fator limitante é o custo, e o grande esforço demandado por algumas das atitudes. Por outro lado, atitudes que representem economia ou corte de custos, também são as primeiras a serem adotadas.
O público alvo da pesquisa tem em sua grande maioria formação na área ambiental, e por isso, espera-se que para a grande massa obtenham-se opiniões diferentes, e principalmente, que as atitudes ambientalmente sustentáveis sejam adotadas pela minoria apenas.
maio 14, 2010 3 Comments
Sustentabilidade e o tempo
Lendo a Revista Página 22 de Fevereiro de 2010, me deparei com as seguintes frase escritas por Carolina Derivi:
“A busca da sustentabilidade é uma luta contra o tempo, considerando a urgência dos problemas ambientais.”
“O tempo da sustentabilidade é o da oportunidade, a brecha que se abre para rever e aprimorar modelos de desenvolvimento.”
Vale a pena pensar sobre o assunto!
fevereiro 21, 2010 No Comments
Conceito de Poluição
Com o homem e sua atividade industrial, apareceu a poluição ambiental. O descobrimento do fogo e a consequente poluição do ar, assim como a salinização e o esgotamento de terras agrícolas foram as causas do primeiros impactos negativos do homem sobre o meio ambiente. Durante o Império Romano, com a construção da “Cloaca Máxima”, sistema de evacuação de esgotos de Roma, o homem fez o primeiro intento de atenuar o efeito negativo da civilização sobre o meio ambiente. Etapas posteriores de descaso ambiental caracterizaram-se por epidemias de pestes e frequentes episódios de poluição em Londres, o berço da revolução industrial, com milhares de mortes. Embora não tenha sido até meados deste século quando a carga de poluentes ultrapassou a capacidade natural de “tratamento” da natureza e começaram a se agravar os problemas ambientais, passando de locais e regionais, a problemas de caráter global.
Vamos definir, primeiramente, o conceito de poluição:
Poluição ambiental: É a degradação do ambiente, ou seja, mudanças nas características físico-químicas ou biológicas do ar, água ou solo, que afetam negativamente a saúde, a sobrevivência ou as atividades humanas e de outros organismos vivos.
A Lei n° 6.938, de 31/07/81, que trata da Política Nacional de Meio Ambiente, define a poluição como sendo “A degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, criem condições adversas às atividades sócio-econômicas, afetem desfavoravelmente a biota, afetem condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente e lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos”.
Tipos de poluição (em função do tipo de poluente):
- Poluição física;
- Poluição química;
- Poluição físico-química;
- Poluição bioquímica;
- Poluição radiativa.
É indiscutível que a aplicação da ciência e da tecnologia tem conduzido à melhora no nível de vida da população, pelo menos para uma parte da população do planeta, o que caracteriza-se por:
- Acréscimo da quantidade e qualidade da produção de alimentos.
- Desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação.
- Desenvolvimento da construção de moradias.
- Mecanização e automação dos processos produtivos (aumento da produtividade e redução do tempo de trabalho).
- Desenvolvimento de sistemas para o fornecimento de água potável e para o tratamento de efluentes líquidos.
- Eliminação de muitas doenças contagiosas e desenvolvimento de tratamentos efetivos para outras.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, tem provocado efeitos nocivos sobre o meio ambiente:
- Mudanças climáticas.
- Perda de terras cultiváveis (desertificação).
- Desmatamento
- Poluição de rios, lagos e mares.
- Poluição do solo e das águas subterrâneas.
- O smog fotoquímico e a poluição do ar nas cidades.
Assim, aparece como um problema vital, conciliar o desenvolvimento e as vantagens de um modo de vida aceitável, com a conservação do meio ambiente.
janeiro 18, 2010 11 Comments
Analfabetismo Científico e os Problemas Ambientais
… As conseqüências do analfabetismo científico são muito mais perigosas em nossa época do que em qualquer outro período anterior. É perigoso e temerário que o cidadão médio continue a ignorar o aquecimento global, por exemplo, ou a diminuição da camada de ozônio, a poluição do ar, o lixo tóxico e radioativo, a chuva ácida, a erosão da camada superior do solo, o desflorestamento tropical, o crescimento exponencial da população…
Carl Sagan, “O mundo assombrado pelos demônios”, Companhia das Letras, 1997
Conhecer o que acontece em nosso planeta faz parte da solução dos problemas ambientais que nos afligem. O aquecimento global, a poluição marinha, a disposição incorreta dos resíduos sólidos nos solos e o consumismo desenfreado causam impactos, e são agravados por eles mesmos, num círculo vicioso, e completamente distante do conceito de desenvolvimento sustentável.
Ignorar o que acontece (o tal do analfabetismo científico citado por Sagan) pode parecer a solução mais fácil, pois dispensa-nos das resposabilidades pelo que fizemos e fazemos na nossa casa, no nosso planeta TERRA. Mas não é a solução correta, como a consciência de cada um diz.
O correto é erguer a cabeça, aceitar nossos deveres, e lutar para resolver os problemas ainda passíveis de solução. Mesmo em pequenos gestos, com pequenas mudanças na nossa rotina, podemos fazer algo para mudar nosso futuro comum.
janeiro 15, 2010 No Comments
Pequenas ações fazem a diferença
Os impactos provocados por pequenas ações podem ser significativos para o planeta. Mas pequenos atos, como retirar os carregadores de celular da tomada quando não em uso, e reciclar os componentes eletrônicos, podem ser positivos:
Diante do aumento de vendas de aparelhos celulares, a União Européia desenvolveu um projeto piloto de Política Produtiva Integrada da Comissão Européia (IPP) em telefonia móvel para avaliar o impacto ambiental de telefones móveis através de seu ciclo de vida. A iniciativa envolveu produtores, operadoras, organizações governamentais e grupos de interesse ambiental.
O documento final destacou medidas que incluem: um índice ambiental para celulares similar ao índice de eficiência energética para linha branca e campanhas para encorajar usuários a adotar hábitos sustentáveis, tais como desplugar carregadores de bateria e descartar de forma responsável.
Os consumidores serão beneficiados por preços mais baixos na medida em que essa reutilização significará não ter que comprar novas baterias, prevenindo o aumento do lixo eletrônico.
Diante da pressão dos stakeholders para reduzir o impacto ambiental de celulares, os produtores desses aparelhos estão se movendo para atender as demandas de uma sociedade mais consciente.
A organização de pesquisa de mercado Gartner estima que 1,22 bilhões de itens foram vendidos em 2008. Nesse contexto, produtores de telefone celular agora estão introduzindo novos modelos visando reduzir os impactos ambientais.
A Nokia, uma das empresas líderes no segmento, estima que se apenas 10% dos usuários de celulares do mundo desplugassem os carregadores de bateria da tomada após o uso, a energia economizada seria suficiente para abastecer 60.000 lares europeus anualmente.
Fonte: Revista Idea Sócio Ambiental, Edição n° 18, pág. 13
janeiro 15, 2010 No Comments

