O que é extinção de espécies?

Extinção é o desaparecimento de todos os indivíduos de uma determinada espécie. Acontece de duas maneiras:

  • Advinda da própria natureza, causada por eventos naturais de grandes proporções (vulcanismo, queda de meteoros, etc.) ou devida aos preceitos da seleção natural (os organismos bem adaptados sobrevivem e se reproduzem, enquanto que os não tão bem adaptados tendem a morrer e consequentemente não reproduzir, não passando à próxima geração seu genoma).
  • Advinda de causas artificiais, especialmente relacionadas à maneira como o homem lida diariamente com a natureza, seja por meio da destruição de ambientes e consequentemente do habitat.

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O que é compensação ambiental?

É um mecanismo financeiro de contrapartida pelos efeitos de impactos ambientais não mitigáveis. É imposta pelo ordenamento jurídico aos empreendedores, sob duas modalidades distintas: no licenciamento ou depois do dano efetivo.

Logo, pode-se afirmar que a compensação ambiental pode ocorrer em dois momentos diferenciados: por meio da via preventiva (se esta for realizada no procedimento de licenciamento) ou corretiva (quando ocorre um dano ambiental, esteja o empreendimento licenciado pelo órgão competente ou não).

O instrumento da compensação está contido expressamente no art. 36 da Lei nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc), e regulamentado pelo Decreto nº 4.340/2002, com as alterações dadas pelo Decreto nº 6.848/2009.

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Turismo sustentável e conduta consciente em ambientes naturais – Regras de visitação

A conduta consciente em ambientes naturais é muito importante para garantir a preservação dos ambientes naturais visitados pelo homem, como os parques e reservas naturais.

Assim, a conduta consciente em ambientes naturais é um dos componentes principais do turismo sustentável, e é muito importante seguir as regras de visitação para diminuir os impactos ambientais quando visitando ambientes naturais.

Regras de visitação em ambientes naturais:

– Antes de começar sua visita nas trilhas dos parques, entre em contato com uma agência de turismo ou o ICMBIO local (orgão gestor de parques) para verificar se existem regulamentos e normas para a visitação.

– Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.

– Viaje em grupos pequenos, de até 6 pessoas, grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.

– Evite viajar para áreas populares durante feriados e férias.

– Certifique-se de que você possui uma forma adequada de acondicionar seu lixo para trazê-lo de volta.

– Observe os animais a distância, não se aproxime, mantenha respeito. Não dê alimentos aos animais, eles já possuem seus hábitos e alimentação natural.

– Diminua a quantidade de lixo, deixando em casa embalagens desnecessárias. Traga TODO o seu lixo de volta, jamais queime ou enterre qualquer tipo de lixo.

– Para ir ao banheiro, leve uma Fossa Seca Ambulante (informe-se sobre sua disponibilidade com os gestores do parque, condutores e agências da região). Caso não tenha, cave um buraco com 15 cm de profundidade, a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, e em locais onde não seja necessário remover a vegetação.

– Para lavar louça, não use sabão, e não lave as coisas em áreas de nascente, afaste-se pelo menos 60 metros das nascentes para lavar utensílios.

– Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

– Não faça fogueiras, elas prejudicam o solo e representam grande risco de incêndios flroestais.

– Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio de acampamento. É muito mais fácil e rápido que uma fogueira. Para iluminar utilize um lampião ou lanterna do que a fogueira.

– Ande e acampe em silêncio, preservando a tranquilidade e a sensação de harmonia que a natureza oferece.

– Deixe aparelhos sonoros e instrumentos musicais em casa.

– Trate os moradores da região com gentileza, cortesia e respeito. Mantenha porteiras fechadas do jeito que encontrou, e não entre em casas e galpões sem pedir permissão.

– Contratar passeios, hospedagem, transporte e serviços de pessoas locais colabora para o desenvolvimento social e conômico da comunidade.

– Deixe seu animal doméstico em casa.

– Para chamar a atenção de uma equipe de socorro, tenha em sua mochila um plástico ou tecido de cor forte em caso de emergência. Mas use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual e o afugentamento dos bichos.

– Não construa estruturas como bancos, mesas e pontes. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo mortas ou tombadas.

– Não cate pedras, galhos, flores e conchas para levar como lembranças. Leve apenas suas memórias e fotografias.

– Mantenha-se na trilha, jamais saía dela.

– Não corte, nem arranque a vegetação ou remova pedras em locais para acampar. Acampe em locais pré-estabelecidos.

– Leve sempre itens essenciais como: lanterna, agasalho, capa de chuva, chapéu, estojo de primeiros socorros, alimentos e água, mapa e bússola, mesmo nas atividades mais fáceis.

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Saneamento Básico na Amazônia

Ter Saneamento Básico é um direito de qualquer cidadão, e mesmo em regiões que não apresentam problemas com a escassez, é necessário garantir que a água oferecida seja tratada e tenha boa qualidade. No Amazonas algumas famílias, apesar de morarem ao lado dos rios, abastecem-se com água da chuva.

Na Amazônia sobra água e falta saneamento
Por Mario Osava, da IPS

Altamira, Brasil, 16/8/2010 – Parece um contrassenso adotar na úmida Amazônia uma solução desenvolvida para as secas do Nordeste brasileiro. Mas as águas pluviais, captadas no teto e armazenadas em cisternas, estão melhorando a saúde e a vida em comunidades rurais da região. O governo do Estado do Amazonas promove, desde 2006, o Programa de Melhorias Sanitárias e Armazenagem de Água da Chuva (Pró-Chuva), que já beneficiou dez mil famílias em 77 comunidades, com telhados, cisternas e sistema de esgoto.

Sua segunda fase, iniciada em maio, se estenderá a outros povoados e distribuirá equipamentos de saneamento. Na Amazônia há excesso de água, que, em geral, não é potável e muitas vezes está contaminada pelo dejeto dos próprios moradores, espalhando diarreia, hepatite e outras doenças. E nem sempre a água é de fácil acesso. Aos 69 anos, hipertenso e diabético, com 14 filhos espalhados pela Amazônia, Osvaldo Pantoja Ferreira já quase não tem forças para carregar a lata com 20 litros de água do rio até sua casa, onde vive com a mulher.

São cerca de cem metros de subida íngreme e escorregadia. “No verão fica mais difícil”, por que o rio se afasta, disse. Caracol, como todos o chamam, precisou apelar para a criatividade. Há quatro anos instalou seu próprio sistema de recolher água da chuva, com canos à beira do telhado que a leva a um depósito de mil litros em um canto da casa e a outro menor, do outro lado. Mas continua carregando água do rio, por achar que é mais potável.

Onde vive, no Estado do Pará, a leste do Estado do Amazonas, não há nenhum plano como o Pró-Chuva, que se inspirou no Programa Um Milhão de Cisternas que existe no semiárido nordestino desde 2003, graças a uma rede de 700 organizações sociais. Com uma forte participação comunitária, esse programa já instalou quase 300 mil unidades. Antes, Caracol tentou a tecnologia industrial, mas as duas bombas que comprou não aguentaram o esforço. “O motor era muito fraco, perdi dinheiro”, lamentou. Depois, seu gerador de eletricidade quebrou, inutilizando também seu televisor, “que com antena parabólica pegava bem”.

A Volta Grande do Rio Xingu, o trecho em curva de cem quilômetros em cuja margem construiu sua casa de madeira, terá a maior parte de suas águas desviada para alimentar a hidrelétrica de Belo Monte, que enfrenta a insistente resistência de indígenas, movimentos sociais e ambientalistas. A conclusão do projeto, prevista para 2015, deixará Volta Grande em um eterno verão. Na Amazônia, as águas determinam os ciclos de vida e do ano. O inverno, de dezembro a abril, é quando mais chove, quase todos os dias. No verão, o Rio Xingu baixa muito e deixa descobertas suas praias, cascatas e milhares de ilhotas de pedras.

Antes que o rio se afaste definitivamente, Caracol, exímio caçador que acertava o olho de jaguares e ariranhas (nutria gigante) para garantir bom preço pelas peles intactas, espera ser ligado ao sistema elétrico nacional e recuperar seu televisor, a geladeira e a possibilidade de bombear água do Xingu. “A luz fica a 15 quilômetros e deve chegar nos próximos meses”, disse Caracol, diante da expansão do programa Luz Para Todos, com que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva levou eletricidade a 2,5 milhões de famílias rurais.

Com geradores próprios, os indígenas dos grupos Arara e Juruna, também ribeirinhos da Volta Grande, bombeiam água para suas aldeias do Xingu, um dos principais e mais longos afluentes da vertente meridional da bacia amazônica. Entretanto, temem que a construção da represa e dos canais para desvio parcial do rio suje suas águas.

“Não sabemos como ficará a qualidade da água que consumimos”, disse Arlete Juruna, filha do líder da reserva indígena Paquiçamba, onde vivem 92 pessoas. Ela também teme redução dos peixes, principal alimento dos indígenas, junto com o tracajá, espécie de quelônio abundante na bacia. “Aqui não tem lençol freático, apenas poucas rochas, não se encontra água nem com perfurações de 200 metros”, disse José Carlos Arara, que lidera o grupo Arara da Volta Grande, de 150 membros, e se opõe decididamente à hidrelétrica.

Monitorar a qualidade da água será indispensável, porque cimento e produtos químicos usados na construção poderão contaminar os peixes, matá-los ou provocar intoxicações em seus consumidores, acrescentou José Carlos. Muitas espécies de peixes se alimentam no lodo onde se depositam os sedimentos, explicou. Impacto oposto sofrerá a população mais pobre de Altamira, capital da bacia do Xingu, com cerca de cem mil habitantes. Uma represa do complexo hidrelétrico fará subir as águas até a cidade, que fica 40 quilômetros acima, inundando bairros ribeirinhos de três igarapés que desembocam no rio.

Cristiana Rodrigues de Matos, de 29 anos, sabe que a água cobrirá a casa onde vive, na margem do Igarapé Altamira, que já esteve com metade submersa em abril de 2009, quando chuvas intensas romperam os diques construídos por fazendeiros ao longo do riacho, desalojando 30 mil pessoas. Vivia em uma rua mais acima e mudou-se há quatro meses, conhecendo os riscos. É que, devido à inundação do ano passado, baixaram os alugueis das casas ameaçadas, disse Cristiana, que trabalha como faxineira diarista e tem três filhos, incluindo um bebê de um ano, e seu marido é pedreiro.

O estudo de impacto ambiental de Belo Monte estabeleceu que 4.747 casas e imóveis comerciais serão inundados e 16.420 pessoas desalojadas nesses bairros de Altamira, que carecem de saneamento e que, na maioria, lançam o esgoto nos rios e consomem águas de poços superficiais e fáceis de serem contaminados. Os desalojados, cuja quantidade será o dobro das previsões, segundo os opositores ao projeto, receberão indenizações e serão reassentados em bairros altos, com saneamento e casas saudáveis, asseguraram autoridades responsáveis pela hidrelétrica.

“Em Tucuruí, as promessas não foram cumpridas”, recordou Vanusa Soares, referindo-se à hidrelétrica construída na década de 80 também no Pará. Ela elevou sua casa sobre palafitas de quase um metro, tentando evitar outra inundação como a do ano passado. Mas sua rua toda, bem como o bairro de casas de madeira, não sobreviverá à cheia das águas represadas. Envolverde/IPS

Fonte: (IPS/Envolverde)

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Floresta preservada tem limites de resistência a seca

Artigo publicado na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos demonstra que até as florestas preservadas são afetadas pelos períodos de seca.

Manaus – Um artigo publicado nesta segunda-feira na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) comprova que as florestas preservadas são mais resistentes à seca do que áreas já degradadas, mas demonstra também que existem limites para esta resistência. O estudo oferece uma explicação sobre as divergências entre resultados de campo e dados obtidos por sensoreamento remoto sobre a absorção de carbono na Floresta Amazônia em períodos de estiagem.

Cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), da Universidade da Flórida (UF) e do Woods Hole Research Center (EUA) combinaram dados de sensoreamento remoto, com análises de campo e registros meteorológicos. Eles utilizaram um novo índice de vegetação (EVI), obtido por satélites, que demonstrou ser mais coerente com o análises de campo, feitas na Floresta Nacional do Tapajós.

Fonte: O Eco

Leia a reportagem completa aqui, ou veja o artigo (em inglês) aqui.

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