Cigarro: lixo que prejudica a natureza. Projeto que ensina o descarte correto.

Vale a pena ler o texto abaixo sobre o cigarro, um resíduo desprezado pela maioria, contudo muito importante do ponto de vista ambiental. Um projeto que mostra que o cigarro é também reciclável, e que vale a pena buscar o descarte correto deste resíduo.

Texto: “De cigarro a grama” – POR THAÍS HERRERO # Em Revista Página 22 – Maio 2012 

Em cestos de lixo especiais para bitucas está uma saída para o resíduo produzido pelos fumantes, que muitas vezes vai parar no chão. Nesse caso, a proposta é que pare na terra

Muito condenado e símbolo de malefícios à saúde, o cigarro encontrou uma forma de reduzir o peso de sua existência – pelo menos o peso do lixo que as bitucas representam nas ruas. No estado de São Paulo estão instalados vários cestos de lixo exclusivos para as pontas. De lá, elas são encaminhadas para a reciclagem. No final do processo, o que um dia foi cigarro vira uma espécie de adubo para recompor áreas degradadas.

O responsável pela iniciativa é o programa Coletor Ambiental, idealizado pelo publicitário Roberto Dias. Quando a lei antifumo [1] foi aprovada no estado de São Paulo, ele se deu conta de que colocar os fumantes nas calçadas poderia criar mais um problema: o lixo. E estava certo. Por falta de cinzeiros em alguns estabelecimentos e falta de consciência de muitas pessoas, um dos efeitos colaterais da medida foi o acúmulo de bitucas nas calçadas e sarjetas em frente a bares e restaurantes. “Se não há cinzeiros por perto, ninguém guarda o lixo no bolso ou procura onde descartá-lo. Vai parar no chão mesmo, entupindo esgotos e bueiros e chegando nos rios”, conta Dias.

[1] Em 2009 foi aprovada a lei que proíbe o consumo de cigarros e derivados do tabaco em locais fechados de uso coletivo, como bares, restaurantes, táxis e repartições públicas

Além de prejudicar o escoamento da água, as pontas de cigarros têm produtos químicos em sua composição – 20 delas tornam cinco litros de água impróprios para o consumo. E o descarte indevido aumenta os riscos de incêndio. Segundo o Corpo de Bombeiros do estado, 25% das ocorrências em áreas urbanas têm origem em pontas de cigarros jogadas acesas.

O lixo em questão não é pouco. Dias ressalta que, só na cidade de São Paulo, são 4 milhões de fumantes e, que segundo dados do Datafolha, cada um consome em média 5 cigarros por dia. “Se todo fumante colocar as pontas nos cestos coletores, são 20 milhões de bitucas a menos nas ruas a cada 24 horas”, diz. A meta do programa Coletor Ambiental é recolher 24 milhões de bitucas por dia. Sem apelo ao aumento do consumo de cigarros, claro.

As caixas coletoras de São Paulo são esvaziadas a cada quinze dias e o material viaja até a cidade mineira de Uberlândia, para a usina da Conspizza. Em um mês, são cerca de 8 toneladas de resíduo encaminhados. Lá, as bitucas passam por um processo de compostagem e os componentes tóxicos são retirados. O material resultante é misturado a um composto orgânico com resíduos vegetais e transformado em uma biomanta, que é usada na recomposição de áreas degradadas por construções e indústrias, por exemplo. Nessa biomanta, fora os restos de cigarro estão sementes de gramíneas e fertilizantes. Depois de 35 dias da aplicação, nasce grama no terreno, ajudando a fortalecê-lo.

O primeiro coletor de bitucas foi instalado em 2010 no prédio do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) de São Paulo. Hoje, outros 1.250 dispositivos estão em 580 pontos do estado, como shoppings centers, agências bancárias e hotéis. Roberto Dias planeja uma ampla expansão de seu programa até 2014. E as cidades de Santos, Taubaté e São José dos Campos serão as próximas a fazer parte. Também foi firmada uma parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e, até o fim de julho, os fumantes que frequentam as orlas das praias cariocas poderão depositar suas bitucas nas caixas ecologicamente corretas. “Na Copa de 2014, quero que todos os estádios que receberão os jogos tenham o coletor instalado”, almeja.

Apesar de ter idealizado o Coletor Ambiental, Dias não é fumante. Só trabalha para diminuir os danos que o lixo mal destinado gera no meio ambiente e melhorar a qualidade de todos os cidadãos. Ele conta que vários fumantes elogiam o projeto, dizendo que, já que vão jogar a bituca fora, que ela tenha um descarte e um fim mais ecológico. “O coletor é bom para o fumante, pois dá a destinação correta a sua bituca. É bom para o não fumante porque proporciona uma cidade mais limpa. E é bom para o planeta por tudo isso”, afirma.

Versão original em: http://pagina22.com.br/index.php/2012/05/de-cigarro-a-grama/

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Dicas de Produtos naturais para limpeza doméstica

Existem diversas substâncias caseiras naturais que podem substituir produtos químicos agressivos usados no dia a dia da limpeza doméstica.

Isso é importante porque o uso de substâncias caseiras é mais ecológico, menos agressivo a saúde humana e ao meio ambiente, e evita a contaminação dos recursos hídricos.

Veja abaixo as dicas de produtos naturais que podem ser usados na limpeza doméstica:

Casca de limão seca é bom para manter as traças longe de armários e roupas.

Vinagre branco é bom para remover ferrugem, mofo, manchas no tapete, sujeira de banheiro e para tirar cheiro de peixe de utensílios. Basta diluir em água.

Bicarbonato de sódio é bom para limpar geladeira (tirando o cheiro), garrafas térmicas, limpar o forno e limpeza em geral, pois tem ação fungicida.

Limão espremido e gelo é bom para limpar superfícies engorduradas.

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Reciclagem: o que é reciclar e quais seus benefícios?

A reciclagem é um processo industrial (pois é realizado nas indústrias de reciclagem) que converte o lixo em matéria-prima novamente. Por exemplo, uma lata de alumínio usada, quando reciclada se torna novamente alumínio para a produção de outra lata.

Reciclar tem o seguinte significado: Re (repetir) + cycle (ciclo, indicando o ciclo do lixo e das matérias primas).

Benefícios da reciclagem:

  • Contribui para diminuir a quantidade de lixo nos aterros sanitários e lixões;
  • Prolonga a vida útil dos aterros sanitários;
  • Gera empregos para a população não qualificada;
  • Gera receita com a comercialização dos recicláveis;
  • Economiza energia e poupa recursos naturais.

Dica esperta:

Em vez de reciclar, tente pré-ciclar, isto é, adote uma p0stura de consumo consciente e evite comprar produtos com excesso de embalagens ou embalagens não recicláveis (como o isopor).

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Hierarquia das ações no manejo dos resíduos sólidos!

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em agosto de 2010, contém as diretrizes para a gestão, o gerenciamento e o manejo dos resíduos sólidos. Ela também incentiva os fabricantes a adotar procedimentos adequados à produção de produtos não agressivos ao ambiente e à saúde humana e à destinação final correta dos rejeitos da produção.

Ela trata de temas amplos e variados que fazem parte do dia-a-dia das pessoas, envolvendo conceitos como área contaminada, ciclo de vida do produto, coleta seletiva, controle social, destinação final ambientalmente adequada, gerenciamento de resíduos, gestão integrada, reciclagem, rejeitos, responsabilidade compartilhada e reutilização.

A nova política é clara em definir de que forma se dará o gerenciamento dos resíduos, indicando inclusive sua ordem de prioridade que será a de não-geração, a de redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos (vide figura abaixo).

Hierarquia de ações a serem tomadas quanto a problemática dos Resíduos Sólidos

Fonte: Ministério do Meio Ambiente – Texto por Suelene Gusmão

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Aproveitamento de lixo para gerar energia elétrica

Os resíduos que produzimos podem ser reaproveitados para inúmeras atividades. Além da mais conhecida reciclagem de papeis, plásticos e metais, o reaproveitamento dos resíduos orgânicos gera inúmeros subprodutos, como adubos, fertilizantes, e energia elétrica!

Rio pode ter usina para transformar o lixo dos cariocas em energia elétrica

Por Carolina Gonçalves, da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe) começa a elaborar a proposta de construção de uma usina para transformar o lixo da capital fluminense em energia elétrica. O anúncio foi feito hoje (17) pelo coordenador técnico do projeto e pesquisador do Coppe, Luciano Basto, durante a assinatura do convênio entre o instituto e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb).

Com o acordo, pesquisadores das duas instituições vão analisar a viabilidade técnica e ambiental da instalação de uma unidade de tratamento no bairro do Caju, na zona portuária da cidade, por onde passa metade do lixo produzido pelos fluminenses. Luciano Basto acredita que o estudo, com o cálculo de custos e identificação de tecnologia, seja entregue à prefeitura do Rio em dois meses.

“O investimento pode ser até mais caro do que as tradicionais soluções para destinação de lixo e oferta de eletricidade. Mas como lixo é um combustível a custo negativo, pelo qual a sociedade paga para se livrar do problema, e o tratamento energético do lixo evitaria emissões de gases de efeito estufa, essas receitas adicionais podem ser contabilizadas como benefícios para esse tipo de aproveitamento energético”, estimou o pesquisador.

Basto disse ainda que o aproveitamento energético seria de 100%, considerando que a usina será instalada dentro da cidade, diferente, segundo ele, das hidrelétricas que atendem 80% da matriz energética do país. Por estarem distantes dos grandes centros urbanos, as hidrelétricas registram perda de cerca de 15% da eletricidade gerada.

Atualmente, o Rio de Janeiro produz 9 mil toneladas de lixo por dia. Os detritos são encaminhados a três estações de transferência da cidade: Caju (zona portuária), Irajá (zona norte) e Jacarepaguá (zona oeste). Dessas estações, o lixo é transportado para dois aterros sanitários.

A usina na estação do Caju, que recebe o maior volume de detritos da cidade, poderia chegar a 500 megawatts de potência instalada. Pelos cálculos do Coppe, a transformação de 9 mil toneladas de lixo em energia seria suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências, com consumo médio de 200 quilowatt-hora por mês.

A presidente da Comlurb, Ângela Nóbrega Fonte, garantiu que a empresa vai fornecer todo o material para os estudos e espera abrir o processo de licitação para a construção da usina em seis meses. “Além do que já temos feito no aterro [sanitário] de Gramacho, minimizando a emissão de gases de efeito estufa, e em Seropédica, onde será construído um aterro sanitário controlado com licenciamento ambiental, essa novidade é muito importante para a população. Isso vai trazer mais recursos para a cidade e o meio ambiente vai agradecer”, comemorou Ângela Nóbrega.

Edição: Vinicius Doria
Fonte: (Envolverde/Agência Brasil)

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Problemas com a coleta seletiva em São Paulo

Reportagem no site da Folha de São Paulo aponta um dos gargalos na reciclagem do lixo: a capacidade efetiva de reciclar.

As empresas responsáveis por retirar os resíduos da coleta seletiva não tem capacidade para armazenar  e reciclar todos os resíduos coletados, e acabam jogando fora o que foi separado pela população. Um duplo desperdício.

Para evitar maiores desperdícios, as empresas responsáveis pela coleta seletiva reduziram a quantidade de lixo coletado.

Leia mais na reportagem aqui.

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