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	<title>Problemas Ambientais: causas, efeitos e soluções. &#187; obras</title>
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	<description>Informação para um mundo melhor! Idéias para o desenvolvimento sustentável!</description>
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		<title>Problemas ambientais: Hidrelétrica de Belo Monte</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 19:01:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiza Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Impactos Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[geração de energia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrelétricas]]></category>
		<category><![CDATA[Licenciamento Ambiental]]></category>
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É impossível que o processo de licenciamento ambiental desta obra tenha realmente previsto todos os [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo abaixo fala sobre os <strong>problemas ambientai</strong>s que serão derivados da construção da Hidrelétrica de Belo Monte no Pará. Dá o que pensar! Muito dinheiro será gasto nesta construção, e é óbvio que existirão impactos ambientais negativos e outros positivos.</p>
<p>É impossível que o processo de <strong>licenciamento ambienta</strong>l desta obra tenha realmente previsto todos os cenários que podem ocorrer, mas nem todos os estudos do mundo poderiam prever isso. A questão central é o que queremos, se queremos mais conforto, mais desenvolvimento, mais dinheiro sujo desviado de obras, então vamos construir mais hidrelétricas!</p>
<p>Mas se quiséssemos menos impactos ambientais, todo este dinheiro de Belo Monte poderia ser investido em eficiência energética e matrizes de energia renovável, como parques éolicos!</p>
<p><em>Belo Monte: solução burra para a <strong>geração de energia</strong> no Brasil</em></p>
<p><em>“Belo Monte é uma resposta medíocre para o desafio de gerar energia para o país”, diz Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace no Brasil.</em></p>
<p>Do ponto de vista ambiental, ela repete erros que o país cometeu no passado, alagando áreas de floresta relevantes para construir mega hidrelétricas. Itaipu afogou o Parque Nacional de Sete Quedas na década de 1970. Quarenta anos depois, Belo Monte vai provocar um<strong> desmatament</strong>o de 50 mil hectares em zona de mata, ainda razoavelmente conservada, em pleno coração da Amazônia.</p>
<p>O processo de liberação da obra mostra também como o<strong> licenciamento ambienta</strong>l no Brasil andou para trás. Danem-se as necessidades técnicas e científicas do pessoal do Ibama que analisa os impactos de grandes obras no Brasil. Os recentes governos brasileiros fizeram muito para desacreditar o trabalho que envolve o licenciamento de grandes obras. Lula levou esse comportamento ao extremo e o transformou em refém dos seus desejos.</p>
<p>É Lula, e não a lei, quem agora define seus prazos. Qualquer resistência é recebida pelo presidente e seus ministros com uma ironia burra acerca da complexidade do trabalho dos técnicos. O argumento central é que a conservação da natureza atravanca o desenvolvimento. As 40 condicionantes impostas pelo <strong>Ibama</strong> para mitigar os e<strong>feitos ambientais</strong> da obra apenas aliviam os imensos impactos sociais e ambientais da obra. E seriam dispensáveis se o governo recobrasse os sentidos e percebesse que Belo Monte é uma obra desnecessária.</p>
<p>“Belo Monte também é símbolo de uma visão de desenvolvimento defasada”, prossegue Furtado. “Ela não agrega novas<strong> tecnologias</strong>, não embica o país para o futuro. É uma obra de cimento e aço, típica do século que passou. Além de antiga, Belo Monte, ela vai operar com um alto nível de ineficiência.” Longe dos principais mercados consumidores do país, a energia gerada em Belo Monte terá de ser enviada às regiões Sul e Sudeste do Brasil, produzindo enormes perdas.</p>
<p>Um estudo do Greenpeace realizado em 2007 com a assistência do Grupo de Energia da Universidade Politécnica da USP (GEPEA &#8211; USP) mostra que é possível atender à demanda de energia do país até 2050 com investimentos em geração que passem ao largo de tecnologias de grande impacto ambiental, como grandes <strong>hidrelétricas</strong>, usinas nucleares e termelétricas movidas a carvão ou óleo diesel. A ausência desses dinossauros energéticos seria suprida com a utilização de fontes de geração de energia renováveis modernas como eólica, biomassa e solar.</p>
<p>O cenário desse estudo aponta para uma produção de energia em 2050 em que a geração hidrelétrica responderia por 38% das necessidades do país. O restante viria de biomassa em suas diferentes formas de cogeração (cascas e bagaço, óleos vegetais e biogás), com 26% da geração total. A <strong>energia eólica</strong> entraria com 20% da geração e os painéis fotovoltaicos contribuiriam com 4%.</p>
<p>A matriz seria complementada com 12% de geração termelétrica a gás natural – que apesar de mais poluente do que qualquer geração renovável, ainda representa uma redução de emissão em relação às termelétricas a carvão e óleo combustível, completamente eliminadas da matriz nesse estudo do Greenpeace, juntamente com os reatores nucleares.</p>
<p>Além de claros<strong> benefícios ambientais</strong>, o estudo conclui uma matriz com esse perfil, mais moderno e menos dependente de apenas um tipo de geração de energia, também traria benefícios econômicos para o país, uma vez que seu custo completo, de R$ 537 bilhões, é R$ 117 bilhões aos cálculos do custo da matriz de referência usada pelo governo em seu Plano Nacional de Energia (PNE) para 2030.</p>
<p>No lugar de uma Belo Monte na Amazônia, o Brasil deveria por exemplo investir na criação de uma <strong>Belo Monte</strong> de vento no Nordeste, que gerasse empregos mais condizentes com o século 21 e desenvolvimento industrial de baixo carbono e alta qualidade.</p>
<p><strong>“A usina de Belo Monte é uma prova, sobretudo, de como o Brasil enxerga o futuro pelo espelho retrovisor</strong>”, diz Furtado. “Ao invés de pensar a Amazônia como uma região para a expansão de mega usinas hidrelétricas, o governo deveria planejar o seu desenvolvimento de olho na floresta como um ativo de interesse mundial, que tem influência fundamental para o futuro da regulação do clima no planeta e que presta óbvios serviços ambientais à agricultura nacional.”</p>
<p>Fonte: Envolverde/Greenpeace</p>
<div><span style="font-family: Tahoma, Arial, sans-serif; line-height: normal; font-size: 11px;"><span style="color: #1e9b10;">©</span> <strong>Copyleft</strong> &#8211; É livre a reprodução <span style="text-decoration: underline;">exclusivamente</span> para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.</span></div>


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