Poluição da água e do solo e Saneamento Básico
O que que o saneamento básico tem a ver com a poluição da água e do solo?
O saneamento básico, que são os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, coleta da drenagem pluvial, e coleta de lixo, é fundamental para a saúde pública.
Ele está diretamente associado aos problemas de poluição e/ou contaminação dos recursos hídricos e do solo, pois a deficiência de saneamento básico gera a disposição inadequada de esgotos, contaminando e poluindo os rios e córregos,e favorecendo a proliferação de vetores de doenças (por exemplo, nos lixões).
Conseqüentemente, se temos rios e córregos poluídos gastamos mais dinheiro para tratar a água para o abastecimento público. Ou seja, investimentos em saneamento básico economizam dinheiro gasto em hospitais, em tratamento de água, e aumentam a saúde e qualidade de vida da população.
fevereiro 11, 2010 No Comments
Conceito de Poluição
Com o homem e sua atividade industrial, apareceu a poluição ambiental. O descobrimento do fogo e a consequente poluição do ar, assim como a salinização e o esgotamento de terras agrícolas foram as causas do primeiros impactos negativos do homem sobre o meio ambiente. Durante o Império Romano, com a construção da “Cloaca Máxima”, sistema de evacuação de esgotos de Roma, o homem fez o primeiro intento de atenuar o efeito negativo da civilização sobre o meio ambiente. Etapas posteriores de descaso ambiental caracterizaram-se por epidemias de pestes e frequentes episódios de poluição em Londres, o berço da revolução industrial, com milhares de mortes. Embora não tenha sido até meados deste século quando a carga de poluentes ultrapassou a capacidade natural de “tratamento” da natureza e começaram a se agravar os problemas ambientais, passando de locais e regionais, a problemas de caráter global.
Vamos definir, primeiramente, o conceito de poluição:
Poluição ambiental: É a degradação do ambiente, ou seja, mudanças nas características físico-químicas ou biológicas do ar, água ou solo, que afetam negativamente a saúde, a sobrevivência ou as atividades humanas e de outros organismos vivos.
A Lei n° 6.938, de 31/07/81, que trata da Política Nacional de Meio Ambiente, define a poluição como sendo “A degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, criem condições adversas às atividades sócio-econômicas, afetem desfavoravelmente a biota, afetem condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente e lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos”.
Tipos de poluição (em função do tipo de poluente):
- Poluição física;
- Poluição química;
- Poluição físico-química;
- Poluição bioquímica;
- Poluição radiativa.
É indiscutível que a aplicação da ciência e da tecnologia tem conduzido à melhora no nível de vida da população, pelo menos para uma parte da população do planeta, o que caracteriza-se por:
- Acréscimo da quantidade e qualidade da produção de alimentos.
- Desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação.
- Desenvolvimento da construção de moradias.
- Mecanização e automação dos processos produtivos (aumento da produtividade e redução do tempo de trabalho).
- Desenvolvimento de sistemas para o fornecimento de água potável e para o tratamento de efluentes líquidos.
- Eliminação de muitas doenças contagiosas e desenvolvimento de tratamentos efetivos para outras.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, tem provocado efeitos nocivos sobre o meio ambiente:
- Mudanças climáticas.
- Perda de terras cultiváveis (desertificação).
- Desmatamento
- Poluição de rios, lagos e mares.
- Poluição do solo e das águas subterrâneas.
- O smog fotoquímico e a poluição do ar nas cidades.
Assim, aparece como um problema vital, conciliar o desenvolvimento e as vantagens de um modo de vida aceitável, com a conservação do meio ambiente.
janeiro 18, 2010 2 Comments
Analfabetismo Científico e os Problemas Ambientais
… As conseqüências do analfabetismo científico são muito mais perigosas em nossa época do que em qualquer outro período anterior. É perigoso e temerário que o cidadão médio continue a ignorar o aquecimento global, por exemplo, ou a diminuição da camada de ozônio, a poluição do ar, o lixo tóxico e radioativo, a chuva ácida, a erosão da camada superior do solo, o desflorestamento tropical, o crescimento exponencial da população…
Carl Sagan, “O mundo assombrado pelos demônios”, Companhia das Letras, 1997
Conhecer o que acontece em nosso planeta faz parte da solução dos problemas ambientais que nos afligem. O aquecimento global, a poluição marinha, a disposição incorreta dos resíduos sólidos nos solos e o consumismo desenfreado causam impactos, e são agravados por eles mesmos, num círculo vicioso, e completamente distante do conceito de desenvolvimento sustentável.
Ignorar o que acontece (o tal do analfabetismo científico citado por Sagan) pode parecer a solução mais fácil, pois dispensa-nos das resposabilidades pelo que fizemos e fazemos na nossa casa, no nosso planeta TERRA. Mas não é a solução correta, como a consciência de cada um diz.
O correto é erguer a cabeça, aceitar nossos deveres, e lutar para resolver os problemas ainda passíveis de solução. Mesmo em pequenos gestos, com pequenas mudanças na nossa rotina, podemos fazer algo para mudar nosso futuro comum.
janeiro 15, 2010 No Comments
Desvendando a poluição por plásticos no oceano
A falta de gerenciamento correto dos resíduos sólidos, além de provocar a poluição dos solos, também é responsável por diversos danos ao ambiente marinho. Uma expedição está sendo realizada para quantificar e demonstrar o quão grave é a poluição provocada pelos plásticos nos oceanos:
Cientistas iniciam travessia para estudar a “sopa de plástico” no mar
A poluição marinha por plásticos é um problema global crescente, mas é especialmente grave na região do Pacífico Norte.
Cientistas marinhos iniciaram no último dia 08 de janeiro o lançamento transatlântico do primeiro estudo de poluição marinha por plásticos que é largamente conhecido como prevalecente somente no Oceano Pacífico Norte, a “Grande Marca de Lixo no Pacífico”.
“Este é um problema global, temos visto evidências de poluição por plásticos por todos os lugares do mundo e isto está piorando,” diz o capitão Charles Moore, fundador da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita (AMRF), que em janeiro foi enfocado no programa de TV “The Colbert Report” (O Relatório Colbert) para discutir o problema que ele mesmo colocou no mapa pela primeira vez.
A viagem inaugural do estudo, de St. Thomas, Ilhas Virgens, EUA, até o Mar de Sargaço, é parte do Projeto 5 Gyres (giros), que realizará uma segunda travessia no Atlântico Sul em agosto próximo. Participam diretamente do projeto os pesquisadores Dr. Marcus Eriksen e Anna Cummins, que têm trabalhado com Moore, documentando a acumulação crescente de poluição por plástico no Giro do Pacífico Norte.
Eriksen e Cummins, casados em junho de 2009, trabalharão com a AMRF para aprofundar o foco da sua pesquisa anterior, a qual tem sido quantificar os plásticos flutuantes, incluindo fragmentos de micro-plásticos consumidos pelos peixes. Agora eles buscam entender como esses detritos afetam os peixes, para entender melhor o efeito humano do que o Los Angeles Times chama de “um dos segmentos da esteira de lixo tóxico da civilização que mais cresce”.
“As partículas de plástico no mar agem como magnéticos para químicos tais como DDT, PCB, retardadores de chama e outros poluentes,” diz Cummins. “O Projeto 5 Gyres está trabalhando agora para avançar nossas pesquisas anteriores com os testes buscando determinar se esses químicos se acumulam nos peixes, navegam ao longo da cadeia alimentar e terminam em nossos pratos de jantar.”
“Há cinco giros no mundo,” informa Cummins, “mas a poluição por plásticos não está confinada em um somente. Planejamos agrupar dados de todos os cinco.”
O Projeto 5 Gyres é uma colaboração entre a AMRF, onde Eriksen é diretor do programa de desenvolvimento, a Livable Legacy e a Pangaea Explorations. Um dos patrocinadores do projeto é a Blue Turtle. A Pangaea Explorations está fornecendo o veleiro de 72 pés Sea Dragon, no qual o casal velejará para coletar amostras da superfície do oceano, do fundo do mar e do conteúdo do estômago e dos tecidos de peixes para análise. Outros velejadores são voluntários para contribuir com suas pesquisas com equipamentos emprestados pelo Projeto 5 Gyres.
Acompanhe o progresso do Sea Dragon através da tecnologia GPS fornecida pela Blue Turtle.
Na última primavera, Eriksen e Cummins completaram um tour de 2.000 milhas de bicicleta para gerar conscientização do problema no Giro do Pacífico Norte, onde o próprio Eriksen velejou a bordo do JUNKraft da AMRF construído com 15.000 garrafas de plástico. O problema do plástico no oceano tem sido referido como a Marca de Lixo, mas que é muito mais difusa do que uma simples “marca”, a qual Eriksen e Cummins chamam de sopa de plástico.
Durante a sua viagem transatlântica de seis semanas — a primeira desse tipo — o casal fará uma parada nas Bermudas para palestras e para encontrar-se com o Cônsul Geral dos Estados Unidos Grace Shelton. Em 28 de janeiro eles velejarão aos Açores através do Mar de Sargaço, uma região alongada no meio do Atlântico Norte circundada por correntes oceânicas que formam outro giro oceânico. Eles esperam retornar para Santa Mônica em meados de fevereiro.
Em agosto, eles cruzarão o Giro do Atlântico Sul, indo do Rio de Janeiro à Cidade do Cabo, na África do Sul. Esta será a primeira travessia desse tipo nos últimos 30 anos no hemisfério sul.
Os pesquisadores enfatizam que, desde que a poluição do mar por plásticos não pode ser limpa por qualquer meio, a sociedade deve parar o problema na sua fonte. Eles defendem legislações que demandem das empresas tomarem para si a responsabilidade de recuperar e reutilizar os seus produtos, incluindo incentivos econômicos para promover a recuperação e a extinção dos produtos descartáveis. Legislações responsáveis irão criar, também, uma tremenda oportunidade para produtos inteligentes e inovadores.
“Não podemos sair desta sujeira pela reciclagem, nem podemos limpar o que já está lá fora,” diz Eriksen. “Não estamos olhando para uma grande acumulação de pedaços visíveis de plásticos, mas para uma sopa difusa de micro-partículas.”
Enquanto os efeitos potenciais à saúde humana permanecem desconhecidos, cientistas já estimam que perto da metade de todas as espécies de pássaros marinhos, todas as espécies de tartarugas marinhas e 22 espécies de mamíferos marinhos ferem-se ou morrem por causa do lixo plástico, seja pela ingestão, enredamento ou estrangulamento, antes que os detritos sejam quebrados (pela fotodegradação) em minúsculos fragmentos.
Eriksen e Cummins mantêm um blog sobre suas travessias no endereço http://5gyres.org/whats_happening_now/blog/. Eles continuarão sua segunda viagem no Atlântico com um projeto de conscientização de duração de um ano chamado “O Último Canudo.” Este projeto inclui um tour de 2.000 milhas para ciclo de palestras na Costa Leste e a construção, em Paris, de um barco com 250.000 canudos de plástico. Neste barco, chamado de “STRA,” em homenagem à expedição RA feita por Thor Heyerdahl no final dos anos 1960, eles velejarão o Rio Sena e cruzarão o Canal Inglês.
O patrocinador do Projeto 5 Gyre Blue Turtle, baseado em San Francisco, é uma organização social que visa soluções completas e longevas para a poluição dos oceanos mundiais através da educação, de fontes de eliminação e limpeza. A Pangaea Explorations, outro patrocinador importante, é dedicada à descoberta de bases verdadeiras sobre o meio ambiente, envolvendo pessoas e as questões ambientais, e ensinando a próxima geração a respeitar e proteger o seu meio ambiente. Patrocínios chave adicionais são fornecidos por Ecousable, Quiksilver Foundation, Surfrider Foundation, Keen Footwear, Patagonia e Aquapac.
Mais fotos de Eriksen e Cummins a bordo do Sea Dragon, partículas de plásticos retiradas do estômago de peixes e da viagem de 2008, no JUNKraft, no link:http://m233.photobucket.com/albums/ZanDubin/Video%20Art/5Gyres/
Fonte: Envolverde/Projeto 5 Gyre
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janeiro 13, 2010 No Comments