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Planejamento e gestão de recursos hídricos

Plano é o resultado do processo de planejamento, é um documento que materializa, em textos, um planejamento, e viabiliza sua materialização em termos de ações. Os planos podem ser temáticos e ter uma maior ou menor abrangência espacial. O plano deve ser sempre atualizado, sempre revisto, para que seja adaptado aos novos cenários.

Abaixo, segue algumas definições de planos formulados visando à gestão de recursos hídricos:

  1. PLANO DE BACIA HIDROGRÁFICA – Mesmo que plano de recursos hídricos no âmbito de uma bacia hidrográfica.
  2. PLANO DE RECURSOS HÍDRICOS – Relatório ou documento de planejamento, definido pela legislação de recursos hídricos, para orientar o uso, recuperação, proteção e conservação dos recursos hídricos.
  3. PLANO DE USO, CONTROLE E PROTEÇÃO DE ÁGUAS – Estudo prospectivo que busca adequar o uso, o controle e o grau de proteção dos recursos hídricos às aspirações sociais e/ou governamentais expressas formal ou informalmente em uma política de águas, através da coordenação, compatibilização, articulação e/ou projetos de intervenções.
  4. PLANO DIRETOR (EM RECURSOS HÍDRICOS) – Relatório ou projeto de engenharia no âmbito de planejamento em recursos hídricos, que compara alternativas, cenários e soluções possíveis em função das mais diversas técnicas disponíveis, levando em consideração o custo e benefício e a viabilidade econômica e financeira de cada possibilidade.
  5. PLANO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS – Relatório ou documento, definido pela legislação de cada estado, de orientação à atuação da administração pública estadual, no que diz respeito ao uso, recuperação, proteção e conservação dos recursos hídricos
  6. PLANO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS – Relatório ou documento, definido pela Lei Nacional 9.433, de orientação à atuação da administração pública estadual, no que diz respeito ao uso, recuperação, proteção e conservação dos recursos hídricos no Brasil.

novembro 27, 2013   No Comments

Usos múltiplos e Usos prioritários dos recursos hídricos

Dos recursos naturais, a água talvez seja o mais utilizado pela humanidade, sendo utilizada para inúmeros fins: abastecimento doméstico, comercial e industrial; irrigação; dessedentação de animais; preservação da flora e da fauna; recreação e lazer; geração de energia elétrica; navegação e diluição de despejos. Daí tem-se os usos múltiplos da água. Já o uso prioritário das águas em caso de escassez é para o abastecimento humano e a dessedentação de animais.

Dependendo do uso a que se destina a água deve ter uma qualidade específica, daí a necessidade da classificação da água em classes. Á classe especial pertencem às águas destinadas ao abastecimento público, após simples desinfecção e à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. As águas de classe 2 podem ser utilizadas para abastecimento público, após tratamento convencional. Atualmente, consideram-se 9 classes de águas, sendo 5 para águas doces, 2 para águas salobras e 2 para águas salinas (Resolução CONAMA no. 357/2005) .

Quando são considerados os usos industriais, a água deve atender os requisitos específicos, por exemplo: a água empregada em caldeiras não pode ocorrer carbonato de cálcio ou apresentar dureza, pois estes compostos causarão problemas de incrustações ou obstruções de canais. Águas destinadas a indústrias alimentícias devem possuir características especificas também. Quando o destino da água é irrigação, esta não pode conter alto teor de sais, nem coliformes fecais e, assim, para cada uso, a água deve apresentar qualidade diferente.

novembro 27, 2013   No Comments

Ciclo de produção do plástico

A cadeia produtiva do plástico (ciclo de produção do plástico) abrange um conjunto de processos organizados em três gerações industriais: indústria petroquímica básica (1ª geração); produtoras de resinas termoplásticas (2ª geração) e indústria de transformação (3ª geração). Essa seqüência de etapas envolvidas no processo de transformação dos insumos utilizados na indústria do plástico tem como base inicial o setor petroquímico, no qual, a partir da extração e refino do petróleo, é produzida a nafta, matéria-prima principal para a produção das resinas termoplásticas (DIEESE, 2005).

Descrição do ciclo de produção do plástico.

FONTE: ESTUDO DA VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BOLSA DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS por Daniel de Castro Jorge Silva – Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – 2008

novembro 6, 2013   No Comments

Vantagens do Aquecimento Solar de Água

Quais as vantagens ambientais do uso de aquecimento solar?

Além de ser gratuita, a energia solar é uma fonte energética limpa que contribui para a redução das emissões de Gases do Efeito Estufa – GEE, alinhando-se ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima e atendimento das metas de eficiência energética do Plano Nacional de Energia – PNE 2030, além de postergar a construção de novos empreendimentos de geração e distribuição de energia elétrica.

A utilização de aquecimento solar de água, gera menor impacto ambiental, e obviamente menor degradação dos recursos naturais. Estes são aspectos essenciais para melhor qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável das cidades.

Por que usar coletores solares para o aquecimento de água?

As principais vantagens e justificativas para adoção da tecnologia solar para o aquecimento de água voltada a residências de interesse social são:

  • Acentuada economia de energia elétrica;
  • Longa vida útil dos sistemas termossolares;
  • Baixo custo de manutenção e operação dos sistemas;
  • Utiliza o Sol como fonte de energia: gratuita e limpa;
  • Geração de emprego e renda.

Mesmo no inverno, a maioria das regiões do país é bastante ensolarada, e o que importa para o aquecimento é a radiação solar e não a temperatura. No entanto, em dias chuvosos ou muito nublados, a água pode não alcançar a temperatura ideal para banho – entre 38ºC e 40ºC. Nessa hora, entra em ação o sistema auxiliar de aquecimento, geralmente elétrico ou a gás.

novembro 5, 2013   No Comments

Poluição Ambiental – conceito e importância do tema

A poluição ambiental é qualquer alteração de um ambiente (ar, água e solo) que resulte em prejuízos aos organismos vivos ou prejudique um uso deste ambiente.

Os impactos ambientais são consequência das ações do homem, da interação entre o homem e o meio ambiente.

A definição de impactos ambientais é “cadeia de efeitos que se produzem no meio natural e social (antrópico), como consequência de determinada ação.”

Os impactos ambientais podem ser reversíveis ou irreversíveis, positivos ou negativos, diretos ou indiretos, temporários, permanentes ou cíclicos.

A pesquisa cientifica sobre a natureza e biodiversidade é muito importante, para que o homem compreenda como os recursos naturais se recuperam antes de utilizá-los.

abril 28, 2011   1 Comment

Dia da Árvore

Um texto muito interessante sobre as árvores, de autoria do Engº Osvaldo Esterquile Júnior.

“Cada ser vivo tem seu lugar na natureza e
realiza muitas tarefas. As árvores são muito
importantes, tanto para nossas vidas, como
para o equilíbrio do ecossistema”.

A Árvore

A árvore é nossa amiga, vamos pensar nas coisas boas que ela nos proporciona:

SOMBRA: Como é bom encontrar uma árvore quando o dia está quente e o sol está forte.
BELEZA: Uma árvore é sempre bonita.Mesmo quando não está florida, o verde de suas folhas nos acalma.
ALIMENTO: Como é bom saborear seus frutos… Que servem de alimento para homens e animais.
ABRIGO: Moradia para os pássaros e outras animais.
MADEIRA: Para móveis, celulose (papel), construções, óleosmedicinais, etc.
FOLHAS: Chás e óleos medicinais (algumas espécies), alimento para muitos animais, purificação do ar, reposição
de nutrientes no solo, etc.
UMIDECEM O AR: Parte da água que as árvores retiram da terra é liberada para o ar em forma de vapor, através
da transpiração.
ABAFAMO RUÍDO: As copas das árvores agrupadas minimizamo barulho na cidade e dos carros na rodovia.
PERMITE A INFILTRAÇÃO DA ÁGUA DAS CHUVAS: A camada de folhas em decomposição que se forma em cima do solo funciona como uma esponja absorvendo a água que cai de mansinho por entre a folhagem das copas.
PROTEGE O SOLO: A copa das árvores quebra o impacto das gotas de chuva evitando a erosão e, ao mesmo
tempo, o solo fica coberto por uma camada protetora de folhas e galhos secos.
CONTROLE DO CLIMA: A quantidade de vapor que as árvores colocam no ar vai ajudar a formar as nuvens de
chuva que depois caem sobre a própria região.
VALOR COMERCIAL: É representado pelo que pode ser vendido: seus frutos, casca, folhas e madeira.
BARRAGEM: Minimiza a velocidade do ar protegendo as casas contra ventanias e controla as pragas das
lavouras.

Você não precisa amar, basta não maltratar.
Respeite a vida, respeite as árvores

setembro 21, 2010   No Comments

Floresta preservada tem limites de resistência a seca

Artigo publicado na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos demonstra que até as florestas preservadas são afetadas pelos períodos de seca.

Manaus - Um artigo publicado nesta segunda-feira na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) comprova que as florestas preservadas são mais resistentes à seca do que áreas já degradadas, mas demonstra também que existem limites para esta resistência. O estudo oferece uma explicação sobre as divergências entre resultados de campo e dados obtidos por sensoreamento remoto sobre a absorção de carbono na Floresta Amazônia em períodos de estiagem.

Cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), da Universidade da Flórida (UF) e do Woods Hole Research Center (EUA) combinaram dados de sensoreamento remoto, com análises de campo e registros meteorológicos. Eles utilizaram um novo índice de vegetação (EVI), obtido por satélites, que demonstrou ser mais coerente com o análises de campo, feitas na Floresta Nacional do Tapajós.

Fonte: O Eco

Leia a reportagem completa aqui, ou veja o artigo (em inglês) aqui.

agosto 10, 2010   No Comments

Perda de biodiversidade não foi reduzida conforme era esperado

A perda de biodiversidade é um dos problemas ambientais recorrentes no Brasil, atinge os ecossistemas de maneira muito forte, impedindo o correto funcionamento de seus ciclos naturais, e, além da retirada de diversas espécies, afeta diversas outras de maneira negativa, alterando o equilíbrio natural.

Aumenta a perda de biodiversidade no planeta

Por Soledad Ghione
Os governos não conseguiram cumprir sua promessa de chegar a 2010 com uma redução significativa da perda de diversidade biológica. Isso é o que acaba de reconhecer o Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial, ligado às Nações Unidas. A notícia não causou nenhum escândalo. Pelo contrário, passou desapercebida. Os resultados são conclusivos em demonstrar que a biodiversidade declinou nas últimas quatro décadas. Essa diminuição pode ser observada em distintos grupos animais, como mamíferos ou aves, e na extensão de bosques, manguezais e arrecifes de corais.

A medida que a atenção se concentra cada vez mais nos temas ambientais globais, como a mudança climática, esquecem-se problemas locais como a alarmante perda de biodiversidade. Os governos não conseguiram cumprir sua promessa de chegar a 2010 com uma redução significativa da perda de diversidade biológica. Isso é o que acaba de reconhecer o Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial, ligado às Nações Unidas. A notícia não causou nenhum escândalo. Pelo contrário, passou desapercebida.

Os países signatários do Convênio sobre a Diversidade Biológica acordaram em 2002 que deveriam obter uma significativa redução no ritmo da perda de biodiversidade para 2010, Ano Internacional da Diversidade Biológica. A recente avaliação dessa meta, encabeçada por Stuart H. M, Butchart, do Centro de Monitoramento para a Conservação Mundial do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), baseou-se em uma série de indicadores, tais como a apropriação de recursos naturais, o número de espécies ameaçadas, a cobertura de áreas protegidas, a extensão de bosques tropicais e manguezais e o estado dos arrecifes de coral. O período avaliado foi amplo: de 1970 a 2006.

Os resultados são conclusivos em demonstrar que a biodiversidade declinou nas últimas quatro décadas. Essa diminuição pode ser observada em distintos grupos animais, como mamíferos ou aves. Reduziu-se também a extensão dos bosques e manguezais e se deterioraram as condições marinhas, por exemplo, nas zonas com arrecifes de coral. As tendências agregadas dos indicadores de estado também pioraram. Em nenhum caso, se identificaram reduções dos ritmos de perdas.

A informação parcial disponível também aponta que os ambientes naturais estão se subdividindo e se fragmentando, com o que sua qualidade de reservatório de fauna e flora se deteriora. Um exemplo disso é o caso da Mata Atlântica brasileira que, no passado, foi o segundo bosque mais extenso da América do Sul e do qual se conservam aproximadamente 10%, numa área fragmentada em parcelas diminutas (80% dos remanescentes têm uma extensão inferior a 0,5 quilômetro quadrado).

O estudo mostra também o agravamento de outros processos, como um maior consumo dos bens que os ecossistemas produzem ou a invasão de espécies exóticas que substituem as nativas. Em nenhum caso se identificaram reduções nas pressões sobre os ecossistemas.

Essa avaliação não desconhece alguns avanços e tendências positivas, como o aumento na cobertura das áreas protegidas, a inclusão sob proteção de novas áreas chave para a biodiversidade ou o aumento da superfície de bosques manejados de forma sustentável (1,6 milhões de quilômetros quadrados). No entanto, o balanço final indica que, em escala global, é altamente improvável que se cumpram os objetivos de conservação fixados para 2010. Os esforços realizados para conservar a biodiversidade têm sido claramente inadequados, com uma defasagem importante entre as crescentes pressões humanas e uma série de respostas lentas e insuficientes.

Estes resultados são consistentes com a avaliação preliminar da situação ambiental sulamericana, divulgada recentemente pelo Centro Latinoamericano de Ecologia Social (CLAES), onde se alerta que o resultado final entre as pressões e os usos da natureza e as medidas de conservação é um contínuo aumento da deterioração ecológica.

Essa grave situação está passando desapercebida enquanto a discussão latinoamericana sobre temas ambientais está cada vez mais absorvida pelos temas da mudança climática global. É necessário alertar sobre estas tendências e redobrar os esforços para que os governos e as sociedades promovam medidas mais efetivas de conservação, incluindo realmente essa dimensão nas estratégias de desenvolvimento, e garantindo o financiamento e respaldo necessários para cumprir com os compromissos assumidos anos atrás.

*Soledad Ghione é pesquiadora do CLAES (Centro Latino Americano Ecología Social) – http://www.ecologiayconservacion.com


Tradução: Katarina Peixoto

(Envolverde/Carta Maior)

agosto 6, 2010   No Comments

Dia Mundial da Água

Em comemoração ao Dia Mundial da Água publico um texto resumido com reflexões muito importantes sobre o assunto.

Dia Mundial da Água - Uma breve reflexão sobre este valioso bem natural

Por Edgard José Laborde Gomes e Martim Assueros Gomes*

Comemora-se todo dia 22 de março o Dia Mundial da Água, criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1992. Aproveitamos aqui essa importante iniciativa para refletirmos sobre o domínio, uso e preservação deste valioso bem natural.

Considerando que a água é um recurso natural essencial à vida e de uso comum do povo; que sua natureza é difusa enquanto bem indivisível, ou seja, que não pode ser repartido; que ao mesmo tempo em que pertence a todos ninguém em específico o possui; e que sua titularidade diz respeito a pessoas indeterminadas da coletividade e do domínio público, conclui-se que sua gestão é de responsabilidade do Poder Público.

Muitas vezes a ilusão da abundância tem mascarado a realidade, mas o fato é que a água de boa qualidade para consumo humano está cada vez mais escassa, o que é motivo de grande preocupação, pois a capacidade de recarga das reservas hídricas são complexas e demoradas (Tabela 1/1).

Nunca é demais lembrar que de toda a água existente na Terra menos de 3% correspondem a água doce. E quando consideramos apenas o volume disponível para consumo em rios e lagos, este índice não chega a 0,2%, visto que a maior parte da água doce concentra-se nas calotas polares e geleiras ou em subsolos profundos.

O Brasil é um país privilegiado em termos hidrográficos, pois abriga a bacia Amazônica e o aquífero Guarani – os maiores do mundo em suas modalidades hídricas, além dos rios São Francisco e Paraná, unidades hidrográficas de importância inestimável. A propósito, esses três rios formam uma das maiores redes fluviais perenes do planeta.

Essa disponibilidade hídrica brasileira, entretanto, tão favorável em termos quantitativos e que corresponde a 11,6% da água doce disponível no mundo, não significa equilíbrio qualitativo. Os nossos grandes rios ficam distantes dos centros urbanos, ou seja, das grandes concentrações populacionais, o que torna a distribuição da água bastante irregular. A maior parte da nossa água doce – cerca de 70% – encontra-se na Região Amazônica, a menos habitada, enquanto os cerca de 30% restantes distribuem-se desigualmente pelo país, para atender a 93% da população. Ao Sudeste, por exemplo, a região brasileira com maior concentração populacional, cabem apenas 6% do total da água; e ao Nordeste, somente 3%.

Além disto, a qualidade das águas é comprometida pela poluição ambiental e pelo desmatamento – inclusive de matas ciliares, o que submete os rios à erosão e assoreamento e põe em risco, até, nascentes e outras unidades hídricas. Em seu trajeto, os cursos de água recebem diferentes tipos de poluentes, com os seguintes destaques: nos grandes centros urbanos, esgotos domésticos e industriais são neles despejados, além de servirem de depósito e escoadouro de resíduos sólidos; em algumas regiões brasileiras, principalmente na região Amazônica e Pantanal, são contaminados por mercúrio, metal pesado utilizado em garimpos clandestinos; e contaminados por agrotóxico e adubos químicos ao percorrerem plantações agrícolas, em especial monoculturas de larga escala. Em alguns casos, principalmente quanto aos dois últimos, também há risco de contaminação ocupacional.

O desperdício acompanha igualmente os diversos usos e consumos da água, desde os sistemas ineficientes de irrigação na agricultura e a não aplicação, pelas indústrias, da reutilização em seus processos produtivos, até as nossas pequenas atividades domésticas, como tomar banho, escovar os dentes e lavar o carro, pela falta de orientação e informação.

Ressalte-se, ainda, que a explosão populacional tem grande influência no desequilíbrio quantitativo e qualitativo dos recursos hídricos, pois sobrecarrega as atividades industriais e agrícolas. Mundialmente, o maior consumo de água cabe à agricultura – 67%, seguido pelo uso industrial (23%) e residencial (10%).

A água é um bem renovável, porém finito, e possui significado socioeconômico. A degradação causada pelo uso ineficiente o torna limitado e escasso, o que se verifica em muitos lugares, mesmo em regiões onde antes havia suficiência hídrica.

A seguir, alguns indicadores de consumo e sugestão de ações e hábitos que podem contribuir para o uso racional da água:

Gasto de água por tipo de consumo residencial no Brasil:

46% do consumo – chuveiro;
14% do consumo – cozinha e vaso sanitário;
12% do consumo – lavatório;
8% do consumo – máquina de lavar roupa;
6% do consumo – torneira de uso geral.

Ações que contribuem para o uso racional da água:

1. Em casa

Chuveiro: Um banho de 15 minutos exige 105 litros de água. Reduza o tempo para 10 minutos e o consumo cai para 70 litros.

Cozinha: Lavar louça com a torneira aberta acarreta um gasto de 112 litros. Uma boa maneira de economizar água é encher a cuba da pia de água, limpar os resíduos de comida dos utensílios com esponja e sabão e depois enxaguar com água limpa.

Vaso sanitário: Sozinho, o vaso sanitário pode representar 50% do gasto de água de uma residência. Verifique periodicamente se o sistema de descarga está regulado e sem vazamento.

Lavatório: Enquanto ensaboa as mãos feche a torneira, pois cada vez que você lava as mãos com a torneira aberta o tempo todo, são gastos aproximadamente 7 litros de água.

Máquina ou tanque de lavar roupa: Procure racionalizar o uso, juntando uma boa quantidade de roupa suja em cada lavagem. Além do que, a água do último enxágue das roupas pode ser reutilizada para ensaboar tapetes, tênis e cobertores. Também serve para, lavar carro, pisos e calçadas.

Torneira de uso geral: Verifique se não há vazamentos. O simples gotejamento de uma torneira consome 60 litros por dia ou 2m³ por mês.

2. Na indústria:

Invista no uso sustentável da água no processo produtivo, com a instalação de sistemas de reutilização, resfriamento e alimentação de caldeiras, além do reaproveitamento em rega de jardins e lavagem de pátios.

Discuta a questão da água com sua família, seus vizinhos, sua comunidade. Procure formar grupos de discussões na Escola, nas Associação de Moradores, nos espaços recreativos. Leve a discussão à Rádio Comunitária, à Câmara de Vereadores, ao Ministério Público, às Promotorias de Justiça.

É possível atingir grandes mudanças a partir dessas simples atitudes, que ainda que pequenas, têm importância fundamental na preservação dos recursos hídricos.

A escassez e o comprometimento da qualidade dos recursos hídricos exigem que adotemos com urgência hábitos de consumo adequados, eficientes, saudáveis. Talvez “uso consciente”, “uso racional” ou “uso inteligente” sejam expressões mais apropriadas, enquanto adjetivos que expressam melhor uma atitude humana vinculada à sua própria preservação.

Contudo, a água não é um elemento isolado na teia da vida. Nela, tudo está interligado. Precisamos, portanto, adotar novos hábitos de consumo e atitudes de interação e harmonia com o meio ambiente como um todo, considerando seus processos inter-relacionais, interdependes e sistêmicos.

Ao Poder Público cabe instituir políticas que possibilitem o perceber dessa interligação de elementos e favoreçam a gestão ambiental. E neste sentido, a Educação Ambiental surge como importante instrumento.

*Edgard José Laborde Gomes – Consultor Ambiental e Assessor Diretoria ABIEPSPós – Graduado em Direito Ambiental
edgard@labordeambiental.com.br

*Martim Assueros Gomes – Sociólogo – Pós-Graduado em Educação Ambiental
assuerosmartim@yahoo.com.br

Fonte: Envolverde/O autor

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março 25, 2010   1 Comment

Poluição da água e do solo e Saneamento Básico

O que que o saneamento básico tem a ver com a poluição da água e do solo?

O saneamento básico, que são os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, coleta da drenagem pluvial, e coleta de lixo, é fundamental para a saúde pública.

Ele está diretamente associado aos problemas de poluição e/ou contaminação dos recursos hídricos e do solo, pois a deficiência de saneamento básico gera a disposição inadequada de esgotos, contaminando e poluindo os rios e córregos,e favorecendo a proliferação de vetores de doenças (por exemplo, nos lixões).

Conseqüentemente, se temos rios e córregos poluídos gastamos mais dinheiro para tratar a água para o abastecimento público. Ou seja, investimentos em saneamento básico economizam dinheiro gasto em hospitais, em tratamento de água, e aumentam a saúde e qualidade de vida da população.

fevereiro 11, 2010   4 Comments